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14 de outubro de 2014 - 18:35Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (221)

PACE NO GULF MIRAGE

RIO DE JANEIRO – O ano de 1972 foi de intensa atividade para José Carlos Pace no automobilismo. Ele correu de quase tudo o que estava ao seu alcance: Fórmula 1 pela equipe de Frank Williams; Fórmula 2, primeiro com o horroroso Pygmée construído por Marius Dal Bo e depois pela Surtees; Can-Am com o monstruoso UOP-Shadow e Mundial de Marcas.

Neste certame, Moco esteve em nada menos que três carros diferentes, incluindo o bólido da foto, com a mítica pintura Gulf. Além do Mirage M6 com motor Ford Cosworth V8, idêntico ao usado na Fórmula 1 daquela época, o brasileiro disputou os 1000 km de Buenos Aires com Angel Monguzzi a bordo de um AMS 1300 e também os 1000 km de Zeltweg em sua estreia pela Ferrari, quando chegou em 2º lugar ao lado do austríaco Helmut Marko.

Pace competiu nas 6 Horas de Watkins Glen, última etapa da temporada do Mundial de Marcas de 1972, ao lado de Derek Bell no Gulf-Mirage #10. A dupla largou em 3º no grid com o tempo de 1’48″342, mas na corrida, não tiveram a menor chance contra as duas Ferrari 312 PB de Mario Andretti/Jacky Ickx e Ronnie Peterson/Tim Schenken. Acabaram também em terceiro, mas levaram nada menos que 14 voltas nas costas, com problemas de câmbio e freio.

“Quando pisei no freio no fim de uma reta, a 300 km/h, não senti nada e vi a curva se aproximando. Pensei que havia chegado a minha hora”, disse Moco na reportagem da Quatro Rodas publicada em setembro de 1972. “Com o carro desse jeito, não dá. E a equipe precisa melhorar, se quiser disputar o campeonato do ano que vem com alguma chance”, declarou.

Há 42 anos, direto do túnel do tempo.

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8 comentários

  1. André Nascentes disse:

    “Quando pisei no freio no fim de uma reta, a 300 km/h, não senti nada e vi a curva se aproximando.”.
    Acho que esse é o maior cagaço que um piloto pode passar. Ta loco…

    Muito legal esses artigos sobre os grandes do passado, Mattar :)

  2. Wallace Michel disse:

    Muito legal esses artigos sobre os grandes do passado Rodrigo! Tenha vontade de escrevê-los por muito tempo ainda!

  3. Bento Bach disse:

    Muito legal, estas corridas de endurance antigas, e a WEC atual é um sucesso, Quanto a equipe Gulf Racing , nós somos uns admiradores desde os Porsche 917 dos anos 70, inclusive , meu filho ( 14 anos) começou a correr de kart 125cc, e adesivamos com as cores e logo da Gulf Racing, Outro dia envio umas fotos para você.
    Um Abraço e continue com seu blog nota 10.

  4. luiz alberto disse:

    Dois Posts com dois dos maiores piloto brasileiros,quanto ao Moco sou suspeito para falar pois ele pilotou uma Alfa P 33 que estava na responsabilidade da Jolly equipe que tenho laços sentimentais e o o conheci pessoalmente ,grande piloto ,quando tinha tudo para poder disputar um titulo mundial de F1,morreu num trágico acidente junto com outro grande piloto chamado Marivaldo Fernandes e Piquet o homem que na minha opinião fez uma das mais difíceis ,arriscada e E S P E T A C U L A R ultrapassagem em busca de uma vitória,sem duvida talvez dos que foram campões o que teve que lutar mais para ser campeão, até contra a vontade do dono da equipe que preferia privilegiar o seu conterrâneo,só que após o acidente nunca mais foi o mesmo(Massa deveria pensar nisso ao invés de ficar pagando mico e tomando lugar de gente com mais “DISPOSIÇÃO” A única coisa que Felipe Nãopassa tem feito bem ,más com a parcimônia do chefe é estar usando uma repórter da “rede oficial”, sem noção e conhecimento de automobilismo para veicular suas ESFARRAPADAS desculpas)

  5. Tarcisio F Fonseca disse:

    A história da corrida dele com o veículo AMS em outro autódromo argentino é curiosa.
    Ele pegou o veículo e descobriu que não funcionava direito, mesmo assim conseguiu o segundo lugar na qualificação.
    Os donos ficaram tão contentes que foram até Pace e ofereceram uma vaga na equipe de fábrica, fazendo as promessas de praxe. Não sei como ele se safou desta.

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