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28 de dezembro de 2018 - 12:27IMSA

Silly Season, IMSA 2019 – classes DPi e LMP

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Campeã em 2018, a Action Express é novamente favorita ao título – agora entre os DPi, já que os LMP2 foram separados e terão seu “campeonato” à parte

RIO DE JANEIRO - Fechando o rol de postagens sobre a Silly Season da temporada 2019 do IMSA Weather Tech SportsCar Championship, trago o panorama para o próximo ano nas duas categorias de protótipos – DPi e LMP – que até este ano corriam juntas e agora estão desmembradas, num erro que considero colossal dos organizadores do campeonato.

A desvalorização da classe exclusiva dos protótipos LMP2 foi visível: primeiro, a JDC-Miller Motorsports anunciou a troca dos seus chassis com motor Gibson V8 4,2 litros por dois Cadillac. Há algumas semanas, a CORE Autosport decidiu passar à divisão dos DPi numa negociação do espólio da Extreme Speed Motorsports e assim haverá apenas duas equipes full time no próximo ano. Não à toa, os LMP só disputarão oito provas do total de 10 em que os protótipos normalmente participam, sendo limados dos eventos de Long Beach e Detroit.

Veremos o quanto essa separação e posterior valorização dos DPi em detrimento de chassis que venceram corridas – e que quase foram campeões neste ano, é bom lembrar – será benéfica para uma competição que se vê desfalcada de duas escuderias. Além da ESM, que perdeu o patrocínio da Tequila Patrón e não teve como prosseguir, a Spirit of Daytona, pelo menos num primeiro momento, está fora de combate.

DAYTONA PROTOTYPE INTERNATIONAL (DPi)

ACTION EXPRESS RACING
Carro: Cadillac DPi-V.R (Dallara)
Pilotos: Filipe Albuquerque/João Barbosa/Christian Fittipaldi/Mike Conway (#5) e Felipe Nasr/Pipo Derani/Eric Curran (#31)

Campeã da temporada 2018 da IMSA na principal categoria do certame, após uma última etapa emocionante em Road Atlanta, a Action Express promove diversas mudanças para o próximo campeonato. A mais impactante delas foi a contratação de Pipo Derani para formar dupla no carro #31 com o compatriota Felipe Nasr, que levou o título junto a Eric Curran não só na temporada completa como no North American Endurance Cup.

Também no carro #5, houve a efetivação de Filipe Albuquerque ao lado do compatriota João Barbosa a tempo pleno, promovendo a despedida do já nomeado diretor esportivo Christian Fittipaldi das pistas, na primeira etapa da temporada em Daytona. Mike Conway foi confirmado no #5 para reforçar a equipe nas provas longas e Eric Curran trabalhará nas provas do NAEC. Num primeiro momento, o nome de Linus Lundqvist, vencedor do Sunoco Challenge, foi anunciado como integrante do #31 na prova de abertura, mas ele foi para a Precision Performance Motorsports, equipe da classe GTD.

ACURA TEAM PENSKE
Carro: Acura ARX-05 DPi (Oreca)
Pilotos: Dane Cameron/Juan Pablo Montoya/Simon Pagenaud (#6) e Hélio Castroneves/Ricky Taylor/Alexander Rossi (#7)

O primeiro ano da Penske em seu retorno às competições de Endurance foi bastante razoável. A equipe conquistou pole positions, venceu em Mid-Ohio com Castroneves/Taylor, teve o 3º lugar no NAEC e o quinto posto geral entre os pilotos, mas faltou um pouco mais de consistência. Espera-se que na segunda temporada do projeto a competência do time do “Capitão” Roger Penske faça a diferença.

Em relação a este ano, a única novidade é a vinda de Alexander Rossi como reforço nas provas longas. O piloto da Andretti na Fórmula Indy é o substituto de Graham Rahal. Castroneves vai para a vigésima temporada consecutiva como piloto da equipe. Aos 43 anos, o piloto brasileiro entra para a história da tradicional escuderia como um de seus mais longevos pilotos.

KONICA MINOLTA CADILLAC (WTR)
Carro: Cadillac DPi-V.R (Dallara)
Pilotos: Jordan Taylor/Renger Van der Zande/Fernando Alonso/Kamui Kobayashi (#10)

A organização de Wayne Taylor venceu a IMSA no primeiro ano dos protótipos DPi (2017) e espera poder repetir a dose após uma temporada em que a Action Express levou a melhor com um protótipo idêntico ao #10. Os titulares seguem os mesmos do último campeonato – mas os reforços para as 24h de Daytona são de nível estelar, começando por ninguém menos que Fernando Alonso.

O espanhol tomou mesmo gosto por novos desafios e tentará a vitória na clássica prova da Flórida, que disputará pela segunda vez. Seu colega de Toyota no WEC Kamui Kobayashi completa a tripulação, em sua corrida de estreia em Daytona.

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Novata na IMSA, a Juncos Racing aproveitou os testes de pneus Michelin há algumas semanas, para ganhar quilometragem com seu Cadillac DPi

JUNCOS RACING
Carro: Cadillac DPi-V.R (Dallara)
Pilotos: Kyle Kaiser/Will Owen/René Binder/Agustín Canapino (#50)

O argentino Ricardo Juncos estreia com sua equipe – já presente no automobilismo dos EUA em diversas categorias de monoposto – na IMSA, com um protótipo Cadillac DPi. E já realizaram os primeiros testes em Daytona com vistas ao novo desafio. Na temporada completa, contarão com dois pilotos norte-americanos: Kyle Kaiser e Will Owen.

O austríaco René Binder foi confirmado para as quatro corridas do Michelin Endurance Cup. E o quarto integrante da tripulação em Daytona é um conterrâneo de Juncos que já mostrou inegável talento nas pistas: o ótimo Agustín Canapino.

CORE AUTOSPORT
Carro: Nissan Onroak DPi (Ligier)
Pilotos: Colin Braun/Jonathan Bennett/Romain Dumas/Loïc Duval (#54)

Vice-campeã em 2018 com uma campanha espetacular a bordo de seu Oreca LMP2, a CORE Autosport manteve a Nissan na competição com a compra do espólio de chassis da Extreme Speed Motorsports – e isso após terem confirmado que seguiriam com o seu bólido deste ano. Vida que segue: se o equipamento é diferente, nada muda no cockpit.

O carro #54 será de novo guiado por Colin Braun e Jonathan Bennett em todos os eventos do próximo ano, Romain Dumas fará as quatro provas de Endurance e Loïc Duval complementa o quarteto para a corrida de abertura.

MAZDA TEAM JOEST
Carro: Mazda RT24-P DPi (Riley Multimatic)
Pilotos: a definir

Após um início claudicante, por conta da falta de confiabilidade do equipamento, a Mazda pouco a pouco conseguiu tirar benefícios da parceria com o Team Joest e os resultados, embora não tenham sido espetaculares – apenas três pódios – animam. Principalmente porque no próximo ano com a separação de classes e o incremento de potência para os motores multimarca dos protótipos DPi, a Mazda possa se beneficiar.

Com relação a pilotos, oficialmente não houve nenhuma confirmação, mas a tendência é que os titulares sejam os mesmos do último campeonato – Oliver Jarvis, Harry Tincknell, Jonathan Bomarito e Tristan Nunez. Não está claro se a equipe optará por três ou até quatro pilotos em Daytona. Spencer Pigot e René Rast devem estar de sobreaviso, ou até mesmo de aviso prévio como pilotos das provas de Endurance, pois Olivier Pla e Timo Bernhard estão bem cotados para colaborar com a equipe.

JDC-MILLER MOTORSPORTS
Carro: Cadillac DPi-V.R (Dallara)
Pilotos: Stephen Simpson/Chris Miller/Juan Piedrahita/Simon Trummer (#84) e Tristan Vautier/Misha Goikhberg/Devlin DeFrancesco/Rubens Barrichello (#85)

Outra das equipes que trocou os protótipos LMP2 pelos DPi, a JDC-Miller Motorsports não se limitou apenas à novidade de equipamento. A escuderia não terá mais a parceria com a Gainsco, o que provoca a mudança de numeração de um dos bólidos. E o time vem com diversas caras novas: o colombiano Juan Piedrahita faz sua estreia no Endurance, reforçando a tripulação do carro #84. A chegada de Tristan Vautier é um reforço muito bem-vindo no lugar de Robert Alon, que foi dispensado.

Além, claro, da experiência de Rubens Barrichello, que pela quarta vez participará das 24h de Daytona. Ainda não ficou claro quem serão os titulares no primeiro carro inscrito, mas é quase certo que a dupla do #85 para as demais provas, exceto os eventos de longa duração, será Vautier/Goikhberg.

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A Performance Tech Motorsports será, junto à PR1/Mathiasen, uma das equipes a seguir com protótipos LMP2 na IMSA

LMP

PERFORMANCE TECH MOTORSPORTS
Carro: Oreca 07 Gibson LMP2
Pilotos: Kris Wright/a confirmar (#38)

Após um campeonato de muitos percalços no ano de estreia com os protótipos LMP2, que incluíram a morte do seu Crew Chief Frank Parzych, a Performance Tech Motorsports espera ter melhor sorte na próxima temporada. Por enquanto, o diretor geral Brent O’Neill confirmou somente um único piloto: é o novato Kris Wright, que conquistou em 2018 o título de pilotos do IMSA Prototype Challenge, com um LMP3.

PR1/MATHIASEN MOTORSPORTS
Carro: Oreca 07 Gibson LMP2
Pilotos: Matt McMurry/Gabriel Aubry/a confirmar (#52)

O fim da parceria com a Automatic Fire Sprinklers (AFS) após a intenção de não renovar contrato com nenhum dos pilotos da última temporada não deve provocar muitos problemas na PR1/Mathiasen Motorsports para 2019.

Tanto que Bobby Oergel e Ray Mathiasen já confirmaram os titulares para as oito etapas em que os LMP2 serão vistos: o francês Gabriel Aubry, que disputa o WEC pela Jackie Chan DC Racing, terá mais algumas pistas a conhecer e vários quilômetros a percorrer. Matt McMurry, que era da Spirit of Daytona, conseguiu um cockpit fixo para 2019. Os pilotos para as provas de Endurance ainda não foram confirmados.

24H DE DAYTONA

DRAGONSPEED
Carro: Oreca 07 Gibson LMP2
Pilotos: Roberto González/Pastor Maldonado/a confirmar (#18) e Henrik Hedman/Nico Lapierre/Ben Hanley (#81)

Única equipe “de fora” – escrevo entre aspas porque, embora esteja atuando na Europa, a origem da DragonSpeed é os EUA – a organização de Elton Julian garantiu presença pelo menos na disputa das 24h de Daytona com dois protótipos LMP2, mesclando nas tripulações pilotos do WEC e do ELMS.

A maior atração será, logicamente, a estreia do venezuelano Pastor Maldonado nos bankings da pista da Flórida.

4 comentários

  1. Luciano disse:

    É de lamentar mesmo essa decisão da IMSA em separar os DPi e os LMP2 a partir de 2019. Equipes que poderiam adotar um carro LMP2 e competir de verdade e com chances de ganhar corridas e disputar nas cabeças (como bem mostrou a CORE nesta temporada) e de quebra e com o orçamento permitindo, fazer uma prova ou outra no WEC, mas a partir de 2019 vão repensar esse tipo de idéia e pelo que está se configurando, a turma vai de DPi. Mas ainda acho e espero uma temporada bem mais animada e disputada da IMSA, que tirando essa bola fora para 2019, é melhor que o WEC.
    E para você, caríssimo Rodrigo Mattar, próspero e feliz 2019!!!!

    • Rodrigo Mattar disse:

      Ela parece melhor que o WEC porque a Toyota corre sozinha na LMP1 e os privados não têm o mesmo nível.

      Mas a LMGTE-PRO do Mundial é muito melhor que a GTLM da IMSA porque tem mais equipes e marcas envolvidas.

  2. Marcio disse:

    Rodrigo você poderia informar qual o link de pesquisa para saber a diferença entre as categorias de protótipos, caso você já tenha feito isso.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Vou ser objetivo:

      Os DPi são construídos na plataforma dos modelos LMP2 e aceitam várias marcas de motor com diferentes carrocerias, que podem ser retrabalhadas para não parecer com os modelos originais.

      Os LMP2 têm motor e ECU padrão e quatro tipos diferentes de chassis – Dallara, Riley, Oreca e Ligier – que são base para os DPi.

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