Silly Season – WEC 2018/19, classe LMP2

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RIO DE JANEIRO (atualizado 15/11, às 16h10) – Neste post do último dia 10, o blog começou a mostrar a movimentação das equipes do WEC para a Super Season da temporada 2018/19, com o panorama da classe LMP1. Agora vamos dar ênfase aos carros da divisão LMP2.

Neste primeiro ano dentro do novo regulamento, com a exceção honrosa da Tockwith Motorsports – que até entrar em colapso colocou o único Ligier visto nas pistas em provas oficiais da categoria (exceto Le Mans, é claro) – todos os carros inscritos foram Oreca, inclusive os Alpine A470 da Signatech Alpine Matmut, que optou por colocar o nome da lendária criação de Jean Rédélé em seus protótipos.

O comitê de seleção do WEC deve estar preocupado porque as equipes, em sua totalidade, optaram pelo mesmo chassis. Mas provavelmente o fizeram porque os carros feitos no ateliê de Hughes de Chaunac são de fato muito bons. Veremos se com as evoluções autorizadas pelo ACO e pela FIA, os modelos Dallara, Ligier e Riley não só se reaproximam dos bólidos gauleses como também engrossam o plantel de construtores na divisão inferior de protótipos do Mundial de Endurance.

Vamos ao panorama de momento para a classe LMP2 em 2018/19.

Jackie Chan DC Racing – 2 carros
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A Jackie Chan DC Racing – pelo menos por enquanto – coloca em standby os planos de disputar a LMP1 na Super Season do WEC e deve seguir na LMP2 em associação com a britânica Jota Sport

A equipe fez uma profunda reflexão sobre a possibilidade de subir para a LMP1 na próxima temporada, mas tal situação não acontecerá – pelo menos por enquanto. A parceria com a Jota Sport segue inabalável para o próximo ano e, além do WEC, o time de bandeira chinesa vai encarar o desafio do AsLMS com seus protótipos ainda dentro do regulamento antigo – sem contar as 24 Horas de Daytona, na qual devem também fazer uma aparição.

É praticamente certo que o time manterá o mesmo conjunto deste ano, mas não se sabe nada ainda quanto aos pilotos.

CEFC TRS Manor – 1 ou 2 carros
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A Manor vai para a terceira temporada na LMP2 com pelo menos um carro

Além de seu esforço na classe principal do FIA WEC com um protótipo Ginetta, a Manor garante o envolvimento em 2018/19 na divisão LMP2 com pelo menos um carro, podendo até ser dois. Não está descartada uma aparição no ELMS, sobrecarregando um pouco mais a equipe, mas dividindo melhor as atenções no Mundial. O equipamento segue o mesmo.

TDS Racing – 1 ou 2 carros
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Custos altos e a interpretação dúbia do regulamento podem tirar a TDS Racing do WEC em 2018/19

Espera-se que a equipe de Xavier Combet esteja presente na próxima temporada, muito embora os primeiros indícios apontassem outro rumo – a volta ao ELMS, com custos menores. O principal piloto cliente, François Perrodo, não está satisfeito com as questões de graduação (especialmente de quem é graduado prata e é tão rápido quanto os ouro/platina) e gostaria de mudar de categoria. Mas parece que o ACO e a Le Mans Endurance Organisation têm feito gestões para que a escuderia continue.

Se Perrodo tomar outro rumo, a TDS Racing pode seguir no WEC se a parceria com o grupo russo Gazprom, via G-Drive, se mantiver intacta e com o piloto russo Roman Rusinov como um dos titulares.

Signatech-Alpine Matmut – 1 ou 2 carros
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Quem também repensa a permanência no Mundial de Endurance é a Signatech-Alpine Matmut, a atual equipe do brasileiro André Negrão

Outra equipe que pode tomar um rumo diferente em 2018/19 por questões orçamentárias é a Signatech-Alpine Matmut, mas assim como tem sido feito com a TDS Racing, a organização quer que a escuderia de Philippe Sinault siga a bordo no Mundial do próximo ano. Os principais dirigentes do certame tiveram uma séria conversa no fim de semana das 6h de Xangai com o dono da equipe, nesse sentido.

Rebellion Racing – 2 carros (?)
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De olho no futuro, a Rebellion deve permanecer na LMP2 para mais uma temporada

Parecia muito pouco provável o regresso da Rebellion à divisão principal já em 2018/19, uma vez que a própria equipe havia confirmado tais intenções futuramente. Mas a decisão de não disputar a próxima 24 Horas de Daytona pode ser o indicativo de uma mudança de planos – motivada, provavelmente, pela retirada da Porsche – e que a volta para a LMP1 pode acontecer antes do esperado. Em dezembro, saberemos.

Total: 7-10 carros (5-8 carros, caso a Rebellion volte para a LMP1)

Outras possibilidades:

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A Cetilar Villorba Corse poderia ser uma boa aquisição no grid do WEC em 2018/19

Após uma boa temporada na classe LMP2 do ELMS, onde utilizou um chassi reserva da High Class Racing a partir das 24 Horas de Le Mans, a SMP Racing não parece ter intenção de seguir o exemplo da Manor e ter protótipos em duas categorias do WEC. A United Autosports chegou a ser vinculada como uma provável nova equipe do Mundial na categoria, mas o futuro do time de Zak Brown e Richard Dean prevê a expansão para dois carros – só que no Campeonato Europeu.

Do ELMS poderia vir a equipe italiana Cetilar Villorba Corse como uma boa novidade. O time testou recentemente com o brasileiro Felipe Nasr, que ano que vem estará na IMSA. Por enquanto, nada definido.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

3 Comentários

  • A categoria vai continuar forte…aliás, esta é, sem dúvida, a temporada mais disputada da LMP2, bem diferente de quando o WEC esteve em Interlagos pela última vez, em 2014, quando somente 4 LMP2 largaram. O único porém é o aparente monopólio do chassi Oreca, mas fica a missão para Dallara, Ligier e Riley de melhorarem seus equipamentos. Eu, por exemplo, vendo as provas do ELMS, aposto que os Dallara farão frente aos Oreca em pouquíssimo tempo.

    • Também acho o mesmo. A Dallara fez um bom carro, mas falta aperfeiçoá-lo. Tanto o chassi é competitivo que, “vestido” com a roupa Cadillac, ganhou na IMSA.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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