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29 de abril de 2016 - 14:48Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (326)

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RIO DE JANEIRO – Foto da prova Duque de Caxias, válida pelo Campeonato Carioca de Automobilismo, em 31 de agosto de 1969. Na Berlineta Mark I, Carlos Erymá. No Lorena Porsche da lendária equipe Colégio Arte e Instrução, o grande Sidney Cardoso. A Lola T70 dos irmãos Márcio e Marcelo de Paoli, que no ano seguinte seria comprada pelo Norman Casari para a criação da equipe Brahma, também correu, como visto neste vídeo.

A lembrança – mais uma – de Jacarepaguá, é para mostrar que uma história foi enterrada sem dó nem piedade e que o olimpismo poderia – e deveria – conviver junto ao automobilismo. Só aqui que isso não acontece: a Rússia nos dá uma aula com a pista de Sochi em meio às instalações onde aconteceram as competições das Olimpíadas de Inverno. Sem contar que no ciclismo paralímpico de Londres 2012 algumas provas aconteceram no circuito de Brands Hatch. E o medalha de ouro numa dessas provas foi ninguém menos que Alex Zanardi, bicampeão da Fórmula Indy que passou também pela F1.

Quem deveria chamar a atenção para o descalabro que foi o fim da pista carioca em prol de um Parque Olímpico repleto de arenas que depois darão lugar a prédios, para júbilo da especulação imobiliária, eram os narradores e comentaristas que têm mais peso do que eu, por exemplo. Perto de um Galvão Bueno, de um Reginaldo Leme, não sou ninguém – muito embora esteja no métier há quase 13 anos –  o que não é pouco.

Eu continuo reclamando o fim de Jacarepaguá.

O que ambos acima citados fizeram na época?



Tento entender o posicionamento do Reginaldo – mas não consigo. Talvez pra não desagradar ninguém, pra ser político e gentil com todo mundo, o Reginaldo não tenha sido uma voz atuante – nem no fim de Jacarepaguá, muito menos agora com o possível fim do Autódromo de Curitiba.

Mas do Galvão eu esperava bem mais. Afinal, pra quem se julga ‘entendido’ em automobilismo e tem uma arma poderosa nas mãos, que é o microfone, não emitir uma opinião sobre Jacarepaguá é dose pra mamute. Agora, quase quatro anos depois, usar cartinha de Cacá Bueno para reclamar um novo autódromo em seu programa no SporTV? Depois da casa arrombada? Tarde demais.

Desculpem pelo necessário desabafo. E aos heróis que fizeram a verdadeira história do automobilismo carioca, meus sinceros agradecimentos e respeitos.

Há 47 anos, direto do túnel do tempo.

16 comentários

  1. Milton Eller disse:

    O que fizeram com Jacarepaguá, foi uma vergonha!!!!! você está certo o “narrador” citado acima deveria ter falado alguma coisa na época, a CBA deveria ter feito alguma coisa.. Enfim, ficamos sem um dos melhores circuitos do Brasil, os pilotos cariocas sem sua casa para correr, e temos que ver dinheiro sendo jogado no lixo com estádios de futebol deficientes, fazendo minha sua frase “PARABÉNS AOS ENVOLVIDOS”, abs

  2. TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

    Vi o vídeo.
    Espetacular.
    Veículos que não rodam mais por aqui (Lorena Porsche, Patinho Feio, Lola T 70, Alfa GTA, etc.).
    E os pilotos: Marcelo de Paoli, Maurício Chulan, Bob Sharp, etc.).
    Bela descoberta.

  3. Ricardo Sassi disse:

    Antes acabaram com a Moto Gp, Indy e F1.
    Qual o governo? Quem?
    Todos esses eventos mundiais foram parar em outras praças.
    Perdemos tudo muito antes de acabarem com o circuito.
    Repito, qual o governo? Quem?

    • Rodrigo Mattar disse:

      Marcello Alencar (PSDB) acabou com a F1 no Rio. Depois, Cesar Maia (PMDB/PFL/DEM) acabou com MotoGP e Indy num espaço de três anos. Se a ideia era achar pêlo em ovo e culpar o partido do Lula e da Dilma, acho que não deu não.

      • Ricardo Sassi disse:

        Tenho 54 ….
        Não vim aqui motivado por ideologias ou partidos.
        Vim para apoiar a sua revolta e compartilhar com suas idéias ,,,, queria saber se vc sabia dos nomes.
        Parabéns pelas matérias …

  4. Fernando Kesnault disse:

    Sempre ratifico as tuas palavras amigo Rodrigo…e quando se vê algumas narraços do G.B. de antes, mais antigas, se vê que ele tinha um certo traquejo e até entendia bem, agora que ficou velho e deveria ser como um vinho, vinagrou-se a so dizer bobagens como aquela besta do Faustao…..triste é ainda um povo absolutamente alheio a tudo que esta à sua volta e sempre toma partido no que vê na tv e nao no que possa advir de sua capacidade de raciocinar…

  5. Rafael Friedrich disse:

    O tag túnel do tempo é demais. Já li todo ele.

  6. MarcioD disse:

    Lamentável o fim de Jacarepaguá, assisti a F-1 lá 2 vezes 85 e 89, e me lembro com saudades do ronco dos F-1 rasgando aquele retão. Pista com excelente traçado e visibilidade. A Arquibancada de estrutura metálica já estava descuidada na época com pedaços do piso de madeira quebrados.
    A paisagem adjacente é muito bonita. O “Oval” que fizeram para a Indy também foi bem legal
    Nunca acreditei nesta história de Deodoro, as entidades que regem o automobilismo só deveriam ter assinado um acordo depois da outra pista pronta e não em cima de plantas e promessas que no Brasil dificilmente são cumpridas.

  7. Marcelo Soutellp disse:

    Meu caro Mattar,os espiritos de Senna, Depailler. Peterson, .Villeneuve e etc.., não vão deixar nenhum atleta brasileiro levar o ouro em solo sagrado e profanado de Jacarepaguá. A primeira vítima já foi o Ciello. Morte lenta e dolorosa ao nuzman.

    • Marcelo Soutellp disse:

      Soutello

    • Nino Achcar disse:

      – Desculpe, Vou me permitir opinar.
      – Tambem admirava o Ayrton como piloto, mas considero dele uma tremenda “bola fora” o seu não empenho em alguma alternativa de preservação do antigo interlagos.
      – Em uma rápida recordação, incluirei os nomes ; Chico Landi (eu o vi competir em Jacarepaguá), Sergio Cardoso (irmão do Sidney que está no vídeo sugerido acima), Norman Casari, Milton Amaral, Ricardo Moretti (falecido em acidente e incêndio na F Vê em 1967 no antigo Jacarepaguá e que deu nome a uma curva do nôvo traçado nos 70) , Luiz Pereira Bueno, José Carlos Pace (aqui e em Interlagos, ele teria se manifestado e muito ! ), José Maria Ferreira Giú (o Giú), Ubaldo Lolli e outros mais. . . .

  8. Rodrigo Vilela disse:

    Será que a RGT deixou de ganhar algo no Parque Olímpico e por isso começaram as “revoltas”? =D

  9. Nino Achcar disse:

    – As dirigências do automobilismo brasileiro, têem suas responsabilidades em muito dos descaminhos e perdas acumuladas em décadas de mal feitos.
    -O animador de corridas ( para o grande publico televisivo, formado por ele, em uma cultura automobilística de competição medíocre e equivocada) Sr. Galvão Bueno, se tornou milionário transmitindo F1 e em 40 anos na função, pouquíssimo evoluiu em conhecimento e entendimento.
    – Me parece que ao Reginaldo nunca foi dado espaço a ser ouvido e opinar de forma contribuir para acontecer um diferencial cultural para melhor. Me parece que se acomodou para garantir alguma posição na segurança material do esquema da Globo.
    – (A meu Ver ) O precoce falecimento do “Giú” ( José Maria Ferreira Giú ) que era piloto com experiência nacional e alguma internacional, deixou um vazio cultural como referência técnica aos narradores iniciantes em automobilismo e consequentemente leigos no assunto ( Foi O “Giù” que levou o GB para a Globo).
    – O Lula já tinha prejudicado o automobilismo brasileiro, durante a gloriosa e brilhante década de 70, quando esteve nas portas da fábrica da Volkswagen protestando contra o suporte dado pela montadora, à Formula Super Vê, que capitalizou ótimo “marketing” à montadora e produzia centenas de empregos diretos e periféricos ao universo Super Vê.
    – Jacarepaguá, era espaço do esporte-motor sobre rodas desde 1966, e lá muitas competições importantes e históricas aconteceram, e cito o divisor de águas : Torneio Bua de Formula Ford ( quando o circo da F. Ford inglesa veio com carros e pilotos competir no Brasil e o marcante e valoroso segundo lugar conquistado pelo único Formula 1 brasileiro, o Fittipaldi/Coopersucar F1 ).
    – Já se passaram mais de 40 anos desde que o Brasil, através de seus pilotos/construtores e realizadores, alçaram o automobilismo brasileiro ao nível do que tecnicamente havia na Inglaterra e Europa. Tudo isto se perdeu e provavelmente nunca mais será re-alcançado.

  10. Nino Achcar disse:

    – Ahh !!!
    – Foi uma grande satisfação ( ao assistir o vídeo indicado ) e re-ver o lendário, simplinho e fantástico “”Patinho Feio Achcar”, chegar em terceiro (José Morais ao volante) e somente atrás daquele foguete inglês (a Lola T70) e do mais possante, muito bem preparado e excelentemente conduzido (Sidney Cardoso) Lorena 2000 cc.
    – Lembram daquela exibição (à poucos anos atrás) no programa “Auto Esporte” da Globo, em que se homenageava o protótipo “Camber” do valoroso Alex Dias Ribeiro de Brasilia, como sendo o “Patinho Feio”, com o comentário e aval do Grande Emerson ( logo êle que sabe muitíssimo bem, que é Ricardo Achcar e tambem já havia estado em competição com a presença do “Pato Achcar” e com Achcar ao volante ).
    – O “Patinho Feio Achcar” foi nominado ao nascer, porque lembrava mesmo um patinho feio com seus para-lamas balançantes e simplórios.
    – Mas sendo um chassis tubular (um F. Vê Aranae/Sprint, alargado e reforçado por Achcar ( mão de obra de Herculano e Antonio Ferreirinha ), com o qual foi campeão carioca da Vê em 67 e posto de lado, pois Achcar fôra contratado pela equipe Fittipaldi para 68, em virtude de ter desbancado todos os carros e pilotos que corriam de Fitti Vê no final de 67) era muito mais eficiente como protótipo de corridas do que o “Camber” que era uma plataforma fusca com alguma amarração e carenada.
    – Ok ! Estaria tudo bem em chamar o “Camber” tambem de “Patinho Feio”, mas o original “Patinho Feio Achcar” não poderia ser desconsiderado e não mencionado.
    – Foi contada uma estória e não história real ( e com o aval do Emerson !!! Tsic…. )
    – Salvo poucas exceções, o bairrismo dos paulistas sempre foi desmedido, mas dava para ser bonzinho com o valoroso Alex, afinal êle nunca incomodou ou andou na frente dos Fittipaldi, do Môco e do Luisinho.
    – Já o Ricardo Achcar . . . .
    – E a potência midiática maior do país, ilustrando e informando distorções e inverdades, em mais uma pequena, mas somatória delapidação do automobilismo interno brasileiro.
    – Anos atrás eu já havia encontrado uma reportagem sobre o “Camber”na mesma linha de inverídica informação e com aval de um icônico jornalista de automobilismo e que era cria de meu pai no meio esportivo de competição ( fiquei muitíssimo P e decepcionado com a figura ! ) .
    – Mas a internet está aí, as imagens raras vem aparecendo e muito contador de estórias vão ganhando descredito e ridículo ( êles fazem e estão fazendo por onde ! ) .

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