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22 de março de 2015 - 14:44Televisão, Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (244)

RIO DE JANEIRO – Morreu neste domingo no Rio de Janeiro, vítima de complicações decorrentes de um enfisema pulmonar, o ator Claudio Marzo, aos 74 anos de idade. Dono de um imenso currículo com dezenas de filmes, minisséries e telenovelas, todo mundo se lembra dele em “Pantanal”, da extinta Rede Manchete e nas clássicas “Irmãos Coragem” e “Carinhoso”, da Globo.

C Marzo Oswaldo Loureiro

Claudio Marzo e o jovem Oswaldo Loureiro, nos bastidores de “Véu de Noiva” no Autódromo de Jacarepaguá (Foto: Acervo Sidney Cardoso)

E por que o blog fala de Claudio Marzo? Simples: porque entre novembro de 1969 e junho de 1970, o ator participou de um baita sucesso daquela época: “Véu de Noiva”, escrita por Janete Clair – que TAMBÉM foi a autora da novela seguinte no horário das 20h, justamente “Irmãos Coragem”, da qual Claudio participou interpretando Duda, um dos irmãos Coragem e que jogava no Flamengo. Sem tempo para recusar trabalho, ele logo emendaria com “Minha Doce Namorada”, mas aí já é outra história.

Em “Véu de Noiva”, Claudio era Marcelo Montserrat, um corredor de automóveis que se envolvia com a personagem Irene, vivida por Betty Faria e depois com Andréa, de uma Regina Duarte já consagrada como a “Namoradinha do Brasil”. Para dar veracidade à personagem e à trama, cuja abertrura era a inesquecível “Teletema”, canção de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, as cenas de Marzo como piloto eram gravadas no antigo Autódromo de Jacarepaguá. Daniel Filho, diretor da atração, também usou imagens de Emerson Fittipaldi, que já fazia sucesso na Fórmula Ford e Fórmula 3 inglesa naquele mesmo ano. A Globo também levou um caminhão de externas para a pista e gravou cenas nos 1000 km da Guanabara.

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Claudio Marzo em “Véu de Noiva”, com o macacão de Sidney Cardoso (Foto: reprodução/TV Globo)

Nas filmagens, Claudio Marzo usava um macacão do piloto Sidney Cardoso, que ajudava como dublê do ator nas cenas de ação na pista e junto ao pai Ernayde com dicas e uma consultoria informal à equipe de direção da novela, composta ainda pelo talentoso Oswaldo Loureiro.

Há 46 anos, direto do túnel do tempo.

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4 comentários

  1. Razor disse:

    E a cena final da novela foi o filme da vitória do Al Unser nas 500 Milhas de Indianápolis, acho que a de 1970. Que Deus tenha recebido a alma do Claudio Marzo e dado a ele a paz dos justos.

  2. sinval disse:

    ja que o assunto é novela.

    no inicio da década de 70 , teve a novela “carinhoso”
    onde o autor Marcos Paulo, que também já esta la
    em cima , mexia com corridas e trabalhava em um projeto
    de um veiculo com características e estilo do MG que seria
    montado em um chassi volks.
    nao seria na historia o projeto do MP Lafer?
    ja que o MP foi lançado em meados de 73/74

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