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31 de agosto de 2018 - 20:18Automobilismo Nacional, Endurance

Endurance Brasil: novo recorde e nova pole do AJR #65

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Segunda pole em três corridas com o novo carro para José Roberto Ribeiro e Nilson Ribeiro, para a corrida de Mogi-Guaçu do Endurance Brasil neste sábado

MOGI-GUAÇU – Sexta-feira de tempo quente aqui em Mogi-Guaçu para as atividades de pista do Brasileiro de Endurance (Endurance Brasil). Teve de tudo: acidente forte – com capotagem e perda quase total de um dos bólidos inscritos – e recorde para o circuito do Velo Città.

Aliás, mais um para os espetaculares protótipos AJR construídos por Juliano Moro.

Pole na etapa anterior em Tarumã, o sul-matogrossense José Roberto Ribeiro pediu bis e repetiu a dose no circuito do interior paulista, quebrando a banca e o favoritismo aparente de Vicente Orige e Sérgio Jimenez, escalados em outros dois protótipos iguais ao #65 e tidos como pule de dez para a primeira fila.

Beto deu de ombros e fez o tempo de 1’21″839, quase meio segundo mais rápido que o #88 de Carlos Kray/Vicente Orige, deixando toda a equipe Motorcar e o pai Nílson Ribeiro bastante contentes. E o piloto nos contou que o tempo poderia ser até mais baixo.

“Saímos com os pneus já aquecidos do box, fiz uma primeira volta muito boa e aí na curva 1 tinha um passarinho, não sei se era um Quero-Quero e eu aí vi que ia pegar (o passarinho), dei uma tirada de pé e mesmo assim pegou do mesmo jeito e não deu pra fazer uma volta legal, um pouquinho melhor” – sorte do Beto, azar do passarinho, né não?

“Hoje deu muito certo. O carro estava muito bom. Em Tarumã, apesar da pole, eu não estava satisfeito com o carro. Eu só tenho a agradecer à minha equipe, ao Juliano (Moro) que dá assistência à gente, dá o suporte e a equipe trabalhou muito”, falou o piloto, que lembrou um detalhe fundamental para a corrida deste sábado.

“Amanhã a gente vai tocar o barco pra resolver no final. Não adianta andar muito forte no início e não ter carro para terminar”, frisou.

Será mesmo preciso paciência e resistência. A corrida terá quatro horas de duração e, mesmo largando num horário pouco comum (às nove da manhã), o calor pode ser um fator. A temperatura ambiente hoje passou de 30ºC e, além da baixa umidade da região, freios e parte mecânica serão bastante exigidos em todos os carros.

Com os três primeiros do grid separados por menos de um segundo, os belíssimos GT3 fizeram papel de figurantes no treino classificatório. Uma volta foi o suficiente para Marcos Gomes classificar o #19 da equipe Via Itália que tem Chico Longo, líder do campeonato, com o melhor tempo de sua categoria – 1’24″268, a 2″429 do melhor tempo e 0″268 melhor que a Mercedes-AMG GT3 de Xandy e Xandinho Negrão.

No “best of the rest” excetuando os AJR e os GT3 mais novos em construção e mais velozes igualmente em performance, destaco o 8º melhor tempo do protótipo MCR Grand-Am Lamborghini V10 guiado por Cláudio Ricci, melhor que o MCR #71 de Ian Ely/Daniel Claudino e o MC Tubarão IX de Tiel Andrade/Júlio Martini.

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Sou fã desse carro: o Dodge Challenger R/T construído com base mecânica de Stock Car ficou com a pole da GT4 no Velo Città

A classe P2 teve o MRX Cosworth #75 assistido pela Satti Racing na pole e com o 11º tempo na geral e na P3, deu o Spyder VW #151 de Sérgio Pistilli/Denísio Casarini Filho, 15º mais rápido. O espetacular Dodge Challenger R/T montado com mecânica de Stock Car para André Carrillo/Rodrigo Corbisier levou a pole da GT4 porque o Peugeot Stock de Enzo Bortoleto, o mais rápido na tomada de tempos, foi excluído por violar o regime de parque fechado após a classificação.

O grid para as 4h de Mogi-Guaçu deveria ter mais de 30 carros e um total de 29 deverão estar presentes no Velo Città na hora da largada, embora 26 tenham marcado tempo. Explico: primeiro, a Mercedes-AMG GT3 de Guilherme Figuerôa veio ao circuito, mas não vai andar na prova. O piloto optou por fazer treinos de adaptação com o novo bólido, para estrear na próxima em Santa Cruz do Sul.

Também houve um incidente num dos treinos livres de hoje envolvendo a Montana Pick-Up de Ésio Vichiese e a Mercedes-Benz CLA 45 inscrita pela RSports para Alexandre Auler/Nelson Monteiro Jr., que provocou a capotagem do carro #11 da equipe de Leandro Romera e a perda praticamente total do bólido – que logicamente não largará.

Por fim, os três Spyder P3 da equipe de Leandro Totti, por opção, não andaram no treino classificatório.

O blog terá o vídeo com a transmissão AO VIVO da etapa do Velo Città do Brasileiro de Endurance, com o comando do craque Luc Monteiro e comentários do xará de sobrenome Bruno Monteiro, pouco antes das 9h da manhã.

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2 comentários

  1. Felipe Fugazi disse:

    – Também sou fã desse Dodge Challenger.
    O vi em Interlagos.
    Um monstro.
    – Coitado do pobre Quero Quero.

  2. Antonio Seabra disse:

    Rodrigo,

    Tive a experiencia de guiar no Velo Cittá em Agosto de 2014, sob um forte calor, num dia de ceu azul e sol forte, no Mitsubishi Driving Experience ( era esse o nome?). Enquanto andei com o Lancer Evo X de rua, com ar condicionado, todos os “auxilios modernos”, foi tudo bem. Mas quando passei a andar com o Evo R, um carro de corridas, com cambio manual, freios sem assistencia, com ventilação interna deficiente, e com macacão anti-chamas, balaclava, capacete, etc, eu, com meus 60 anos (na epoca) e preparo fisico deficiente (3 maços de cigarros por dia, etc,), já na terceira volta de cada set de 5 voltas programados, já estava no “bagaço”, e começava a errar por cansaço. Terminava as 5 voltas completamente “morto”.
    Imagino os pilotos correndo lá com esse tempo, pilotando em turnos de 40 min – 1 hora !!!! Deve ser um desgaste fisico absurdo.

    Quanto ao passarinho: acho muito legal ler que o piloto tirou o pé e fez o possivel tentando evitar matar o bicho !!!

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