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9 de novembro de 2019 - 04:33Mundial de Endurance

Histórico e inédito: Rebellion fatura a pole para as 4h de Xangai

Guarde essa imagem: o carro #1 da Rebellion Racing é o primeiro LMP1 não-híbrido na história do WEC a largar da pole position, o que não acontecia desde a corrida inaugural da competição em 2012

RIO DE JANEIRO – Sessenta corridas se passaram até este fim de semana, contando o reinício da trajetória do Mundial de Endurance.

Pois bem: desde 17 de março de 2012, quando a primeira prova do FIA WEC foi disputada, nenhum outro carro com tecnologia híbrida havia conquistado a pole position.

Aconteceu hoje, de forma histórica e inédita na definição do grid para as 4h de Xangai.

Histórica pela quebra de uma longa escrita de quase oito anos. Inédita porque é a primeira pole da Rebellion na classe LMP1 – descontando, claro, o período em que o time anglo-suíço esteve na LMP2.

Ajudou também a configuração do BoP para a China, que deixou os Toyota TS050 mais lentos que o normal, abrindo a chance de um fato novo. E Gustavo Menezes, junto a Bruno Senna, fizeram a parte deles. Média de 1’45″892 para os 5,451 km do traçado oriental.

“A gente fez um ótimo trabalho no carro com pneus novos e pouco combustível”, avaliou Bruno Senna. “Gustavo (Menezes) andou muito bem e isso me motivou a superá-lo (n. do blog: a melhor volta do brasileiro foi em 1’45″778). Mas a gente precisa ter cuidado, já que amanhã (domingo) é outra história e a pista está muito traiçoeira. Teremos que ter cuidado com a degradação dos pneus”, comentou o brasileiro após o treino.

Não só a Rebellion fez a pole como os dois Ginettas da equipe britânica LNT também (pasmem!) bateram os dois Toyota em ritmo de classificação. O #6 com Charlie Robertson e Mike Simpson se revezando na definição do grid acabou a um segundo e dois décimos da pole, ainda superando o bólido gêmeo da equipe por 0″017.

Os Toyota se conformaram com uma rara posição de coadjuvantes, coisa que só me lembro de ter visto no ano da primeira vitória do 919 Hybrid nas 24h de Le Mans, após o retorno ao WEC. Naquela época, os japoneses estavam apanhando – e não era pouco – de Porsche e Audi, mas a questão da equalização com os tempos de volta quase três segundos piores que a estimativa – sem contar o tráfego pesado – é um fator crucial para que os líderes do campeonato tenham ido tão abaixo do imaginado.

Resta vez se em ritmo de prova os carros dos trios de Mike Conway/Kamui Kobayashi/Pechito López e Brendon Hartley/Sébastien Buemi/Kazuki Nakajima serão capazes de ganhar mais uma.

A Cool Racing foi muito bem até o momento em Xangai: resta saber se o ritmo com Antonin Borga e Nico Lapierre será o mesmo com o piloto bronze Alexandre Coigny a bordo

Na LMP2, a Cool Racing confirmou o domínio ao longo do fim de semana – Antonin Borga e Nico Lapierre fizeram a média de 1’48″649 e levaram o Oreca #42 do time suíço à primeira pole position no Mundial de Endurance em sua categoria.

A Jackie Chan DC Racing foi superada por apenas 0″128 na definição do grid, mais uma vez com os pneus Goodyear tendo boa performance. A United Autosports, terceira colocada, superou a High Class Racing e a Jota, que são também clientes do fabricante ianque.

Surpresa mesmo foi o mau desempenho da Signatech Alpine Elf, superada até pela Cetilar Racing nas posições de largada. O Racing Team Nederland, que fora tão bem nos treinos livres, vai sair de último na classe porque o piloto bronze Frits Van Eerd falhou a qualificação e não fez tempo – o grid é determinado pela média da volta mais rápida de dois pilotos designados para a sessão classificatória.

Boa performance dos Porsches nas classes de Grã-Turismo, com pole do time oficial na LMGTE-PRO e da Project 1 Racing na LMGTE-AM, com o sempre rápido Matteo Cairoli e o parceiro Egidio Perfetti

A Porsche alcançou a segunda pole seguida na temporada 2019/20 – primeira da história do time oficial de fábrica na China: Michael Christensen e Kévin Estre levaram o #92 a mais um ponto extra no campeonato, com a média de 1’59″579, evitando por 0″018 apenas que o Aston Martin #95 de Nicki Thiim e Marco Sørensen ficasse com as honras.

O outro carro da equipe do construtor de Gatwick ficou com o terceiro posto do grid na classe, seguido pelas duas Ferrari da AF Corse e o Porsche #91 de Richard Lietz e Gianmaria Bruni.

Entre os LMGTE-AM, nenhuma surpresa: o sempre rápido Matteo Cairoli e o gentleman driver Egidio Perfetti ficaram com a pole da LMGTE-AM, a bordo do Porsche #56 da Project 1 Racing – a equipe campeã da última temporada na categoria.

Com o tempo combinado de 2’00″824, o italiano e o norueguês bateram por sete décimos o Aston Martin de Paul Dalla Lana e Ross Gunn, cabendo o terceiro tempo ao Porsche #77 guiado por Christian Ried e Matt Campbell, da Dempsey Racing-Proton.

Houve dois pequenos sustos durante os dois treinos. Na sessão dos LMGTE, Philippe Prette deu uma rodada com o Porsche #78 na entrada da reta dos boxes. O monegasco aprumou o carro e foi em frente. No treino dos protótipos, Charlie Robertson perdeu o controle, saiu da pista, mas nada de errado houve com o Ginetta #6 – tanto é que ficaria em 2º no grid.

As 4h de Xangai largam amanhã à 1h da manhã pelo horário de Brasília e o Fox Sports 2 exibe a corrida em compacto às 22h de domingo.

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