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6 de dezembro de 2019 - 17:47Mundial de Endurance

FIA decide sobre Hipercarros e LMP2

RIO DE JANEIRO (De casa nova!) – Peço desculpas a vocês, leitores e leitoras, pelo tempo sem postagens aqui no blog. É que nos últimos dias estive muito ocupado com mudança de residência e hoje, finalmente, encontro fôlego para me sentar em frente ao computador e poder compartilhar isto aqui com vocês.

Aliás, sigo com residência em Olaria, na Zona Norte. É minha raiz, é o bairro onde mais me sinto à vontade. Morei em Laranjeiras noutros tempos, na Tijuca e até em Niterói. Mas é daqui que gosto. Fazer o que?

Bem… isto posto, vamos lá: o assunto do post é a reunião do Conselho Mundial da FIA, realizada anteontem em Paris, que deliberou sobre as novidades do Mundial de Endurance (FIA WEC) a partir da temporada 2020/21.

E uma das decisões é de desagrado – pelo menos de minha parte: redução de potência dos motores dos LMP2 fabricados pela Gibson em pelo menos 40 HP e fornecimento de pneus por um único fabricante – ainda sem previsão se Goodyear (recém-chegada em lugar da Dunlop) ou Michelin.

Pasmem, leitores. A decisão é – por enquanto – somente para o Mundial de Endurance, não tendo ainda efeito para o European Le Mans Series e Asian Le Mans Series. Na IMSA já houve uma restrição que ‘matou’ a categoria em 2019, mas para o próximo ano haverá pelo menos cinco carros inscritos.

Trata-se de mais uma decisão estapafúrdia do Comitê de Endurance da FIA. Acabar com a competição entre diferentes fabricantes e principalmente tirar performance dos carros, sob a justificativa de que poderiam ser mais competitivos que os Hipercarros.

Não é pra menos: quem mandou limitar os tempos de volta destes novos carros a 3min30seg? Se fosssem 10 segundos mais velozes, com limite a 3min20seg, não seria preciso esta burrice de tirar potência dos motores Gibson GK428 V8. 

A desculpa é “facilitar a coabitação entre Hipercarros e LMP2” na pista. Bullshit, dirão alguns. E é mesmo.

O pavoroso logo de identificação da nova classe do WEC a partir da temporada 2020/21: será que não havia coisa melhor?

Sobre os Hipercarros, foi determinado que os concorrentes a participar da categoria na próxima temporada, quando estreia o novo regulamento, terão que usar um nome de marca com veículo devidamente homologado.

Cada equipe terá um máximo de 40 pessoas a cada evento de acordo com o que se decidiu no Conselho Mundial da FIA. Os times com protótipos sem ERS poderão levar três pessoas a mais.

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6 comentários

  1. Robertom disse:

    Fazer uma enorme cagada para disfarçar um erro ainda maior, que são os Hipercarros…

  2. Rafael disse:

    Ou esses Hypercars vão queimar a língua dos que reclamam deles ou vai ser uma tremenda bola fora da ACO e custar até a existência do WEC.
    Era melhor os franceses admitirem que o modelo DPi da IMSA se deu melhor e copiá-lo no WEC.

  3. Gabriel Medina, O outro disse:

    Os hypercarros vão durar pouco, muito pouco, com os custos nas alturas e poucos interessados – aposto qualquer coisa que Glickenhaus e Kolles não aparecem e até da Aston Martin duvido muito – a ACO vai ser obrigada a abrir a guarda para os DPi 2.0, o que matará a primeira classe em pouquíssimo tempo, por uma simples questão de custo.

  4. Rafael disse:

    Verdade, esqueci da Nissan.

  5. Paulo disse:

    Prefiria o C Group.

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