Morre o WTCC, nasce o WTCR

M
TCR International Series Zhejiang, China 06 - 08 October 2017
O próximo ano será dos TCR: o WTCC morre como vimos até este ano e nasce o WTCR, que terá 30 corridas e 10 rodadas em 2018

RIO DE JANEIRO – O Conselho Mundial da FIA, que se reuniu ontem em Paris, confirmou – entre várias resoluções para 2018 – a morte do WTCC dentro do regulamento vigente. E o surgimento do WTCR como substituto. Não se trata apenas e tão somente de uma troca de letras. Mas também da adoção de um novo regulamento técnico e esportivo.

Entrarão em ação pelo menos nos próximos dois anos os carros do regulamento TCR, com mecânica até 2 litros com turbocompressor, debitando cerca de 350 cavalos de potência. O formato fez surgir vários campeonatos pelo planeta inteiro – são 19 ao todo. Nada menos que 13 montadoras têm carros homologados: Alfa Romeo, Audi, Ford, Honda, Hyundai, KIA Motors, Lada, Opel, Peugeot, Renault, SEAT, Subaru e Volkswagen.

Com a mudança para o WTCR, além do WTCC são extintos o ETCC (European Touring Car Championship) e a TCR International Series. O campeonato será promovido pela Eurosport Events e pela WSC, do italiano Marcello Lotti, com supervisão da FIA. Lotti, aliás e a propósito, chegou a ser um dos organizadores do WTCC e o escriba aqui participou inclusive de uma reunião com ele, François Ribeiro (do Eurosport Events) e Augusto Farfus (pai e filho) na época em que o campeonato era transmitido pelo SporTV.

Confirmou-se o que falei na gravação da última corrida do Mundial de Turismo para o Fox Sports: o campeonato terá 10 rodadas – ainda não foi batido o martelo quanto ao calendário, que basicamente deve ter várias das praças que receberam o WTCC, incluindo Vila Real, Macau, Losail e Termas de Río Hondo, por exemplo  – e 30 provas, sendo uma no sábado e duas no domingo, por rodada.

O formato esportivo do WTCR será o seguinte:

Sábado com dois treinos livres de 30′ de duração; qualificação de 30′ e corrida #1, com a seguinte pontuação – 27-20-17-14-12-10-8-6-4-2.

Domingo com Q1 de 25′ de duração; Q2 com 10′ e Q3 com Top 5 Shootout. Corrida #2 com grid invertido no top 10 do Q2 (mesmo formato do WTCC para a corrida de abertura das rodadas duplas), com a mesma pontuação da Fórmula 1 – 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1. Corrida #3 com a ordem da qualificação após o Q3, com a seguinte pontuação – 30-23-19-16-13-10-7-4-2-1. Máximo de 82 pontos por fim de semana.

O único senão é que o WTCR não será um Campeonato Mundial, mas sim uma Copa do Mundo de Carros de Turismo. Serão outorgados títulos de pilotos e equipes. Não haverá campeonato de fabricantes na série.

Os organizadores abrirão inscrição para o WTCR a partir do próximo dia 15, até 30 de janeiro do ano que vem. Prioridade para as equipes que disputaram o TCR International Series e o WTCC em 2017, fechando em 26 carros, com no máximo dois Wild-Cards indicados pela Eurosport Events e pela FIA.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

6 Comentários

  • Mattar,
    Esse nome WTCR me lembra meu antigo autorama.. hahahahah TCR.
    O melhor que tive… com o carrinho lento que tinha ser ultrapassado… juntávamos uns três moleques da rua que tinham o mesmo TCR e fazíamos uma super pista na garagem de casa… hahahaa
    Abs

  • “O único senão é que o WTCR não será um Campeonato Mundial, mas sim uma Copa do Mundo de Carros de Turismo. ”
    Desculpe minha ignorância, mas qual a diferença entre Campeonato Mundial e Copa do Mundo? Eu tinha a referência do intervalo entre cada modalidade, mas não sendo isso, o que vem a ser?

  • Que, o WTCC ainda existia?!

    Brincadeiras a parte, uma das barcas mais furadas da historia da FIA. Deve ganhar um folego extra agora, mas quero ver o que vai acontecer se um dos vários campeonatos TCR espalhados pelo mundo começar a ofuscar o mundial…

    Eu manteria a TCR International e faria do WTCC um evento reunindo os melhores colocados de todos os campeonatos da classe, assim como acontecia no inicio dos anos 90.

Por Rodrigo Mattar

Reclames

Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

Arquivos

Categorias

Nuvem de Tags

Twitter

Reclames

Facebook

Mais reclames