MENU

16 de janeiro de 2018 - 00:00Rali Dakar

Dakar 2018: disputa totalmente indefinida em duas rodas

231R3CHUVN5IFOWQHH48-Adrien-Van-Beveren-dbr-m01-1050x699

Sem sossego: Adrien Van Beveren lidera entre os motociclistas por apenas 22 segundos!

RIO DE JANEIRO – A despeito do abandono do atual campeão Sam Sunderland, é notório que a competição mais equilibrada do Rali Dakar 2018 está na categoria das Motocicletas. A luta pela liderança permanece aberta, indefinida e apertada. São apenas vinte e dois segundos separando o francês Adrien Van Beveren (Yamaha) do argentino Kevin Benavides (Honda) nessa autêntica gangorra no comando da classificação, ambos em busca não só de um título inédito em suas carreiras, bem como também de quebrar a sequência de 16 triunfos do fabricante austríaco KTM.

Não nos esqueçamos que Matthias Walkner, atual vice-campeão, não está morto na briga. Qualquer erro ou problema dos dois primeiros e o piloto da KTM pode ascender à ponta. A diferença dele para Van Beveren é de 6min34seg, já com o acréscimo de tempo de um minuto que o ASO aferiu a ele antes da 10ª etapa. E o campeão de 2016, Toby Price, vem numa silenciosa quarta colocação.

As etapas maratona foram de tormento. O espanhol Joan Barreda fechou na frente da concorrência a 7ª especial de La Paz a Uyuni, mas chegou com um de seus joelhos em pandarecos por conta de uma queda. Numa competição qualquer, o piloto da Honda seria vetado. No Rali Dakar, prevalece o espírito de sobrevivência e a entrega – até um certo ponto físico, é verdade. Enquanto o joelho estropiado aguentar, lá estará Barreda, incomodando – e muito – aos rivais.

O pentacampeão mundial de Enduro Antoine Meo, que vem em 6º na geral, foi o vencedor da segunda perna da etapa maratona, antes do cancelamento da especial desta segunda-feira. O francês da KTM fez o tempo de 5h24min01seg no trecho cronometrado mais extenso deste Rali Dakar. Van Beveren foi apenas o sétimo e perdeu 2min52seg para Benavides, o que explica a diferença tão exígua entre eles na geral.

Com nove pilotos da divisão de Elite nos 10 primeiros, dois destaques: a 10ª posição do francês Johnny Aubert com uma Gas Gas e o boliviano Daniel Nosiglia Jager a seguir, figurando como o melhor piloto não-oficial entre os motociclistas. Xavier De Soultrait era o líder absoluto da classe Super Production – até sofrer um tombo na 8ª etapa e dar adeus à competição de forma definitiva.

Classificação geral extra-oficial:

1. Adrien Van Beveren – 27h22min03seg
2. Kevin Benavides – a 22seg
3. Matthias Walkner – a 6min34seg (incluindo + 1min de penalização)
4. Toby Price – a 7min35seg
5. Joan Barreda Bort – a 8min01seg
6. Antoine Meo – a 9min56seg (incluindo + 1min de penalização)
7. Stefan Svitko – a 31min55seg (incluindo + 1min de penalização)
8. Ricky Brabec – a 31min58seg
9. Gerard Farres Guell – a 37min59seg
10. Johnny Aubert – a 1h10min02seg (incluindo + 4min de penalização)

Compartilhar

1 comentário

  1. Anderson disse:

    Rodrigo, pelo menu da operadora não tenho acesso a agenda futura muitos dias à frente, você sabe informar se vocês transmitirão as 24h de Daytona? Saudade de velocidade, só Formula E e Dakkar por enquanto… Obrigado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *