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28 de outubro de 2019 - 22:37Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (460)

RIO DE JANEIRO – O carro é um Connaught com motor Alta de quatro cilindros em linha. A pista, não é difícil identificar: é o traçado urbano de Monte-Carlo.

O piloto na foto foi um dos 14 que não avançou para a disputa da corrida do Mundial de Fórmula 1 de 1958, no dia 18 de maio – onde só dezesseis pilotos largaram.

Para quem não sabe: é Bernie Ecclestone quem está a bordo do #12, que fracassou na qualificação.

E por que posto a foto? Porque Ecclestone é o aniversariante do dia: o britânico completa 89 anos neste dia 28 de outubro.

Como piloto, Bernie foi medíocre, para ser até legal com ele. Mas como comerciante, um gênio. A partir do momento em que se envolveu com o esporte no papel de manager de Jochen Rindt, foi tomando gosto pela coisa e em 1972, aos 41 anos de idade, era dono da Brabham.

Foi com Ecclestone que a Fórmula 1 se transformou no que é hoje. Ainda naquela década, as negociações de direitos de televisão e prêmios para os participantes das corridas – não eram todos que recebiam, é bom lembrar – foram muito lucrativas. Especialmente para ele, que criaria a Associação dos Construtores (FOCA), que por muito tempo rivalizou com a FISA de Jean-Marie Balestre nas questões extrapista, incluindo regulamentos técnicos.

O poder de Bernie pode ser medido pelo fato de ele ter sido o único da história da categoria a amealhar bilhões em seus negócios. Tido como um homem frio, sem paixão, calculista e por vezes cruel, por incrível que pareça Ecclestone nunca recebeu queixas públicas de quem trabalhou com ele – apenas de seus (muitos) inimigos.

Fez questão de manter por perto, o quanto pôde, Herbie Blash e Charlie Whiting, que na Brabham desempenharam papéis fundamentais e foram encaixados na FIA por intervenção do dirigente. Sofreu com as mortes de Stuart Lewis-Evans, de Rindt e, principalmente, de José Carlos Pace.

Daí a couraça que Ecclestone vestiu e nunca mais despiu.

Em tempo: o GP de Mônaco foi o único em que Ecclestone tentou se classificar na sua incipiente carreira de piloto.

Há 61 anos, direto do túnel do tempo.

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3 comentários

  1. Gabriel Medina, O outro disse:

    Não tem uma história de que Tio Bernie destruiu uma Alfa do BTCC – então guiada por Derek Warwick – em um teste promocional em meados dos anos 90?

  2. Rodrigo disse:

    Grande Rodrigo,

    só voce mesmo pra colocar uma história como essas!
    Essa foto é demais!
    Gostei do “Como piloto, Bernie foi medíocre, para ser até legal com ele” kkkkk

    abraço!

  3. Cristiano disse:

    Já li alguma coisa que Bernie correu de moto também, procede?

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