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12 de fevereiro de 2019 - 13:33Automobilismo Nacional, Endurance

Endurance Brasil: grid começa a tomar forma

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Direto de Leeds para terras tupiniquins: o Ginetta G57 vem pra sacudir o Endurance Brasil em 2019

RIO DE JANEIRO – Marcada para começar em março no dia 30 em Curitiba, no Autódromo Internacional de Pinhais, a temporada 2019 do Endurance Brasil se desenha mais forte e repleta de novidades do que no campeonato passado – que já teve diversas atrações dentro das pistas nacionais. Esse ano, que ainda nem começou, promete – e não será pouco.

Os protótipos AJR construídos pela JLM do gaúcho Juliano Moro criaram uma tendência dentro da competição. Tanto que pelo menos mais um carro foi anunciado: a MC Tubarão se rendeu às evidências e já encomendou uma nova máquina para a dupla Tiel Andrade e Júlio Martini brigar pelo título na classe P1. E a concorrência será forte, com a alocação de novas duplas na contenda.

O campeonato terá um nome de peso: o paranaense Tarso Marques, do alto de sua experiência com Fórmula 1 e Fórmula Indy e de seus 43 anos de idade, reforça a série se juntando a Carlos Kray e Vicente Orige na condução de um dos bólidos – possivelmente com o numeral #88.

“Acompanhei desde o começo o projeto do carro com o Juliano e a MetalMoro, é um protótipo muito bem produzido e rápido. Então, estou bastante feliz que tenhamos fechado esse acordo para disputar toda a temporada”, contou.

David Muffato, que fazia parte desta tripulação, vai se juntar a Pedro Queirolo, num AJR cuja programação visual promete muito. E quem também volta ao Endurance Brasil é Marcelo Sant’Anna, que dividirá a condução do carro #117 com Henrique Assunção e Fernando Ohashi.

Mas é do exterior que vem uma das grandes novidades. O protótipo Ginetta G57 P2, que lá fora corre com um motor Chevrolet LS3 e tem 30% mais downforce que qualquer protótipo LMP3, está sendo importado para competir no Endurance Brasil. Até o momento, todavia, não há informação sobre quem vai conduzir o bólido, embora o Instagram da categoria tenha dado uma pista, associando a chegada da máquina aos irmãos Wagner e Fábio Ebrahim, que tocam a Ebrahim Motors.

A Mottin Racing confirmou que terá pelo menos o Lamborghini Gallardo LP560 de volta às pistas em 2019: Beto Giacomello e Fernando Poeta vão tirar a poeira do bólido fabricado em Sant’Agata e competir com ele. O MCR Grand-Am com motor V10 do construtor italiano pelo visto não estará no combate neste ano.

E o nível da GT4 aumenta, com a confirmação de que pelo menos duas Mercedes-AMG GT4 desembarcarão por aqui. Num dos carros da Scuderia 111 estarão Leandro Ferrari e Flávio Abrunhosa. E no outro, Alexandre Auler deve formar dupla com Leandro Romera.

Aguardemos por novas confirmações para atualizar o panorama do grid aqui no blog.

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5 comentários

  1. Jonny'O disse:

    Eu to acompanhando o endurance brasil a alguns anos, é notório o crescimento do campeonato, virei um torcedor do time Tubarão por conta de seus prototipos exclusivos com motor dianteiro , com o passar do tempo eles terceirizaram e passaram a usar os MCR , pro meu desespero egoista!!!

    Mas acho que é hora de acender a luz amarela e prestar atenção na escalada de custos, a historia é antiga, espero que essa turma que gerencia a categoria tenham os pés no chão .

    Digo isso como um apaixonado que está vibrando com a categoria mas fico preocupado quando se começa a importar da Europa, acho lindão o Ginetta, na verdade estão meio por baixo por lá , não se vê mais Ginetta nos principais campeonatos de LMP3 e seu ultimo LMP1 foi um confuso fracasso ,

    Por mim deveriam urgente rever o regulamento dos protótipos e limitar os GTs a no máximo o GT4 , acho que os GT3 são caros demais ………espero estar errado, porque adoro endurance e quero ver gris mais e mais cheios e diversificado.

    • Caio Bruno disse:

      Acho que o diferencial da organização é que os próprios pilotos estão envolvidos a APE tem muitos pilotos lá dentro e algo muito mais pela paixão do que pelo dinheiro

    • Gustavo disse:

      É esta a exata preocupação que tenho, que o crescimento da categoria acabe por afastar pilotos e equipes de menor potencial financeiro, mas que são a razão de ser da diversidade da Endurance Brasil.

      Já passou da hora, por exemplo, de dividir a categoria dos protótípos, dada a disparidade dos AJR para o resto da concorrência.

      E a coisa vai ficar ainda mais díspar com a chegada dos importados.

    • Gabriel Medina, O outro disse:

      O G57 não se enquadra como um P3, embora a base seja a mesma, seu motor e carga aerodinâmica são diferentes dos padrões definidos pela ACO.

      Sendo assim, ele só pode competir em campeonatos de regulamento mais livres – VdeV, por exemplo – e não nos de P3 da ACO, como ELMS e Michelin Cup.

      A Ginetta foi a marca que inaugurou a P3 ao comprar a Juno Racecars, mas, sim, depois o carro foi amplamente batido pelos Ligiers e, mais recentemente, pelos Norma.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Exatamente, Gabriel. O G57 só vinha correndo no VdeV e também nas provas de protótipos da Creventic, que nunca vingaram.

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