Chegou a vez de Tsunoda

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RIO DE JANEIRO – Após sete anos, o Japão retorna à Fórmula 1 com um novo piloto – o 24º da história daquele país, desde 1976. Yuki Tsunoda foi confirmado nesta quarta-feira para estrear via Alpha Tauri – a sucursal da Red Bull – como o novo colega de equipe de Pierre Gasly.

O piloto de apenas 20 anos vem como um meteoro das categorias de base – passou pela Fórmula 4 nipônica, pela Fórmula 3 da FIA e pelo EF Open, já no radar dos rubrotaurinos e também pela Fórmula 2, onde correu neste ano, foi 3º colocado do campeonato atrás de Mick Schumacher e Callum Ilott, venceu três vezes e sagrou-se revelação da categoria.

Com essa decisão, a Red Bull se impôe uma batata quentíssima nas mãos. Considerando que Lewis Hamilton – embora não tenha comunicado oficialmente, está na lista de entradas do grid de 2021, divulgada pela própria Fórmula 1 no fim de semana passado, fica a dúvida que Christian Horner e Helmut Marko têm pela frente: Sergio Pérez ou Alex Albon – a quem confiar o assento vago na equipe de Milton Keynes em 2021?

Por merecimento e performance, sabemos que o ano de Pérez foi melhor.

Mas quem disse que merecimento, performance, capacidade e competência são realmente levadas em conta não só na Fórmula 1 como também no mundo corporativo?

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

10 Comentários

  • Tomara que ele tenha condições de mostrar seu talento, ainda mais numa categoria que rotulou e estigmatizou pilotos japoneses com o passar dos anos. Como ocorreu com todas as demais nacionalidades, teve pilotos talentosos e outros nem tanto.
    Takuma San tá ai, já aos 40 anos beliscando uma prova aqui e outra ali na Indy. Duas delas eram nada menos que Indy 500, feito que pouquíssimos alcançaram.
    Então, sem essa de rotular pilotos japoneses, como alguns insistem em fazer…
    Boa sorte ao garoto. Se for focado, persistente e disciplinado, pode sim ir longe na categoria máxima.

  • Previsto o wazary no russo, aliás já com muito atraso.
    Comprando agora uma briga com o blogueiro mas. . .
    Estão supervalorizando o Perez.
    Ele não é tudo isso não.
    Estão se esquecendo que ele pilotou a “Mercedes Rosa”.
    Coloque qualquer outro do grid/20, até o fraco Latiffi, aposto que o resultado vem.
    Maior prova é o Stroll, até o ano passado não passava de um pangaré, hoje já estão dizendo justamente o oposto.
    Albon na Racing Point/20 teria feito muito mais que ambos.

  • Pontuação em 2020:

    Verstappen: 214

    Albon: 105

    Diferença entre os dois: 109 pontos.

    Albon deverá ser o piloto reserva da Red Bull, e se o Sergio Pérez não for contratado, será uma grande burrice. Precisa ver se o Albon aceita ser piloto reserva, pois seu ego pesa 9875 toneladas: ele disse, em novembro, que recusaria pilotar na Alpha Tauri em 2021.

  • Mattar,

    Mudando um pouco de assunto: como está a situação do Perez???

    Tinha previsão, ele mesmo disse isso, que na segunda pós encerramento do campeonato ele diria o que faria em 2021, mas até agora, nada…

      • Isso tá me matando, gosto muito do Theco e será interessante ver o miolo do grid com ele, Vettel, Ricciardo, Leclerc, Picaretonso, Sainz misturando tinta!!!

        Se bem que, com uma Red Bull na mão, Theco teria que dar calorão é no Vertappen.

        Mas essa “novela mexicana” (boa essa hein?!) não termina…

  • uniu o útil ao agradável, quem sabe com combustível limpo agora a Honda não tem mais desculpas pra sair, e vai que o menino ai ganha em Monza(Nostradamus)

  • Takuma Sato foi o cara que começou a quebrar o mito de que todo piloto japonês é ruim. Kamui só terminou de rasgar a escrita, outro bom piloto que talvez numa equipe decente fizesse história.
    Graças a eles é que podemos hoje olhar pra esse menininho aí e não pensar automaticamente “vixe, que braço duro!”
    Tudo bem que teve um Yuji Ide aí pelo caminho, mas esse não conta, foi um erro de cálculo grotesco do Aguri Suzuki.
    E o Takuma tá aí até hoje, quarentão, competitivo, experiente, e com duas vitórias na Indy. Isso realmente não é pouca coisa.
    Com o Gasly do lado com a moral lá em cima o garoto só tem a aprender. E precisará realmente ter foco, disciplina e persistência, pois o véio caolho vai limpar o moedor de carne pra deixar pronto pro ano que vem. Tá numa boa equipe, tem tudo pra dar certo.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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