Direto do túnel do tempo (454)

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RIO DE JANEIRO – Dia 17 de setembro de 1995. Naquela data, o Brasil reingressava no calendário do Mundial de Motovelocidade. Com organização de Moacir Galo e do holandês Lee Van Dam, foi realizada a primeira prova no saudoso Autódromo de Jacarepaguá, que fora inteiramente reformado para receber o evento.

Era a sexta passagem das máquinas de 500cc e 250cc (a classe 125cc não viajou a Goiânia) pelo país – quatro no Centro-Oeste entre 1987 e 1990 e uma visita desastrosa em Interlagos, no ano de 1992, onde estavam todas as três categorias.

Eu fui a Jacarepaguá na condição de “arquibaldo”. Nem ousei pedir credencial. Ainda era um reles estudante de jornalismo na ECO-UFRJ. Mas a paixão pelo esporte, ah… sempre existiu.

Se me lembro bem, o japonês Masaki Tokudome, com uma Aprília, venceu a primeira prova do dia e a classe 500cc assistiu ao domínio da Yamaha da equipe de Kenny Roberts, com vitória de Luca Cadalora, 2º lugar de Mick Doohan (que seria campeão) e o primeiro pódio de Norifume Abe na categoria. Alexandre Barros, então na equipe de Erv Kanemoto, foi o oitavo colocado com uma Honda NSR.

Mas o destaque vai para o piloto em primeiro plano da foto acima.

É Doriano Romboni na Honda #4 da equipe chefiada por ninguém menos que Giacomo Agostini, que no ano anterior era o gerente da equipe Cagiva, que encerrara suas atividades.

Então com 26 anos, idolatrado pelo estilo “vai ou racha” que lhe rendia grandes performances e também enormes acidentes, ele vinha num ano de resultados irregulares. Vencera pela última vez em 1994 no GP dos EUA, praticamente um ano antes do GP do Brasil.

Pois Romboni ignorou o favoritismo de quem o perseguia no instantâneo: campeão mundial de 250cc em 1994, Max Biaggi queria o bi em sequência – de preferência com a vitória em Jacarepaguá. O título veio, mas Romboni jogou água no chope do compatriota.

“Rombo”, que morreu aos 44 anos numa prova de Supermotard, venceria no Brasil seu sexto e último GP na carreira.

Há 24 anos, direto do túnel do tempo.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

2 Comentários

  • Lembro da chicane ridícula (depois ressuscitada pra Stock Car) e de reclamações sobre as ondulações, algo mais contribuiu para a corrida em Interlagos ter sido ocasião única? Assistir in loco em Jacarepaguá deve ter sido demais mesmo, pena que estava tão fora da minha realidade…

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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