MENU

1 de dezembro de 2013 - 11:54Automobilismo Nacional, Instantâneos, Memorabilia

Bons tempos…

1422520_668829229804108_548722551_nRIO DE JANEIRO – O automobilismo brasileiro já foi muito mais valorizado pelos patrocinadores. E sobretudo, muito criativo.

Esse protótipo da foto é o Casari A-2 (a.k.a. Repe 227), construído pelas mãos habilíssimas de Renato “Martelinho de Ouro” Peixoto, tendo como base um chassi de Fórmula Ford que ficou por aqui quando do Torneio BUA, vencido por Emerson Fittipaldi.

Todo com carroceria em alumínio, o carro tinha motor Ford Cortina 1,6 litro quando foi concebido, em 1970. No ano seguinte, o motor era um Holbay também de 1,6 litro – com bloco de ferro e mais potente. Com o fim da equipe de Norman Casari, o Casari A-2 virou Repe – as iniciais de Renato Peixoto.

Aliás, a equipe de Norman Casari foi uma das primeiras que trouxe patrocínios de grandes empresas brasileiras – muito antes da criação da lendária escuderia Hollywood. Em 1970, ele montou sua equipe para a disputa das Mil Milhas com a lendária Lola T70 Chevrolet arrendada junto aos irmãos De Paoli para ele e Jan Balder competirem – com o patrocínio da Brahma. O visual dos carros foi feito por um uruguaio, Eddie Moyna.

Na corrida disputada há 43 anos, em 22 de novembro, o Casari A-1 correu com Milton Amaral/Bob Sharp e o A-2 com Renato Peixoto/Carlos Erimá, terminando ao fim da disputa como o melhor carro do time, em 8º lugar, com 190 voltas completadas. A Lola chegou em 10º e o Casari A-1 não chegou ao fim.

 

Compartilhar

6 comentários

  1. Zé Maria disse:

    Belo registro da história do automobilismo brasileiro.

  2. Sandra gelli mattheis disse:

    Minha mãe era prima do renatinho, e eu sou esposa do andreas mattheis, veja só como o universo trabalha. Fiquei honrada com a sua matéria e gostaria de saber muito mais sobre ele…
    grande abraço e prazer! Parabéns

    • Rodrigo Mattar disse:

      Oi Sandra! Tudo bem?

      Eu não sei do paradeiro do Repe. Aliás, há muitos personagens do automobilismo brasileiro esquecidos ou simplesmente ignorados pela mídia. O que a gente tenta fazer aqui é lembrar ao máximo deles.

      Feliz 2017!

      • Jordana disse:

        Bom dia , sou sobrinha do Renato Peixoto . Infelizmente ele faleceu quando eu tinha 9 anos , por volta de 1981/82.
        A oficina não funciona mais . Guardamos algumas fotos da trajetória dele . Eu e meus irmãos ficamos muito felizes em ler sobre o tio . Eu cheguei a andar em alguns desses carros , lembro bem do Alfa Romeo de dois motores (!??) Somos uma família apaixonada por carros e penso que isso é influência dele . Nosso pai era o irmão mais novo do REPE , Reginaldo ele trabalhava de ajudando de mecânica.
        Obrigada pelas postagens Jordana Peixoto

      • Rodrigo Mattar disse:

        Que pena, Jordana. Triste de verdade pela notícia.

  3. Reginaldo v Peixoto da Costa disse:

    Muito bom saber e conhecer um pouco da história do meu tio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *