Mudanças no WTCR

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RIO DE JANEIRO – Competição que teve sucesso no primeiro ano de disputa, o WTCR terá mudanças no campeonato do próximo ano.

Começando pelo calendário. Sai a etapa chinesa de Wuhan, que foi realizada num circuito urbano. Vem a Malásia e o circuito de Sepang para o lugar, ainda em data por confirmar. Em contrapartida, seguem entre as praças que receberão a categoria o lento circuito de Ningbo – muito por conta da presença forte da Geely via Lynk & Co. a partir de 2019, além de Vila Real (Portugal), Marrakech (Marrocos) e Hungaroring (Hungria). São pistas que recebem críticas por conta de acidentes ou da lentidão dos traçados.

A Argentina, que perdeu sua data em Termas de Río Hondo, continua fora. Em contrapartida, o WTCR terá mais uma vez seu evento no Nordscheleife de Nürburgring, assim como provas em circuitos tradicionais feito Suzuka e Zandvoort – esta com o famoso asterisco, aguardando acordo entre organizadores da prova e da categoria.

Na parte esportiva, o WTCR também terá novidades. Pontuarão a cada uma das rodadas os 15 primeiros colocados, no sistema 25-20-16-13-11 e daí até o 15º, menos um ponto por posição. Assim fica extinto o critério adotado em 2018, onde as três baterias do fim de semana tinham pontuação diferente entre si.

Também haverá pontos extras em dois treinos classificatórios. Na definição do grid para a prova #1, os cinco mais rápidos pontuam em sistema decrescente. Mesmo critério no treino que define o grid para as provas #2 e #3, valendo apenas a pontuação no Q3. Os 10 primeiros do Q2, em ordem inversa, continuam por definir o grid da prova #2.

O máximo de inscrições full season também foi aumentado: eram permitidos 28 carros, em 2019 serão 32. Inscrições adicionais no sistema race-by-race não receberão pontos no campeonato. Cada equipe pode contar com dois pilotos – ou seja, a BRC Racing Team, que terá quatro Hyundai em 2019, vai ser desmembrada em duas. A ver como será a denominação. E cada construtor não poderá ser representado por mais de quatro veículos.

Confira o calendário do WTCR 2019:

6 e 7 de abril – Marrocos (Marrakech)
27 e 28 de abril – Hungria (Hungaroring)
11 e 12 de maio – Eslováquia (Slovakia Ring)
18 e 19 de maio – Holanda (Zandvoort)
21 e 22 de junho – Alemanha (Nürburgring Nordscheleife)
6 e 7 de julho – Portugal (Vila Real)
14 e 15 de setembro – China (Ningbo)
26 e 27 de outubro – Japão (Suzuka)
16 e 17 de novembro – Macau (Circuito da Guia)
data a definir – Malásia (Sepang)

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

5 Comentários

  • Me parece ser uma das categorias de turismo em crescimento, hoje me dia, após a revitalização, né? Não existem fabricas com equipes oficiais. São todas equipes semi oficiais, confere, Mattar?

    Qual a motorização desses carros? Tração traseira?

    O calendário poderia ser bem melhor, heim…

    • Vamos por partes: não são equipes oficiais de fábrica. Não é permitido o envolvimento oficial das montadoras.

      Os carros do WTCR são modelos 4 ou 5 portas, têm motor turbo 2 litros (diesel ou gasolina), quatro cilindros, potência estimada em 360 HP e tração em apenas duas rodas.

      Com relação ao calendário, concordo e plenamente. O WTCR deveria ir para circuitos melhores.

  • nenhuma etapa por aqui.
    nem mesmo pra tomar uma birita..
    tamu ferrado mesmo….
    eitha bresil que não sai da lama…
    tantas pistas boas…dentro do conceito F.I.A…
    mas..não…..sem moral..
    se for futebol..tem verbas.. estádios..Gutierres.. Odor.brecht..
    tem até politico fazendo santinho se for o caso…
    a reforma do Marca dava pra fazer 2 ou mais pistas…
    kd a moral..?,,
    temos mais títulos mundiais de automobilismo do que futebol…
    F..viu…

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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