Le Mans 2020: outra vez Toyota, em treino acidentado

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A Toyota dominou um FP2 acidentado onde Sébastien Buemi baixou da barreira de 3min20seg com o carro #8 do time japonês (Foto: Toyota Gazoo Racing/Divulgação)

RIO DE JANEIRO – A segunda sessão de treinos livres para as 24h de Le Mans em sua 88ª edição transcorreu de forma menos fluída que a primeira. Muitos problemas, várias bandeiras amarelas e vermelhas e uma equipe que tem dificuldades à vista – a IDEC Sport teve seus dois Oreca 07 acidentados em momentos diferentes da sessão.

O carro #28 guiado por Paul Lafargue teve uma saída de pista bem violenta na saída da segunda perna da chicane do retão Les Hunaudières, destruindo a frente e grande parte da lateral direita. O “nose cone” foi seriamente danificado e não se sabe se o protótipo Oreca 07 do time francês será reconstruído a tempo de poder participar do restante da programação. O piloto, felizmente, não se feriu com gravidade. 

Logo após do treino reiniciado, o #17 da mesma equipe, que já dera uma rodada perto da famosa Ponte Dunlop, bateu com Dwight Merriman a bordo, na Virage Karting.

Quem assistiu à transmissão das 6h de Road Atlanta, inclusive, deve ter ouvido um comentarista (não por acaso, eu) falar que dentre vários pilotos que criariam problemas em Le Mans, Merriman estaria entre eles e seria um dos mais perigosos. Sem o Journée Test, ficou difícil avaliar quem dos competidores de graduação inferior está pronto ou não para o desafio de guiar em La Sarthe. E, pelo visto, Merriman não está.

Não foi por falta de aviso. Sem falsa modéstia nenhuma, outra vez, conheço do assunto.

Enfim, numa sessão atribulada por conta dessa pancadaria, a Toyota dominou de novo. Amplamente. O #8 foi de novo o mais rápido, com uma volta em 3’19″719 – cortesia de Sébastien Buemi, enquanto o #7 da trinca líder do WEC na classe de Esporte-Protótipo, rodou em 3’20″611 com Mike Conway a bordo.

A Rebellion ficou em terceiro com o carro #3, já que o #1 praticamente não andou na segunda sessão. O segundo bólido do time virou em 3’23″456.

Na LMP2, o Racing Team Nederland estabeleceu a melhor volta da sessão em 3’27″185, quase nove décimos melhor que o #37 da Jackie Chan DC Racing, o melhor dos carros da classe com os pneus da estadunidense Goodyear. A Jota Sport veio em terceiro, seguida da High Class e da G-Drive Racing.

A Signatech Alpine Elf segue em ritmo de treino, escondendo o jogo. O carro #36 do time francês ficou com a 14ª posição entre os 24 carros inscritos – 3’31″649.

Quieta no seu canto após o FP1, a Porsche apresentou armas na LMGTE-PRO: o carro #92 dos atuais campeões de Grã-Turismo Michael Christensen e Kévin Estre conseguiu a melhor volta do segundo treino em 3’52″783, trazendo o Aston Martin #97 em segundo e o outro Porsche oficial em terceiro. A boa surpresa foi a WeatherTech Racing com a quarta marca, como a melhor Ferrari do lote. A trinca de Daniel Serra, da #51 da AF Corse, ficou em 5º lugar no FP2.

Na LMGTE-AM, uma volta sensacional deu à Dempsey Racing-Proton a primazia da melhor marca da sessão – 3’53″961, com o carro #77 do trio Christian Ried/Riccardo Pera/Matt Campbell. A Luzich Racing (equipe de Oswaldo Negri), numa volta voadora de Côme Ledogar, figurou com a segunda posição, seguida da Gulf Racing e da Aston Martin Racing, do brasileiro Augusto Farfus.

O Team Project 1, de Felipe Fraga, acabou o segundo treino livre com o 6º melhor tempo – 3’55″507. A Hub Auto deu mais horas de voo a Morris Chen no FP2 e o piloto de Taiwan ficou com a 20ª e antepenúltima marca – 4’00″694.

Dentro de instantes, carros na pista: vai começar o treino oficial que define os participantes da Hyperpole desta sexta-feira.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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