Tom Belsø (1942-2020)

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RIO DE JANEIRO – Fim da linha para o primeiro dinamarquês a acelerar um carro de Fórmula 1: morreu hoje aos 77 anos o antigo piloto Tom Belsø.

De carreira tardia no esporte – pois começou em 1969 – passou pela Fórmula 2 europeia e teve desempenhos bem melhores a bordo dos Fórmula 5000 do que na categoria máxima, alcançando o 6º lugar na temporada de 1973 do Rothmans European Championship.

Entre 1973 e 1976, tentou se classificar em alguns GPs, sempre servindo a Frank Williams. Na corrida em que seria a da estreia, em Anderstorp, teve de ceder o seu carro a Howden Ganley, já que não havia um Iso-Marlboro de reserva – há quem diga, contudo, que o dinheiro prometido para a vaga não teria chegado a tempo. Nos EUA, fez forfait.

A sua prova de estreia seria o GP da África do Sul de 1974, em Kyalami. Último colocado entre 27 carros no grid, o nórdico abandonaria por quebra da embreagem. Ele colecionaria ainda duas falhas em qualificação nas etapas da Espanha e Inglaterra.

Seu melhor resultado foi na segunda e última participação: classificou-se em 21º no GP da Suécia e chegou em oitavo lugar. A partir do GP da Alemanha, acabou o revezamento do carro #21, sendo entregue a Jacques Laffite.

Belsø ensaiou um retorno para uma tentativa final, sendo inscrito pela Wolf-Williams para o GP da Suécia de 1976. Mas como o carro era pouco competitivo, ele fez outro forfait. Jac Nellemann, outro piloto da Dinamarca que tentava classificação para a mesma corrida, foi o único a ficar de fora.

Tom esteve presente igualmente em cinco provas extracampeonato de Fórmula 1, algumas delas a bordo dos F5000 que às vezes eram convocados pra encher grid. Foi sétimo colocado na Race of Champions de 1973, oitavo na Rothmans 50.000 de 1972 e também no Troféu Internacional de Silverstone, em 1973.

Após se retirar do esporte em 1977 por falta de apoio financeiro, criou a Belso Cereals, baseada em Peterborough, na Inglaterra. A pequena empresa – com apenas 30 funcionários – foi vendida à Bokomo Foods, da África do Sul, em 2005.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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