Leonard Cohen (1934-2016)

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RIO DE JANEIRO – A música perde mais um ícone em 2016. O canadense Leonard Cohen morreu hoje aos 82 anos, de causas não divulgadas, em Los Angeles (EUA). É o fim de uma carreira de quase meio século, com 14 álbuns gravados – o último deles recém-lançado, You Want It Darker.

Dono de um estilo peculiar de cantar, com a voz grave, empostada e muito bem colocada, Cohen – mais do que um artista que encantou gerações – era um poeta. Um beatnik. Tinha Bob Dylan como ídolo e sua carreira como cantor teve início apenas em 1967, quando tinha 33 anos de idade. Três anos depois, se apresentava para a maior plateia de sua vida – 400 mil pessoas – no Festival da Ilha de Wight, em 1970.

Deixou canções que ficam agora para sempre, como “Bird on the Wire”, “Hallelujah”, “Sisters of Mercy” (que creio ter servido de inspiração para o batismo do grupo do mesmo nome) e “Suzanne” – além de muitos amores. Entre os romances, affairs e casamentos, teve momentos com Janis Joplin – musa da canção “Chelsea #2”, Joni Mitchell e a atriz Rebecca de Mornay, que sempre foi fã do cantor.

Suas poesias quase o fizeram ganhar neste ano o Prêmio Nobel de Literatura – que acabou surpreendemente nas mãos do mesmo Bob Dylan que Leonard Cohen admirava e devotava. Quem sabe não teria sido um merecimento para o bardo canadense, já homenageado por Kurt Cobain na visceral “Pennyroyal Tea”, do disco In Utero, o último em estúdio do Nirvana?

Um dos grandes momentos de Leonard – que nunca esteve no Brasil foi a apresentação no Palacio de Deportes de Madri, em outubro de 2012. Naquela oportunidade, o cantor se apresentou por 4h15min, cantando 33 músicas. E iniciou o espetáculo dizendo: “Não sei quando vamos nos encontrar novamente. Por isso, vamos dar tudo o que temos.” O público reagiu à altura. Flores foram atiradas ao palco. O público, estimado em 15 mil pessoas, chorava lágrimas de esguicho numa noite de muita emoção.

A melhor maneira de lembrar de Leonard Cohen nesse momento de perda é com a música. E é por isso que o blog traz o vídeo da apresentação do cantor no Festival da Ilha de Wight, com um de seus grandes clássicos – “Suzanne”.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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