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15 de maio de 2019 - 12:27Mundial de Endurance

Reunião poderá decidir os (novos) rumos do regulamento do WEC

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RIO DE JANEIRO – Nesta quinta-feira em Paris, capital da França, os responsáveis pelo regulamento técnico do Mundial de Endurance (FIA WEC), leia-se Automobile Club de l’Ouest, além de representantes de diversas montadoras, estiveram em reunião para definir os novos rumos a se tomar por um consenso visando o campeonato de 2020/21.

Pelo visto haverá mudanças a caminho na filosofia original apresentada há quase um ano: nas 24h de Le Mans de 2018, o ACO e a FIA lançavam com pompa e circunstância a proposta dos Hypercars, que teoricamente aproximaria os protótipos LMP1 dos conceitos de Grã-Turismo, com sistemas híbridos e custo mais baixo. Também havia o objetivo de fazer os carros menos rápidos por uma questão de segurança.

Só que ninguém embarcou pra valer na proposta. Ninguém sabe para onde vai a ideia. Nem a Toyota, único fabricante oficial hoje envolvido com a LMP1 e que vem se posicionando diante do ACO, exigindo clareza quanto aos rumos do regulamento – até porque os japoneses já se manifestaram “comprometidos futuramente” com a competição.

ByKolles e a Scuderia Cameron Glickenhaus chegaram a se manifestar com propostas de projetos para o regulamento Hypercars, do qual fabricantes como Aston Martin, Ferrari e McLaren pelo visto querem distância.

Sem o apoio dos fabricantes, não está claro que o regulamento dos Hypercars irá vingar: FIA e ACO têm que agir rápido em busca de uma solução e o CEO do Mundial de Endurance, Gérard Neveu, já fala em “plano B” para salvar a classe principal – sem entrar em maiores detalhes.

Duas das ideias que circulam à larga são factíveis. A primeira seria aproveitar o conceito dos Daytona Prototype International em conjunto com a IMSA, transformá-la numa espécie de DPi 2.0 – e isso seria uma derrota fragorosa para os franceses.

Por que?

Porque eles nunca deram o braço a torcer de que a proposta de multiplataforma dos ianques é mais adequada do que uma LMP1 com apenas um construtor oficial e vários independentes. É claro que marcas como Acura (Honda) e Mazda têm seus times oficiais, mas os construtores envolvidos podem ter quantos clientes quiserem por lá.

O que pode ser proposta é a mudança da regra dos próprios DPi não só para atrair os times dos EUA para as 24h de Le Mans como também adaptá-la ao WEC e fazer com que os carros tenham sistemas híbridos padrão – o que vai de encontro ao proposto para os Hypercars.

Uma segunda possibilidade é a GTE Plus, uma classe LMGTE mais, digamos, anabolizada. O Grupo Técnico do WEC não teria discutido essa proposta em momento algum até o fim de semana das 6h de Spa-Francorchamps. Mas há um lobby descarado de algumas montadoras para que esse conceito seja utilizado a partir do campeonato de 2020/21.

O Automobile Club de l’Ouest, em sua tradicional coletiva de imprensa da sexta-feira que antecede a disputa das 24h de Le Mans, marcada para o dia 14 de junho, deve adiantar novos detalhes acerca dos rumos do novo regulamento.

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6 comentários

  1. Jonny'O disse:

    To na torcida pra irem pelo cominho mais logico no atual momento, que é aproximar os DPi dos atuais LMP1 não hibridos, porque no fundo são quase a mesma coisa , o chassi são dos mesmos fabricantes e o motor é fácil de nivelar, porque na verdade é tudo farinha do mesmo saco, os fabricantes dos chassis são os mesmo, e de motor também , ora bolas, quem faz o motor da Mazda no DPi é nada mais nada menos que a propria AER que tem motor turbo no LMP1 , Dallara e Oreca também são bilaterais neste mundinho fechado dos sports cars ………só mesmo o WEC é que está complicando as coisas.

  2. Ivair disse:

    Tomara que não façam mais besteiras. Os “franceses” e sua interminável soberba! O DPI (IMSA) está aí prontinho; é só aplicar. E como disse de maneira correta o Jonny’o.; os mesmos fabricantes tanto de motores como de chassis (Oreca, Ligier, Dallara). Está tudo pronto! Acordem franceses!!!!

  3. joao calango disse:

    Ué, deviam juntar os DPi com a LMP1, num padrão de chassis ou com chassis homologados pela FIA, assim a IMSA e a ACO nerfa os motores, os sistemas híbridos e outros itens de performance, assim teriam um maior equilíbrio entre os protótipos.

    Não gosto muito de um mesmo chassis para diversos clientes…fica um carro engessado, limitado e até fraco.

    A disputa de chassis, de motores e sistemas deve ser a filosofia de Le Mans.

  4. LUIS FELIPE BEZERRA disse:

    Quando eu vi que faltando um ano pra próxima temporada, não tinha um carro apresentado, sabia que a ideia não tinha pegado. Faz o DPI Plus, dê o braço a torcer.

  5. LUIS FELIPE BEZERRA disse:

    Outra coisa. Que mania de querer se afastar dos GTs tradicionais. Há centenas de GTs e nem duas dúzias de GTE.

  6. Jonny'O disse:

    E não entendo porque forçar algumas coisas que tem que acontecer naturalmente, lembro que quando a Renault entrou na F1 com seu motor turbo, no inicio foi a duras penas , motor quebrava mais que cristal , depois colheram os frutos da iniciativa, imaginem na época se a federação dá uma canetada e obriga todos a usarem o turbo já em 1979 alegando a tendencia no futuro, ia ter 6 carros no grid e olha lá!!!!
    Dentro desse raciocínio imagino que poderia criar uma categoria para híbridos e aos poucos com o avanço natural passaria pra categoria principal , mas nunca forçar , a Formula E esta dando certo porque começou de baixo , ela na verdade é lenta ainda ,fraca de potencia, mas está evoluindo e deve chegar a um patamar viável de velocidade pra colocar no futuro em pista de verdade , mas não é assim na canetada com valores inviáveis de investimento , ninguém tá colocando fogo em dinheiro nestes tempos difíceis .

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