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31 de julho de 2014 - 17:57Mundial de Endurance

Rebellion e Lotus são beneficiadas pelo EoT da LMP1 a partir de Austin

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O novo boletim da comissão de Endurance da FIA beneficia os protótipos LMP1 particulares como o Rebellion R-One a partir de Austin

RIO DE JANEIRO – A etapa do Mundial de Endurance em Austin no Circuito das Américas é daqui a 50 dias. Falta, portanto, muito tempo para a corrida e mesmo assim as equipes começam a embalar seus equipamentos para a longa viagem que começa mês que vem e só termina em dezembro após a prova de Interlagos. Até lá, ninguém mais fará treinos no continente europeu.

E como era esperado, o comitê de Endurance da FIA determinou após as 24 Horas de Le Mans as atualizações do Equivalence of Technology (EoT) que vão entrar em vigor a partir da prova estadunidense. Tais mudanças beneficiarão fortemente os protótipos LMP1 sem sistemas híbridos.

O novo Lotus P1/01 e o Rebellion R-One que conquistou um interessante 4º lugar nas 24 Horas de Le Mans vão entrar na pista de Austin com 10 kg a menos em relação ao peso mínimo dos chamados LMP1-L, que foi de 810 kg em Sarthe. O fluxo de combustível para os motores foi estendido de 100 kg para 104,9 kg/hora, os reservatórios terão capacidade de 73,5 litros e haverá um acréscimo de 15% na tabela da energia dispendida por volta. Os bocais de abastecimento serão 30% mais largos que os dos modelos LMP1-H, com 33 mm de diâmetro.

Por falar neles (Audi, Porsche e Toyota), o construtor alemão confirmou que até o fim do ano o R18 e-tron quattro não terá mais dois sistemas de recuperação de energia cinética e sim um único ERS, como já apresentado em Le Mans. O protótipo continua na tabela 2MJ e a capacidade do tanque de combustível ganha um acréscimo de 0,1 litro, passando para 54,4 litros. Os protótipos vencedores das 24 Horas de Le Mans têm também um acréscimo de 1% no fluxo de combustível por hora, passando de 80,2 kg/h para 81 kg/h.

Em contrapartida, o carro terá um decréscimo de 0,3% na energia dispendida por volta, que em Sarthe foi de 0,4 MJ e em Austin passa a ser de 0,39 MJ. Pode parecer irrelevante e por vezes intrincada essa equação, mas tantos números e mudanças fazem a diferença no cálculo do consumo e nas estratégias de paradas para troca de pneus e reabastecimento.

Já os modelos Toyota TS040 Hybrid e Porsche 919 Hybrid, cujos motores são movidos a gasolina, ganham um acréscimo de 0,25 mm no bocal de abastecimento de combustível nas provas cuja temperatura começa com mais de 21º C.

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1 comentário

  1. Fernando Lima disse:

    Creio que esta medida visa possibilitar melhores alternativas aos LMP1 “não-híbridos” no que diz respeito à estratégia de troca de pneus/pilotoareabastecimento. Pois a performance não tem muito o que fazer para diminuir a diferença.

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