MENU

8 de outubro de 2019 - 23:19IMSA

Petit Le Mans com 34 carros

Coke: os Porsche 911 RSR da equipe oficial de fábrica vão com visual do refrigerante mais vendido do planeta em homenagem à Bob Akin Racing, time da IMSA dos anos 1980

RIO DE JANEIRO – Chegou a hora: neste sábado, conheceremos os campeões da temporada 2019 do IMSA Weathertech SportsCar Championship em três das quatro categorias em disputa na série. A Petit Le Mans será realizada no circuito de Road Atlanta, em Braselton, no estado da Geórgia, pela 22ª vez em sua história.

Uma pena que a corrida de encerramento do campeonato tenha o seu menor plantel desde a unificação entre a American Le Mans Series e a Rolex SportsCar Series. A IMSA contabilizou apenas 34 participantes para o evento com duração prevista de 10 horas e não mais de 1000 Milhas, como antigamente.

Veremos na pista um total de 13 protótipos, divididos entre onze modelos DPi e dois LMP2, além de 21 GTs, sendo nove da GTLM e 12 da GTD. A corrida encerra também a temporada paralela de provas longas batizada IMSA Michelin Endurance Cup.

Na classe DPi, o Acura Team Penske tem a vantagem de poder depender dele mesmo para fazer de Juan Pablo Montoya e Dane Cameron os novos campeões da série. A dupla do carro #6 soma 274 pontos – doze à frente de Felipe Nasr e Pipo Derani, da AX Racing – que vão disputar a etapa final com um carro 15 kg mais leve em relação à etapa passada e nas mesmas condições dos adversários.. 

Aliás, a equipe dos brasileiros confirmou às vésperas da última etapa que, por circunstâncias financeiras (o patrocínio da Mustang Sampling não será renovado), deverá reduzir seus esforços pela primeira vez em algumas temporadas para um único carro.

Em primeira instância, o #5 será sacrificado e a corrida de Road Atlanta marca as despedidas de João Barbosa da equipe e de Eric Curran do posto de piloto de provas longas – o português Filipe Albuquerque será o parceiro de Nasr e Derani a partir de Daytona 2020.

Na série de provas longas, o trio do #31 ainda reúne chances de conquistar a competição paralela ao campeonato completo: eles têm 32 pontos, dois a menos que Jordan Taylor e Renger Van der Zande. Em Road Atlanta, haverá três pontuações aferidas: na quarta hora, na oitava e também ao final da disputa.

A Petit Le Mans também verá pela última vez a CORE Autosport entre os DPi, já que o dono da equipe e piloto Jonathan Bennett pendura o capacete após a corrida. Assim, fica seriamente ameaçada a participação dos modelos Nissan DPi na plataforma Onroak (Ligier) no próximo ano.

Na LMP2, Matthew McMurry só precisa da bandeira verde para ratificar o título que já está praticamente em suas mãos. O piloto da PR1/Mathiasen tem 235 pontos e estará com Gabriel Aubry e Dalton Kellett na última etapa.

Mas na classificação paralela do Michelin Endurance Cup, a vantagem é de Kyle Masson/Cameron Cassels, que têm oito pontos de frente. Em Road Atlanta, Andrew Evans completa o trio do #38.

Se esta é uma corrida de despedidas entre os DPi, imaginem na GTLM: será o canto do cisne do Chevrolet Corvette C7.R e, infelizmente, do Ford GT EcoBoost. Enquanto o ‘trovão’ será trocado por um novo carro, a marca do oval de Detroit encerra seu programa após quatro temporadas, cumprindo o cronograma previsto.

É um duro golpe para a categoria, que – se a Risi Competizione, que retorna às pistas, não tiver como participar a tempo inteiro em 2020 – ficaria reduzida somente à participação de Corvette, Porsche e BMW no ano que vem. Situação igual à da LMGTE-PRO no FIA WEC.

O campeonato ainda não está decidido: Earl Bamber/Laurens Vanthoor largam com 12 pontos de vantagem (304 a 292) contra Nick Tandy/Patrick Pilet, ambas as duplas da Porsche. Aliás, os carros do construtor de Stuttgart vão ostentar o maravilhoso visual Coca-Cola em mais uma homenagem à uma equipe da IMSA. Primeiro, foi o visual Brumos. Agora, da Bob Akin Racing. Demais!

Correm por fora Antonio Garcia e Jan Magnussen (outro que se despede neste sábado), buscando um bicampeonato improvável. A dupla soma 289 pontos e não venceu uma única vez, a exemplo do que aconteceu ano passado. Mas parece que a regularidade não será um fator primordial para esta conquista – caso venha.

Na disputa do IMEC, Tandy/Pilet têm seis pontos de vantagem sobre Bamber/Vanthoor, além de Richard Westbrook/Ryan Briscoe, da Ford Ganassi.

E na GTD, a primeira volta completada em Road Atlanta é mais do que suficiente para dar o titulo da temporada a Trent Hindman/Mario Farnbacher. Os pilotos da Meyer Shank Racing têm folga de 32 pontos sobre o canadense Zach Robichon e só a ausência dos mesmos, com a vitória do piloto da Pfaff, seria capaz de virar o jogo.

A competição paralela de Endurance é liderada por Felipe Fraga e seus parceiros Ben Keating e Jeroen Bleekemolen por três pontos sobre Cooper MacNeil/Jeff Westphal/Toni Vilander, da Scuderia Corsa. Os três estarão reunidos para tentar reverter a diferença favorável aos pilotos do carro #33.

Com a participação de seis brasileiros – Pipo Derani, Felipe Nasr, Hélio Castroneves, Daniel Serra, Felipe Fraga e Bia Figueiredo – a 22ª Petit Le Mans terá largada às 13h de Brasília neste sábado. E transmissão AO VIVO do Fox Sports 2 em grande parte de suas dez horas, parando apenas para a Truck Series em Talladega.

Na quinta-feira, será realizado um total de três sessões livres, incluindo um treino noturno. Sexta, teremos o quarto treino livre e a definição do grid será às 16h55 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo no site da IMSA.

5 comentários

  1. Alvaro Ferreira disse:

    Que beleza esse 911 Coca-Cola!

  2. Fábio Vicente disse:

    Rodrigo, a BMW também não vai abandonar o programa do IMSA e do WEC, concentrando-se somente no DTM e na Formula E?

  3. Jonny'O disse:

    Nossa, eu aqui torcendo pra aparecer algum time novo pra tocar os Nissan DPi , e vem essa noticia que mais um time vai parar 1 carro, a crise bate na porta da IMSA, preocupante , ainda mais por causa do layout da categoria , que é algo um pouco acima do LMP2 em termos de custos.
    Isso mostra que talvez a grande jogada seja dar um passo a tras e voltar aos regulamentos dos dois primeiros anos onde os LMP2 corriam juntos na mesma classe , o resultado foi desastroso . Um belo exemplo que não se deve confiar 100% nas fabricas em detrimento dos independentes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *