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31 de outubro de 2019 - 14:07Fórmula 1

A nova cara da Fórmula 1

Diga “olá” para a nova proposta da Fórmula 1 para os carros da categoria máxima do automobilismo: o regulamento foi aprovado para trazer “igualdade e justiça” aos competidores. Será que vai?

RIO DE JANEIRO – A Fórmula 1 já tem uma cara definida para a temporada 2021. Foi batido o martelo quanto ao novo regulamento técnico que foi aprovado por unanimidade e levado ao conhecimento do Conselho Mundial da FIA.

Nesta quinta-feira em Austin, onde acontece domingo o GP dos EUA, estiveram presentes na coletiva de apresentação do novo pacote técnico o CEO do grupo Liberty Media Chase Carey, o diretor esportivo da categoria Ross Brawn e o diretor técnico Nikolas Tombazis. Jean Todt, presidente da FIA, participou do evento via videoconferência direto de Paris, onde fica a sede da entidade responsável pelo desporto automobilístico.

Na linha ‘menos é mais’, os carros deixarão à primeira vista de ter o excesso de penduricalhos que tomava conta do visual para ostentar um layout mais limpo, porém não menos agressivo. Dirigentes, engenheiros e principalmente público anseiam por corridas mais disputadas, pela volta do espetáculo – o que, convenhamos, é difícil com as regras atuais em que um carro não consegue andar colado ao outro pela turbulência gerada pelo competidor à frente.

“A F1 é um esporte incrível de história maravilhosa, heróis e fãs no mundo todo. Respeitamos muito o DNA da F1, que conta com grande combinação de ótima competição esportiva, pilotos unicamente talentosos e corajosos, equipes dedicadas e tecnologia de ponta. A meta sempre foi melhorar a competição e a ação na pista e, ao mesmo tempo, tornar o esporte mais saudável e um negócio mais atraente para todos. A aprovação das regras pelo Conselho Mundial da FIA é um divisor de águas que vai nos ajudar a entregar mais batalhas de roda com roda para os fãs”, explicou o CEO Chase Carey.

Segundo estudos, os carros a serem adotados a partir de 2021 serão mais lentos que os atuais – algo em torno de três a três segundos e meio por volta.

Além de simplificar as formas e o formato dos Fórmula 1, que daqui a dois anos vão usar pneus de perfil baixo com 18 polegadas – ainda fornecidos pela Pirelli, será implantado um teto de gastos que não pode estourar 175 milhões de Trumps, ou 700 milhões de Talkeys.

O peso dos carros também será 25 kg maior que do regulamento atual, com o mínimo subindo para 768 kg.

Já o formato dos finais de semana segue inalterado: a Mercedes vetou a proposta de grid invertido e das corridas classificatórias, o que faz com que continuemos com três treinos livres e a definição do grid ainda no atual formato. Mas as entrevistas coletivas deixam de acontecer às quintas e serão na sexta-feira, nos intervalos entre as duas sessões não-oficiais de treinos.

Bom… é difícil saber se as novas regras vão agradar a todo mundo. Desde que a categoria volte a ter maior competitividade entre as equipes e o fosso entre os primeiros e os últimos diminua, já terá sido um belo avanço.

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8 comentários

  1. MarcioD disse:

    Aspectos positivos: adoção de aros maiores e pneus de perfil mais baixo, os anteriores eram uma grande defasagem técnica, a estética do carro ficou ótima, fim dos “penduricalhos” aerodinâmicos, efeito solo, teto de gastos.

    Aspectos negativos: asa dianteira de grande largura vai continuar impedindo disputas mais próximas entre os carros, quebrando e furando pneus à toa. Difusor traseiro gigantesco: vai continuar causando turbulência para o carro de trás. Motorização hibrida: É complexa, cara, foi a maior causadora do desequilíbrio atual na categoria. Aumento de peso, um contrassenso tecnológico.

  2. Geraldo Netto disse:

    Deveria ser permitido ter uma fabricante, quem sabe uma única, que vendesse os carros para mais de uma equipe, poderia ser a Dallara, certamente as equipes de menor orçamento comprariam e talvez até novas equipes surgissem.

  3. Claudio disse:

    As ideias são boas, mas vamos ter que esperar para ver com vão funcionar na prática. Existe um campo amplo para o desenvolvimento aerodinâmico, e cada equipe cai explorar isso para aumentar a turbulência para o carro de trás. Não sinto muita confiança nos números que a F1 mostrou sobre o ganho em relação ao ar sujo. Fosse tão bom assim, o DRS seria abolido. É muita sacanagem com o carro da frente. Que se adotasse um sistema como o da Indy, push to pass. Ao menos é mais justo. Gostei do teto de gastos com performance. Não espero que uma Racing Point ou Hass vá disputar títulos assim, porém se equipes desse porte puderem esporadicamente lutar por pódios e vitórias, vai ficar bem legal

  4. Carlos disse:

    Em termos de estética , ficou lindo.
    Mas sou contra padronização.
    Acho que disputa mesmo, seria cada um mostrar suas melhores armas.

  5. Rodrigo disse:

    Acho que foi um grande avanço conjunto. Um milagre haver concordância em um regulamento que possa aproximar, mesmo que um pouco, no esporte mais caro do mundo, a “elite” da “plebe”. Parece que houve, a meu ver, o inteligente entendimento que assim todos sobrevivem em “sociedade”. Claro que ainda vão ser mantidos privilégios aos maiores, mas pelo menos darão alguma oportunidade para as equipes menores se sustentarem e tentarem crescer, mantendo a identidade do esporte e ainda mantendo todas as bases para que no final, a competência deva prevalecer. Até a F1 se deu conta disso, mas em outros lugares…o vetor parece estar apontando em outra direção.

  6. Gabriel Medina, O outro disse:

    Muito melhor, até porque não tem ficar pior que os carros atuais, simplesmente os mais feios de toda a história do automobilismo.

  7. Alan Ambrosini disse:

    Só não gostei de terem mantido a “emoção artificial” do DRS. Odeio isso!

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