Sufoco! Turkington é tetra no BTCC por um ponto!

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RIO DE JANEIRO – Certa vez disse numa transmissão do Fox Sports, não lembro qual, que o BTCC (British Touring Car Championship) era uma das principais e melhores competições de carros de turismo do planeta.

A decisão do título não me deixou mentir. A rodada tripla final, realizada no último domingo no circuito Brands Hatch GP (peço desculpas aos leitores do blog, pois não será possível colocá-la, já que a conta de YouTube que subia todos os vídeos anteriores foi excluída) foi cardíaca. Um único e escasso ponto separou os três primeiros colocados ao final de 30 provas e 10 rodadas.

Num puta sufoco, o experiente Colin Turkington comemorou seu quarto título na série, depois de resultados muito irregulares na etapa de Brands Hatch GP. Ele foi quinto e sexto nas provas #1 e #3, chegando em 25º e não pontuando na corrida #2, o que piorou sua situação.

Caso Andrew Jordan, que foi oitavo na prova de abertura da rodada final e 2º colocado na corrida #2 chegasse de novo no pódio, fosse qual fosse a posição, o título mudaria de mãos. Mas o piloto da Pirtek Racing não passou do quarto lugar – o que lhe deixou a um ponto do título.

Dan Cammish também teve sua chance. Ganhou a primeira corrida, foi terceiro na segunda – era talvez o piloto com mais possibilidade e moral. Abandonou justamente no pior momento, na última etapa, depois de 29 provas nos pontos, por acidente. E também perdeu o título por um de diferença.

Turkington, novamente campeão, não conteve o choro quando recebeu a quadriculada. Foi mais um momento de pura adrenalina para o piloto de 37 anos, 422 provas no BTCC e 51 vitórias. Ano passado, ele perdera a mãe (e não o pai, desculpem-me). Superado o momento pessoal difícil, ele sem dúvida venceu o campeonato mais disputado e emocionante de toda sua carreira de piloto de competição.

Além de Cammish, ganharam em Brands o campeão de 2017 Ash Sutton com seu Subaru Levorg e o veteranaço Jason Plato, a bordo de um Vauxhall Astra.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

1 Comentário

  • Foi emocionante a disputa. Na corrida #2 o Matt Neal, companheiro do Cammish, tirou o Turkington, deixando o piloto da BMW furioso e tendo que largar lá de trás na #3. Mas faltando duas voltas o freio do Cammish deu problema, acho que aqueceu muito por ele ficar atrás de certos pilotos na prova.
    Na verdade, o Turkington perdeu a mãe em 2018, não o pai. A festa dessa vez foi em família, com a esposa no pódio.
    Ele iguala Andy Rouse, com quatro títulos, como o maior campeão da história desta categoria! Vem, 2020!!!

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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