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4 de agosto de 2019 - 10:11Automobilismo Internacional

Jean-Paul Driot, 68

AUTO - FORMULA E BUENOS-AIRES 2016

RIO DE JANEIRO - Perda enorme para o automobilismo francês e mundial. Morreu hoje aos 68 anos, vítima de longa enfermidade, o francês Jean-Paul Driot. Fundador da escuderia DAMS, que corre hoje no ABB FIA Fórmula E em parceria com a Nissan, e na Fórmula 2, ele deixa a mulher Geneviève e dois filhos, Oliver e Gregory.

Atualmente conhecida como Driot Associés Motor Sport, a DAMS surgiu em meados dos anos 1980 como uma parceria entre ele e René Arnoux. Daí a primeira denominação da escuderia ser Driot Arnoux Motor Sport. A equipe foi bicampeã da Fórmula 3000 na competição de times entre 1989 e 1990 – ganhando ainda mais dois troféus em 1993 e 1994, conquistando também três títulos de pilotos – com Erik Comas (1990), Olivier Panis (1993) e Jean-Christophe Boullion (1995).

A DAMS tentou um ambicioso passo: a Fórmula 1. Pouca gente se lembra, mas Claude Galopin e Rob Arnott projetaram o monoposto GD-01, cujo desenvolvimento e construção foi marcado pela lentidão – devido à falta de apoio financeiro. Uma saída teria sido adquirir a Larrousse, mas como o chassis da equipe – que viria a fechar – não era competitivo, a DAMS decidiu seguir com o GD-01.

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Não foi uma boa ideia: o carro não atendia às mudanças de regras no que tangia à segurança e, além de convencional, era extremamente lento. Em 1996, a FIA introduziria a regra dos 107% do tempo da pole e a DAMS, se entrasse na Fórmula 1, seria uma forte candidata a ficar fora em várias corridas.

O projeto foi abortado e a equipe passou aos protótipos e Grã-Turismos. No FIA GT, usaram o lendário Panoz Batmóvel GTR-1 e depois mudaram para os LMP900 e LMP1, primeiro com o modelo Lola B98/10 e depois com os Cadillac LMP, com relativo sucesso. Isso tudo antes de regressar aos monopostos, a gênese do time.

Na GP2 Series, onde foram participantes de primeira hora, ganharam títulos com Romain Grosjean, Davide Valsecchi e Jolyon Palmer, além de dois canecos da competição entre as escuderias. A equipe também esteve presente nas hoje extintas séries GP3 Series, World Series (Fórmula Renault V8 3.5), A1GP e também na AutoGP, que herdou os antigos chassis da competição de países.

A DAMS, com Alain Prost e tudo, disputou os quatro primeiros campeonatos do ABB FIA Fórmula E como equipe oficial Renault, dando suporte ao título de Sébastien Buemi na temporada #2 da categoria. Na Fórmula 2, quem corre hoje por lá é o brasileiro Sérgio Sette Câmara, ao lado do canadense Nicholas Latifi. Também passaram pela DAMS Tarso Marques (Fórmula 3000) e Felipe Nasr (Fórmula 2).

Como diz o amigo Paulo Alexandre Teixeira, ars lunga, vita brevis.

1 comentário

  1. Antonio Seabra disse:

    Uma perda, cedo demais.
    A DAMS é uma prova que existe vida, e sucesso, fora da F1.
    R.I.P

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