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9 de maio de 2016 - 01:00Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (328)

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RIO DE JANEIRO – Dia 13 de setembro de 1987. Naquela ocasião, no circuito belga de Spa-Francorchamps, um piloto brasileiro entrava para a história como o primeiro a ganhar um Mundial de Pilotos que não fosse de Fórmula 1 – o que, aliás, perduraria até o título de Nelsinho Piquet na Fórmula E. Refiro-me à façanha de Raul Boesel, que a bordo do Jaguar XJR-8 do time de Tom Walkinshaw, levava o campeonato na prova de 1000 km, nona e penúltima do calendário.

Raul, que formou parceria no início do ano com o estadunidense Eddie Cheever – inclusive venceram juntos os 1000 km de Jerez, na Espanha, correu também com John Nielsen e também Jan Lammers no carro #4 com as cores do cigarro Silk Cut. Como Cheever tinha compromissos na F1 com a Arrows, Raul foi somando mais pontos sozinho do que todo mundo.  Por isso, a estratégia do dono da equipe foi inscrever o brasileiro nos três carros que a Jaguar alinhou para Spa, incluindo o extra para Martin Brundle e Johnny Dumfries, no qual Raul pouco – ou nada – andou durante todo o fim de semana.

O líder do campeonato entraria no carro que estivesse melhor colocado e, por coincidência, era justamente o #6 que vinha à frente. E foi assim que Boesel chegou ao título, até hoje inédito, do Mundial de Endurance – à época conhecido como FIA World Sports Prototype Championship.

Raul venceu quatro provas com o Jaguar no ano do título. Foram as últimas antes do triunfo de Lucas Di Grassi nas 6h de Spa-Francorchamps neste sábado. E além deles, só Nelson Piquet ganharia uma prova do Mundial – os 1000 km de Nürburgring em companhia de Hans-Joachim Stuck numa BMW M1 Procar, no ano de 1981.

Há 29 anos, direto do túnel do tempo.

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14 comentários

  1. Carlos Henrique disse:

    Maurício sou um grande fã do seu blog, mas fiquei na dúvida, Ricardo Zonta não foi campeão da FIA GT em 1998?

  2. OZZMAIR disse:

    Esses protótipos dos anos 80 eram brutais , pode-se dizer que as duas chicanes da Hunaudieres existem por causa deles.

    Rodrigo , à propósito , será que existe alguma chance do WEC correr em Monza???

    Um abraço!!!

  3. MarcioD disse:

    Cara, apreciava muito a categoria e a briga dos aspiradões como os v-12 Jaguar contra os turbo como o Porsche 956 e o Sauber Mercedes. O Visual destes carros era bem matador e o Mundial era também um sucesso de publico.
    Ai a FIA veio atrapalhar em 91, especificando um motor com base no 3,5l aspirado da F-1 , parece que os fabricantes perderam o interesse e aconteceu o que sabemos.
    Ouvi dizer que tem o dedo de Bernie nisso dai , ele não queria um concorrente da F-1 e que prejudicasse seus interesses comerciais.
    Infelizmente Boesel não venceu Le Mans, quem sabe o Di Grassi este ano?

  4. andre lima disse:

    Que protótipo fantástico! Sempre achei o Raul Boesel um cara que não teve o valor reconhecido pelo grande publico… depois da F-1, veio correr na f-2 sudamericana, ganhou corrida e soube se reinventar na Indy, Mundial de Protótipos, IMSA… Se não me engano, foi com esse carro que ele ganhou as 24 horas de Daytona…

  5. TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

    Esta categoria era interessante à época, o Raul deveria ter perseverado nela e não tentar novamente a Fórmula Indy.
    Talvez ele tivesse tido um deslanchar melhor na carreira.

  6. Augusto Neto disse:

    Pergunta até meio idiota Rodrigo, mas como era o pit stop desse Jaguar com essas rodas traseiras cobertas, elas tinham algum tipo de porta pantografica?

  7. Leonardo Silva Conrado disse:

    Este carro é sensacional, eu como admirador de jogos de corrida, conheci este veículo a partir da série “Gran Turismo” para o Playstation. Tem um video dele correndo por esses dias em Spa Francorchamps, o som do motor é sensacional…

    https://www.youtube.com/watch?v=FySVg4POF4Y

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