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27 de março de 2018 - 15:55Super Formula

Jornada tripla

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Pietro Fittipaldi testou com o Team LeMans em Suzuka há duas semanas e a escuderia o convidou para fazer a maior parte da temporada 2018 da Super Formula japonesa (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO (Multi-piloto) – Os mais antigos hão de lembrar do “Multi-homem” do lendário desenho animado ‘Os Impossíveis’ (Hanna-Barbera, 1966), super-heróis que se tornavam um grupo de iê-iê-iê nas horas vagas. A nova versão do “Multi-homem” atende pelo nome de Pietro Fittipaldi, o piloto que vai se multiplicar em três no ano de 2018.

Não entendeu? Deixa que eu explico.

O garoto fechou primeiro com a Fórmula Indy para disputar um punhado de corridas pela Dale Coyne Racing, incluindo as 500 Milhas de Indianápolis. Depois, acertou com Elton Julian para disputar duas provas do WEC – o Mundial de Endurance – pela DragonSpeed, como regra três do holandês Renger Van der Zande. E o terceiro campeonato que o neto de Emerson Fittipaldi disputará é a Super Formula japonesa.

Pietro fez um teste com o Team LeMans, pelo qual o sueco Felix Rosenqvist fez ótima temporada em sua estreia no automobilismo japonês. E seu desempenho foi tão bom que lhe valeu o convite para disputar cinco das sete rodadas da série nipônica ao lado de Kazuya Oshima. Assim, o total de provas dele chegará a 14 neste ano.

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O piloto de 21 anos disputará um total de catorze corridas por três categorias diferentes em 2018 (Foto: Divulgação)

“Estou muito feliz com o convite do Team Le Mans para disputar a Super Fórmula no Japão. É uma categoria com carros extremamente velozes, que me impressionaram muito no teste que eu fiz em Suzuka, e justamente por isso é uma ótima preparação para a F-1”, diz Fittipaldi, citando pilotos como Stoffel Vandoorne e Pierre Gasly, que disputaram o campeonato antes de chegar na principal categoria do automobilismo mundial.

“Com o convite do Super Formula, terei agora um calendário completo de 14 corridas em três das maiores categorias do automobilismo mundial, incluindo também as duas do WEC (Mundial de Endurance) e sete da Indy. Sem dúvida, depois do título da Word Series no ano passado, será um ano intenso de preparação e fará de 2018 uma temporada ainda mais especial”, diz Pietro, que neste ano também fará sua estreia em uma das maiores provas do mundo: as 500 Milhas de Indianápolis, exatamente 25 anos após a última vitória de seu avô, Emerson, nesta corrida.

Fittipaldi não correrá em duas etapas da Super Formula – as duas do mês de maio, exatamente por seus compromissos já assumidos com a Dale Coyne Racing em Indianápolis. O equipamento de Pietro será um Dallara com motor Toyota.

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7 comentários

  1. andre lima disse:

    Muito bacana essa atitude dele em disputar varias competições top com tipos de carros diferentes. Vai evoluir muito mais como piloto do que se ficasse correndo apenas a temporada da formula 2.

  2. ags disse:

    Tem muita gente boa no esporte motorizado….Esperamos que esse garoto…com as milhas que vai ganhar andando de tipos diferente de carro, venha se destacar no meio automobilistico…e não fazer como o chiquinho fez..vivia reclamando de tudo…se deu mal..
    Boa sorte garoto…

  3. Gabriel Medina, O outro disse:

    E não é que Pietro acertou em cheio depois de anos duvidosos no automobilismo europeu? Variedade de carros muito, grandes pistas e corridas importantes, mostrando velocidade, tem tudo pra se firmar como piloto top e fazer companhia a Senna, Piquet, di Grassi e Derani.

    Flando nisso, e quanto ao irmão mais novo do Nelsinho, o Pedro, algo confirmado pra essa temporada?

  4. Fernando Silva disse:

    Como já disse antes, ainda sou meio “pé atrás” com o Pietro por conta do desempenho ainda inconstante – embora campeão – na falecida World Series V8 ano passado num grid, sinceramente, fraquíssimo…mas agora, com essa variedade de categorias velozes e diferentes, o garoto terá uma chance imperdível de evoluir sua tocada em todos os aspectos…aguardemos.

  5. joao calango disse:

    Homem-Fluído, Homem-Mola, Multi-Homem, o Pietro tá mais Corrida Maluca, dá-lhe Multi-Pietro.

  6. frederico disse:

    Os impossíveis essa foi do fundo do baú…
    O lado bom é que ele fará muito contatos e terá muitos km’s dorados no ano, mas o lado ruim é não fazer nada por completo, não há como pontuar para o ranking da super licença da FIA.
    Rodrigo, você sabe se hoje ele teria pontos suficiente para ir para formula 1?
    Eles expiram ?

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