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3 de junho de 2016 - 14:51Motovelocidade

Luis Salom (1991-2016)

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Tragédia na Catalunha: a bordo da Kalex #39, Luis Salom morreu hoje aos 24 anos

RIO DE JANEIRO – Triste notícia nesta sexta-feira: o piloto espanhol Luis Salom morreu após um grave acidente sofrido durante o segundo treino livre do Grande Prêmio da Catalunha, no circuito de Barcelona. Aos 24 anos apenas, Salom estava na Moto2 – onde defendia a equipe SAG Team.

Faltavam 25 minutos para o fim do treinamento, quando o piloto perdeu o controle de sua Kalex na curva 12, a uma velocidade de mais de 170 km/h. O fortíssimo impacto na barreira de proteção, captado pelas câmeras de segurança do circuito espanhol (veja o vídeo abaixo, antes que seja retirado do ar), foi o responsável pelas lesões que levaram à sua morte. Salom chegou a ser hospitalizado para uma operação de emergência no Hospital Geral da Catalunha, mas foi declarado morto às 16h55 locais, 11h55 de Brasília.

Disputando o Mundial de Motovelocidade desde 2009, Luis Salom fez 114 corridas em toda sua carreira entre 125cc, Moto3 e Moto2. Na Moto3, conquistou nove vitórias. Foi vice-campeão em 2012 e 3º colocado em 2013. Estreou na Moto2 em 2014 e defendeu a equipe de Sito Pons por duas temporadas, com o 8º lugar como seu melhor resultado num campeonato, há dois anos. Nessa temporada, foi segundo na prova da Moto2 em Losail, terminando em 15º na Argentina, 13º em Austin, nono em Jerez de la Frontera e décimo em Le Mans. O piloto tinha 37 pontos e estava na 10ª posição do campeonato.

Uma pena. O acidente é muito parecido – inclusive – com o que vitimou Daijiro Kato em Suzuka, no ano de 2003. Salom é o primeiro piloto a perder a vida no Mundial de Motovelocidade desde a tragédia que vitimou Marco Simoncelli no GP da Malásia de 2011.

Acompanhe a cobertura completa da morte de Luis Salom no Grande Prêmio.

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6 comentários

  1. Pedro Ribeiro disse:

    Depois de cair ele foi direto em cima da moto que estava no rebote da barreira de ar. Trágico.

  2. Andre disse:

    Não sei se foi isso que causou o acidente, mas me chamou a atenção, o layout de pista utilizado pela MotoGp .
    Essa curva que era usada pela F1 e agora é utilizada pela MotoGP, é muito veloz e em descida. Deveria ser o contrario, a MotoGP utilizar essa chicane, que foi construída em 2007, para reduzir a velocidade dos F1.
    Os pilotos vem de cano cheio desde a Banc de Sabadell, depois passam pela curva 13 e 14, e vão assim ate o final da reta, chegando próximo dos 350 km/h.
    Esse layout deveria voltar a F1, desde o advento do DRS, não faz muita diferença, ter essa chicane, a qual deixa a pista muito travada. E o layout da F1, deveria ser utilizado pela MotoGP. Haja visto que, por causa das corridas de motos, foram construídas chicanes em Suzuka ( antes da morte do Kato ) , depois do hairpin e em Interlagos ( 1992 ) , antes da entrada dos boxes, chicane que foi aumentada e serve de paliativo para as corridas da stock-car, desde a morte do Sondermann em 2011, para tornarem as pistas menos selvagens para as motos.

  3. Claudio disse:

    Uma tragédia, sem muito mais a ser dito do que isso. Que as circunstâncias do acidente sejam apuradas da forma devida e as correções sejam feitas para que se evite ao maximo a repetição desse tipo de situação. Por mais que o perígo seja inerente ao esporte a motor, tudo que for possível e preciso deve ser feito em prol da segurança

  4. Fernando Silva disse:

    Não há muito a dizer nessa hora…por mais que estejamos cientes de que o esporte é de alto risco nunca estamos preparados para a fatalidade é um choque muito grande…falo com propriedade porque estava na arquibancada de Interlagos na ocasião do acidente que vitimou o Sondermann…nessa hora não há muito a fazer a não ser oferecer nossos sentimentos à família e amigos do piloto…Descanse em paz, Luis Salom!!!

  5. Alex disse:

    Acidentes fatais estão aumentando nos últimos anos tanto nos automóveis quanto nas motos. Sabemos que 100% de segurança é impossível, mas talvez já tenha chegado o ponto limite com o qual os atuais conceitos de segurança podem lidar. Talvez seja necessário rever alguma coisa: não sei se o aparato de segurança da pista (áreas de escape, os colchões de ar, etc) ou os traçados ou o próprio veículo.

    • Claudio disse:

      Para as motos a questão é mais complicada, qualquer queda pode ser fatal ou causar sequelas graves, acompanho o Mundial de MotoGP já tem alguns bons anos e perdi a conta dos pilotos com placas, pinos e parafusos por toda a parte do corpo

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