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12 de novembro de 2018 - 22:31Nascar

David Pearson (1934-2018)

 

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RIO DE JANEIRO – Justo quando abrimos a semana da decisão da Nascar, um dos grandes nomes da história da Stock Car se despede da vida e entra para a história. Campeão em 1966, 1968 e 1969, vencedor da Daytona 500 em 1976 e um dos raríssimos a chegar à marca de 100 vitórias ou mais na divisão principal da Nascar, David Pearson morreu nesta segunda-feira, aos 83 anos.

Nascido em Spartanburg, na Carolina do Sul, em 22 de dezembro de 1934, David Pearson estreou nas competições aos 25 anos, em 1960. A primeira vitória veio logo em 1961, com um Pontiac preparado por John Masoni – justamente numa das raras corridas da Nascar que tiveram transmissão televisiva naquela década.

Enveredou por várias equipes até encontrar na Owens Racing a primeira a lhe dar a chance de ser campeão, alcançando o título de 1966 da Grand National Series – o nome da Nascar na época. Com a Holman-Moody conquistaria seus dois títulos seguintes e não esqueçamos que David Pearson ainda teria uma longa e bonita trajetória na Wood Brothers com o lendário número #21, mesmo que não tenha sido campeão – já que seu melhor ano pelo time foi o de 1974, quando terminou em 3º lugar.

Após alguns anos de resultados pouco dignos de registro, a lenda se retiraria das pistas em 1986, perto de completar 52 anos. Com equipe própria, disputou duas provas naquele ano, a Charlotte 600 e a Champion Spark Plug 400, sua 574ª e última aparição na hoje Monster Energy Nascar Cup Series, no oval de Michigan. E terminou numa honrosa décima colocação, encerrando uma trajetória de 27 anos na Stock Car que lhe rendeu 105 vitórias – à frente dele, só Richard Petty. Cabe lembrar que entre os ativos da Nascar, o mais próximo é Jimmie Johnson, com 84…

Em homenagem a David Pearson, a Wood Brothers reviveu a mítica pintura do #21 dos anos 1970 no ano em que Trevor Bayne devolveu a equipe ao Victory Lane após um longo hiato. Por coincidência, no mesmo ano de 2011, Pearson foi finalmente induzido ao Hall da Fama da Nascar, após a indicação feita dois anos antes. Ele estava em boa companhia: Bobby Allison, Ned Jarrett e os falecidos Lee Petty e Bud Moore também receberam a honraria. Antes, porém, David já estava na lista – com todo o mérito – dos 50 maiores pilotos da história da Nascar.

E alguém tinha dúvida?

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