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30 de janeiro de 2015 - 18:58Automobilismo Nacional, Fórmula Indy

Esperar?

RIO DE JANEIRO – Estava ausente quando o comunicado abaixo chegou à minha caixa postal de e-mails, mas sei que muitos colegas de profissão o receberam, porque tomei conhecimento do fato pelas redes sociais (Facebook e Twitter, principalmente). Vou reproduzir ipsis litteris a nota da CBA sobre o cancelamento da Brasília Indy 300.

CBA lamenta cancelamento da etapa da Fórmula Indy em Brasília

Categoria norte-americana consagrou vários pilotos brasileiros

Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 2015 – A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) lamenta o cancelamento da etapa de abertura da temporada de 2015 da Fórmula Indy, marcada para dia oito de março em Brasília (DF). A impossibilidade da realização da Brasília Indy 300 foi comunicada pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) no início da noite desta quinta-feira à Rede Bandeirantes de Televisão, promotora do evento. A CBA espera que, mesmo com o cancelamento da etapa da Fórmula Indy, a reforma já iniciada no autódromo Nelson Piquet tenha continuidade.

“Desde o final dos anos 1980, a Fórmula Indy se tornou um celeiro de pilotos brasileiros e grandes conquistas para o Brasil. Sem dúvida estamos perdendo a chance de ver um grande evento no Brasil”, lamenta o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.

Os pilotos brasileiros venceram em cinco oportunidades o campeonato da Fórmula Indy em suas diversas fases, além de conquistarem em sete oportunidades a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, uma das principais provas do automobilismo mundial.

Isto posto, algumas considerações:

Notaram as últimas linhas do primeiro parágrafo da nota? “A CBA espera que (…) a reforma já iniciada tenha continuidade”.

Meus caros leitores, é a mesma CBA cujo presidente prometeu – e estou esperando até hoje a promessa, porque ouvi sua declaração in loco – se “acorrentar” ao portão 7 do Autódromo de Jacarepaguá e ‘impedir’ a destruição do mesmo. O que, todos sabemos, não aconteceu. Jacarepaguá não existe mais.

Agora a entidade diz que “espera pela reforma de Brasília”? Francamente!

Sei que ela nada tem a ver com a questão do cancelamento, que por sinal trouxe a sujeira envolvendo a negociação do governo do Distrito Federal com a emissora que detém os direitos de transmissão da Fórmula Indy à tona, revelada por despacho do Ministério Público. Mas a conhecida inoperância em relação a Jacarepaguá poderá novamente dar as caras no que tange a Brasília.

E de “esperar” já estamos cheios. A CBA não percebe que o automobilismo brasileiro respira por aparelhos? Que uma pista foi destruída, outra está a caminho e há riscos de mais autódromos serem desapropriados?

O esporte precisa urgente de uma reformulação radical em sua estrutura neste país.

Sob pena de ser irremediavelmente extinto.

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5 comentários

  1. Rodrigo Gini disse:

    O melhor de tudo é que agora querem normatizar os track days, com direito a licença ($) e tudo mais. Será o primeiro caso do mundo de track day sem pista… Por que é que a gente não se surpreende…

  2. Evandro Nunes disse:

    CBA e a lástima sobre o automobilismo, vergonhoso saber que nada fazem para melhorar o esporte a motor a não ser impor regras absurdas. Deveriam aprender com nossos hermanos Argentinos e não fingir que nosso automobilismo vai indo bem.

  3. Joe Cherque disse:

    Caro Amigo , se até hoje não consigo entender , o porque do abandono e posterior demolição do Autódromo de Jacarepaguá (Que podería ainda estar vivo e ativo , fazendo parte de um ” Complexo Cultural e Esportivo “) como poderei entender e mesmo aceitar tal fato . Espero Eu que : as obras já iniciadas no Autódromo “Nelson Piquet” sejam concluídas !

    Em tempo : Lí em algum outro lugar sobre o mesmo tema que ; Só nos Governos Militares é que foram construídos Autódromos decentes e com Asfalto que duravam 20 Anos , Então !

  4. luiz alberto disse:

    Quanto a mutretagem da emissora oficial eu não me espanto ,pois ela é desonesta até para informar seus “clientes”, quando ela chama a Indy de “CATEGORIA MAIS VELOZ DO AUTOMOBILISMO” é mais deslavada mentira,joga de de marketeiro pobre de idéias mas rico em propaganda enganosa.
    Quando por um descuido a categoria americana correu em um mesmo circuito que correu a F1 (isto quando os Indy ou Champcar(eram os mesmos carros só que com uma briga de interesses financeiros e políticos) ainda eram mais rápidos(defasagem técnica menor entre Indy car e F 1) a diferença da pole da Indy (se não me engano com Cristiano da Matta)Pole de Da Matta no Circito Gilles Villeneuves em 2002 1 .18 ;959 no mesmo ano e circuito pole de Ralf Schumacher na F1 : 1 .12; 275
    Hoje a categoria americana usa chassis Dallara que era Minardi na F1 e todos sabem a “Qualidade e Velocidade “destes carros ,por tanto jamais poderia ser um carro da “Categoria Mais Veloz do Planeta”
    Nota ; Todos sabem que F1 não é a minha categoria predileta,portanto meus comentários estão livres de qualquer paixão ou simpatia por esta ou aquela categoria, são simplesmente baseados em dados técnicos de quem gosta da verdade aferida e documentada de forma imparcial e não tendenciosa.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Luiz, entendo a sua revolta, mas a Minardi, só para que você saiba, sempre fez seus carros. A Dallara foi quem fez os F1 da Scuderia Italia. Você deve ter se confundido.

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