Mazda faz melhor tempo do ROAR com novo recorde de Daytona

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Olivier Pla fez a melhor volta dos treinos em Daytona e melhorou o recorde extra-oficial da pista da Flórida (Foto: Mazda/IMSA)

RIO DE JANEIRO – Por três dias, o ROAR Before The Rolex 24 reuniu os carros que estarão no fim do mês na disputa de mais uma edição das 24h de Daytona, abertura da temporada 2020 da série IMSA.

No total, os pilotos das quatro categorias tiveram à disposição sete sessões livres de testes, mais as Qualificações disputadas ontem e hoje para a definição das garagens e pitboxes do circuito da Flórida.

A Mazda (ainda em parceria com o Team Joest) repetiu o feito do ano passado: melhor volta e novo recorde extra-oficial para o traçado de 5,728 km de extensão – desta vez com Olivier Pla marcando 1’33″324, seguido dos Acura Team Penske de Ricky Taylor e Juan Pablo Montoya – este, o atual campeão da categoria na classe DPi, em dupla com Dane Cameron.

Felipe Nasr foi o quarto mais veloz do ROAR com 1’33″652, um tempo muito bom considerando o BoP que mais uma vez deixou os Cadillac DPi-V.R em situação inferior de peso em relação aos Mazda, que têm 35 kg a menos que a concorrência.

A Action Express ficou feliz com o setup do carro, que foi trabalhado para as configurações de corrida – exceto na classificação. Segundo Nasr, todo mundo conseguiu baixar e bem os seus tempos neste domingo porque a temperatura caiu bastante em Daytona Beach.

Chamou a atenção do piloto, também, a performance do pneu Michelin construído para a temporada 2020. “É mais lento. Mas é um composto melhor em termos de performance para o nosso carro que o Continental. Ainda somos superiores aos carros da Penske no nível de desgaste”, disse.

O carro #31 reúne o que já é considerado o “Dream Team” da prova inaugural, com Nasr, Pipo Derani, Filipe Albuquerque e Mike Conway.

Derani deu 33 voltas – a melhor delas em 1’36″548, enquanto Hélio Castroneves percorreu idêntico número de voltas para marcar um tempo ligeiramente melhor que o do compatriota. Estreando em Protótipos, Matheus Leist deu 50 voltas – 1’35″678 foi seu tempo.

Seguindo com o balanço do ROAR, a classe LMP2 teve Ben Hanley como o piloto mais rápido de todo o fim de semana de treinos, enquanto no Qualifying da véspera Ben Keating – que está inscrito em duas categorias – foi o mais rápido.

Com o #81 da DragonSpeed, Hanley virou em 1’35″140, meio segundo abaixo do veloz francês Nico Lapierre, que estará no carro da Tower Motorsports by Starworks. A PR1/Mathiasen alcançou a 3ª posição dos testes com o suíço Simon Trummer.

Aliás, o time de Ray Mathiasen e Bobby Oergel, embora tenha inscrito dois carros, deve correr nas 24h de Daytona com apenas um – baixando o grid para menos de 40 carros. E ainda há o risco da Aston Martin Racing desistir da prova porque o gentleman driver (e que paga a conta) Paul Dalla Lana sofreu um acidente de esqui durante as férias e está ainda em recuperação.

Mesmo com apenas dois pilotos a seu serviço – um deles, o brasileiro Daniel Serra – a Risi Competizione bateu a Porsche por um milésimo e ficou na frente da concorrência na GTLM (Foto: Jake Galstad/IMSA)

Por apenas um mísero milésimo de segundo, James Calado superou Nick Tandy e deu à Risi Competizione a primazia da melhor volta nos treinos entre os carros da GTLM. A Ferrari #62 ficou com a marca de 1’42″685 – o novo Corvette C8.R causou sensação na Flórida e já mostrou armas: foi o 3º mais rápido.

Uma vez que a Risi não pôde contar com seu esquadrão completo no ROAR, Daniel Serra foi o piloto que mais fez quilometragem: foram 107 giros percorridos pelo tricampeão da Stock Car, enquanto Augusto Farfus completou 54 voltas com a BMW #24 oficial de fábrica.

No treino que serviu para definir garagens e posicionamento de pits, deu Lexus com Frankie Montecalvo (Foto: Jake Galstad/IMSA)

Na GTD, o melhor tempo dos testes foi de Bryan Sellers, cravando 1’45″322 com o Lamborghini Huracán GT3 EVO da Paul Miller Racing, deixando o Porsche de Dennis Olsen em segundo e o Acura com Álvaro Parente na terceira colocação.

Ontem, Frankie Montecalvo fez a melhor volta do Qualifying de 15 minutos para a categoria, num treino onde quatro dos cinco Lambos foram desclassificados de seus tempos por uma infração no regulamento técnico.  Neste domingo, o #11 da GRT Grässer guiado por Steijn Schothorst sofreu um acidente e precisará ser recuperado.

Anunciada anteriormente como piloto de Endurance da equipe GEAR, que está também vinculada à Grässer na IMSA, Bia Figueiredo não poderá assumir o compromisso: a piloto brasileira será substituída por Rahel Frey, reduzindo o total de pilotos do país para sete nomes em Daytona.

Segundo Mark Ruggieri, Team Principal da GEAR, há “conflitos de datas” entre a IMSA e a Stock Car, impedindo a participação dela na categoria.

Uma pena.

Quem não tem mais conflito de datas é Felipe Fraga, que vem para uma temporada internacional: o piloto campeão da Stock Car em 2016 completou 22 voltas no ROAR e fez sua melhor volta em 1’48″001, preparando o terreno para Gar Robinson, Lawson Aschenbach e também Ben Keating.

Uma das grandes atrações das 24h de Daytona, Kyle Busch fez 44 voltas no Lexus #14 da AIM Vasser Sullivan que dividirá com Parker Chase, Jack Hawksworth e Michael de Quesada. O bicampeão da principal divisão da Nascar ficou a somente dois décimos do tempo de Hawksworth, que tem bem mais horas de voo a bordo do carro do que o Buschinho.

Agora os carros da série principal da IMSA só voltam às atividades no próximo dia 23, quando serão iniciados os treinos para as 24h de Daytona. A corrida será no sábado (25) e domingo (26), devendo ter transmissão ao vivo do Fox Sports em horários a serem determinados pela direção da emissora.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

7 Comentários

    • Na Action Express, sim. Mas acabou que a Mustang Sampling conseguiu um acordo pra seguir na categoria, levou o João Barbosa junto e ainda fecharam com o Bourdais.

  • Existem notícias de que a IMSA não vai mais ser transmitida pelo Fox Sports. É uma boa e torço que o mesmo aconteça com as 24hs de daytona.
    Adianta transmitir 4 horas de prova e por consequencia o site a IMSA barrar a transmissão para o Brasil ?
    A melhor parte da prova nós perdemos e vá luta livre e vt de campeonato do Congo!!!
    Ano passado foi isso……uma hora acaba!!!

    • Desconheço. O campeonato segue sendo transmitido.

      Até quando vocês insistirão que temos condição de fazer transmissão direto por 24 horas? Nunca trabalharam em televisão pra saber.

      E ainda reclamam porque transmitimos. É impressionante!

  • Perdão, mas transmitir 1/6 de uma prova de 24hs e por conta disso e do contrato com a FOX/LA ele barram o streaming para cá. Daí vc tem de ficar pescando streamings alternativos com baixa qualidade e riscos inerentes a tal.
    O fato de transmitirem, ok é louvável com vc, edgar e demais narrando, mas daí a FOX clausular o streaming para que tenhamos de assistir somente pela FOX é complicado.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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