Super GT: pole de Tachikawa em Motegi

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RIO DE JANEIRO – O Super GT japonês chega neste fim de semana a Twin Ring Motegi, circuito de propriedade da Honda, para a quarta etapa do calendário – pondo fim à primeira metade de um campeonato prejudicado – como todos os outros, registre-se, pela Pandemia do Covid-19.

Neste sábado (madrugada de sexta, por aqui) aconteceu a definição do grid de largada em que os 45 carros foram para a tomada de tempo – os GT500 em um grupo de 15 carros e os GT300 divididos em duas séries de 15 carros também para não atrapalhar uns aos outros em meio ao imenso tráfego que deve ser um problema neste domingo num circuito de 4,8 km de extensão.

Na GT500, o Toyota de Yuji Tachikawa e seu parceiro Hiroaki Ishiura estabeleceu a pole position. As condições da pista ficaram piores do Q1 para o Q2: começou a chover, o traçado tornou-se muito escorregadio e os pneus slicks dos oito carros que avançaram para a disputa das quatro primeiras filas tiveram que mudar para os compostos de chuva.

Com isso, Tachikawa fez a melhor volta em 1’43″878, quase quatro segundos pior que a marca de Ishiura, que levou o carro #38 da ZENT Cerumo à luta pela pole. No Q1, o melhor tempo – só para vocês terem a noção do quanto piorou a pista – foi 1’37″499 com Ritomo Miyata num Toyota da WedsSport Advan, com pneus Yokohama.

Mesmo com 46 kg extras de peso pelo lastro do sucesso, a dupla Koudai Tsukakoshi/Bertrand Baguette assegurou um lugar na primeira fila do grid. O carro do Team Keihin ficou com a marca de 1’44″079, mais de um segundo inteiro melhor que o Honda da ARTA guiado por Nirei Fukuzumi no Q2.

Com a volta de Heikki Kövalainen após uma ausência de três corridas, forçosa por conta dos efeitos da Pandemia, a Denso Kobelco SARD fecha a segunda fila do grid com o tempo estabelecido por Yuichi Nakayama na definição das primeiras posições.

Desta vez, nenhum Nissan avançou ao Q2 e o melhor carro da marca larga apenas em 11º com Kohei Hirate/Katsumasa Chiyo, que superaram os vencedores de Suzuka Tsugio Matsuda/Ronnie Quintarelli.

Líderes do campeonato com 41 pontos e tendo que lidar com um lastro adicional de 82 kg em seu Toyota, Yuhi Sekiguchi e Sacha Fenestraz não conseguiram ir além da 14ª posição – 1’40″106 foi o tempo do franco-argentino no Q1. Com problemas, a Realize Advan Kondo fecha a raia, já que a marca de Jann Mardenborough no carro #24 foi três segundos e meio pior.

Na GT300, Hironobu Yasuda (Gainer Nissan) liderou o Grupo A com os primeiros 15 carros da categoria, enquanto Sena Sakaguchi (K-Tunes Lexus) foi o melhor entre os pilotos do Grupo B. O Q2, também com pista escorregadia assim como no treino da GT500, foi composto pelos oito carros mais velozes de cada um dos dois grupos – independentemente do tempo estabelecido – deixando assim 16 competidores na luta pela pole.

E a surpresa foi a pole do Nissan de Takayuki Aoki/Yusaki Shibata, com a marca de 1’48″546, enquanto na segunda posição veio o Porsche 911 GT3-R da Hoppy Tsuchiya, da dupla Kimiya Sato/Takamitsu Matsui – nenhum desses dois carros, inclusive, com lastro extra no pelotão da categoria.

Koki Saga/Yuichi Nakayama largam em 3º na divisão com o Toyota Prius dotado de sistemas híbridos, seguido do Subaru BRZ de Hideki Yamauchi/Takuto Iguchi e pelo Lambo Huracán da JLOC com Yuya Motojima/Takashi Kogure.

Líderes do campeonato com 35 pontos e com 105 kg extras em seu Nissan (neste ano a razão é de 3 kg adicionais a cada ponto conquistado na classificação), Hironobu Yasuda/Katsuyuki Hiranaka ficaram com o 12º lugar no grid. Já o carro #56 da Kondo, do brasileiro João Paulo de Oliveira, sequer teve chances de avançar ao Q2. Uma volta muito ruim de Kiyoto Fujinami com o tempo de 1’58″890 – consequência da pista molhada no Grupo B do treino da GT300 – deixou a dupla em 28º na categoria. Terão de fazer uma corrida de paciência e recuperação.

A prova de Motegi desta madrugada terá o vídeo ao vivo aqui no blog a partir de meia-noite e quarenta, pelo horário de Brasília.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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