Eddie Van Halen, 65

E
Edward Lodewijk Van Halen, ou simplesmente Eddie Van Halen (1955-2020)

RIO DE JANEIRO (Pode acabar, 2020…) – E lá se vai mais um dos heróis musicais de muita gente: o guitarrista/tecladista/compositor/produtor musical Eddie Van Halen, cofundador do grupo que levava seu sobrenome. A notícia de seu passamento foi dada nesta terça-feira, 6 de outubro. Ele não resistiu a um câncer (sempre esta doença fatal!) na garganta.

Holandês de nascimento e batizado Edward Lodewijk Van Halen – o Lodewijk de seu sobrenome é o equivalente a Ludwig (e uma homenagem a Beethoven), Eddie e seu irmão mais velho Alex emigraram junto a seus pais para a cidade californiana de Pasadena. Estabelecidos por lá em 1962, os dois posteriormente se tornariam cidadãos dos EUA, com a naturalização correspondente.

Fã declarado de Eric Clapton, “aprendi a tocar nota por nota todos os solos dele no Cream, pois era minha principal influência”, disse Eddie, o então garoto considerava ‘alucinante’ a canção “I Feel Free”, que ouviu no álbum ‘Fresh Cream’ editado em 1966. Mas a grande referência do artista seria Jimmy Page, lenda do Led Zeppelin.

“Ele era como sou, de uma maneira imprudente e largada no estilo”, comentou certa vez.

Construtor de seus próprios instrumentos – também pudera, seu pai Jan Van Halen também era músico – Eddie começou num grupo chamado The Broken Combs, mas em meados dos anos 1970, surgiu o Van Halen, que estreou em 1977 com sua formação clássica – ele nas guitarras, o irmão Alex na bateria, Michael Anthony no baixo e David Lee Roth nos vocais.

O Van Halen mostrou ao que veio emplacando primeiro ‘covers’ de sucesso como “You Really Got Me”, originalmente de The Kinks e sua versão pesada para “Oh! Pretty Woman”, o clássico de Roy Orbison. Mas também tinham seus clássicos como “Dance The Night Away’, por exemplo.

E foi – coincidentemente – no ano de 1984, com o disco intitulado ‘1984’ que o grupo explodiu com “Panama” e “Jump”, faixas que defniriam um ‘como fazer rock de arena e fazer bem-feito’.

Eddie não se resumia ao Van Halen: seu talento foi emprestado à Michael Jackson. Em “Beat It”, um dos clássicos de ‘Thriller’, é dele o lendário solo arrasa-quarteirão. As outras guitarras foram gravadas por Steve Lukather (músico do Toto, também baixista na mesma faixa) e Paul Jackson Junior.

Em 1986, David Lee Roth foi trocado por Sammy Hagar e a trajetória do Van Halen prosseguiu, porém com menos impacto e sucesso que nos anos anteriores. Hagar saiu também da banda, dando lugar a Gary Cherone, o antigo frontman do Extreme. Não foi uma troca boa e ‘Van Halen III’ foi um grande fracasso de vendagem.

A banda estava ainda na ativa, mas sem álbuns produzidos desde 1997, com David Lee Roth de novo no vocal e Wolfgang Van Halen (filho de Eddie e assim batizado em homenagem a Mozart, de quem o músico também era fã) no baixo.

Há dois anos, Eddie vinha em luta contra um tumor e os tabloides sensacionalistas não hesitaram em ‘matar’ várias vezes o músico, que casou-se com a atriz Valerie Bertinelli (mãe de Wolfgang) e pela segunda vez com a atual mulher, Jane Liszewski, que junto ao filho e ao irmão Alex Van Halen estavam junto ao guitarrista quando ele faleceu no St. John’s Hospital em Santa Monica, na Califórnia.

Em homenagem a Eddie Van Halen, o blog coloca os vídeos de “Jump”, “Panama”, “Oh! Pretty Woman” e “Beat It”.

#RIP

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

6 Comentários

  • Sou roqueiro desde 1973 e não vejo a hora de 2020 acabar logo!

    O ano começou com nada mais nada menos do que a morte do melhor baterista do mundo: Neil Peart partiu em 07 de janeiro de 2020.

    E hoje o mestre Eddie Van Halen nos deixou. Eu ainda me lembro do impacto que foi ouvir Eruption pela primeira vez. A técnica de tapping/two hands já havia sido registrada pelo guitarrista Steve Hackett, nos discos do Genesis, mas o Eddie Van Halen foi mais fundo, e aperfeiçoou-a brilhantemente.

    Há um detalhe curioso na discografia do Van Halen: única banda de hard rock do mundo que tem um clarinete em uma de suas canções!! É uma cover registrada no álbum Diver Down: a canção é Big Bad Bill (Is Sweet William Now). Essa belíssima canção foi composta por Jack Yellen e Milton Ager, em 1924 ( !!!) e quem toca o clarinete é o pai do Eddie e do Alex: Jan Van Halen.

    • E mudando para a política, sempre faço uma associação. Toda vez que morre um rock star, imediatamente me lembro de menos uns 20 políticos brasileiros que já deveriam ter morrido há muito tempo, mas eles ainda estão aí, vivos e envolvidos em inúmeros casos de corrupção.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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