FIA WEC: final no Bahrein com 24 carros

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RIO DE JANEIRO – Última etapa da atribulada temporada 2019/20 do FIA WEC, o Campeonato Mundial de Endurance – e também a última (por enquanto) disputada em formato bienal, as 8h do Bahrein acontecem neste sábado para definir os títulos mundiais de pilotos em Esporte-Protótipo e Grã-Turismo, além do campeonato da LMGTE-AM, já que a taça da LMP2 foi para as mãos de Filipe Albuquerque e Phil Hanson com uma rodada de antecedência.

O grid, que já era o mais baixo da história da competição desde 2012 em termos de contingente, foi reduzido a 24 carros com mais uma desistência anunciada após a primeira lista prévia. A Cool Racing decidiu não ir ao Oriente Médio e assim o plantel será de dois LMP1, seis LMP2, mais seis LMGTE-PRO e 10 LMGTE-AM.

A última lista de entradas divulgada pela organização do campeonato definiu as tripulações pendentes e a participação de mais um brasileiro: se Bruno Senna está fora porque a Rebellion Racing decidiu antecipar sua retirada da competição, Daniel Serra foi confirmado na Ferrari #51 da AF Corse.

O tricampeão da Stock Car substitui Alessandro Pier Guidi, requisitado para a disputa dos 1000 km de Paul Ricard, última etapa do GT World Challenge Europe Endurance – que será ‘jenialmente’ no mesmo dia do evento barenita – e também das 12h de Sebring. Culpa da Pandemia…

Daniel se junta a André Negrão (Signatech Alpine Elf) e Felipe Fraga (Team Project 1) no plantel de pilotos do país na competição, que além da adesão de última hora de Serrinha terá outras novidades.

E todas as demais serão na LMGTE-AM, por exemplo: Jörg Bergmeister foi chamado para o Porsche #56 do Team Project 1 em substituição a Matteo Cairoli, também requisitado para competir em Paul Ricard. A Red River Sport confirmou o ítalo-japonês Kei Francesco Cozzolino e o novato britânico Colin Noble para as vagas de Charlie Hollings e do piloto-patrão Johnny Mowlem, que dessa vez ficará apenas na chefia das operações do time nos boxes.

A Dempsey Racing-Proton chamou Dennis Olsen – que estreia no FIA WEC – para o #77 no lugar de Matt Campbell e o trio do #88 terá a formação com Khaled Al Qubaisi, o estreante neozelandês Jaxon Evans e o experiente alemão Marco Holzer.

Alessio Picariello é outra cara nova no FIA WEC: o belga substitui Andrew Watson, outro que estará em Paul Ricard, no Porsche da Gulf Racing. E no Aston Martin #98 do cliente Paul Dalla Lana, Augusto Farfus, por compromissos com a Hyundai, não poderá participar da última etapa, sendo substituído por Richard Westbrook.

Mesmo com somente dois LMP1 na pista, haverá EoT e o carro #7 do trio Mike Conway/Kamui Kobayashi/José María López, mesmo com sete pontos de desvantagem para Kazuki Nakajima/Sébastien Buemi/Brendon Hartley, terá vantagem no cálculo de performance em comparação ao outro protótipo da Toyota, num fim um tanto melancólico da era dos LMP1, que serão a partir de 2021 substituídos pelos Hypercars – porém ainda permitindo os carros enquadrados no atual regulamento, desde que sem sistemas híbridos.

Na LMP2, Antonio Félix da Costa e Roberto González ainda podem abiscoitar o vice-campeonato em caso de desistência do trio do #22 da United Autosports. Só assim eles podem descontar os 31 pontos que os separam de Paul Di Resta, o vice-líder. Com apenas seis carros no grid da classe e uma pontuação de coeficiente 1.25, é a única chance dos pilotos do Team Jota.

Serra pode, inclusive, ajudar James Calado a ser campeão do mundo, dependendo de uma combinação de resultados: com 131 pontos, o inglês da AF Corse é a zebra na batalha pela taça da LMGTE contra as duplas da Aston Martin. Marco Sørensen e Nicki Thiim chegam ao Bahrein com 157 pontos, contra 142 de Alex Lynn e Maxime Martin.

A LMGTE-AM registra uma liderança da TF Sport com Jonathan Adam/Salih Yoluç/Charlie Eastwood chegando à última prova com 148 pontos somados, oito a mais que François Perrodo/Nicklas Nielsen/Manu Collard. Mais nenhuma outra formação tem chance de título na etapa final. Fraga, por seu turno, pode colaborar com Jeroen Bleekemolen e Ben Keating para que terminem a temporada como a melhor formação Porsche na classificação de pilotos, superando Riccardo Pera e Christian Ried, além do Aston Martin de Ross Gunn e Paul Dalla Lana.

As 8h do Bahrein têm início às 14h locais (8h de Brasília) neste sábado. O Fox Sports 2 transmite a segunda parte da disputa ao vivo, de 12h30 até o pano que encerra a última prova de 2020.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

2 Comentários

  • Rodrigo, por curiosidade se voce fosse o chefe da Peugeot e tivesse montando sua equipe de pilotos hoje, quais seriam eles (2 Trios)?

    E quais pilotos voce apostaria q a Peugeot chamara para seu plantel?

    Abraço!

    • Sem ordem definida de trios, eu contrataria JEV, Antonio Félix da Costa, Bruno Senna, Gustavo Menezes, Thomas Laurent e Paul-Loup Chatin.

      Acredito que Vergne e Félx da Costa vão. Bruno Senna deve ter chances. Eu apostaria nele.

Por Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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