Fora de combate

F

RIO DE JANEIRO – A arte acima é da conta oficial de Twitter da Fórmula 1 e traz a bomba do dia. Lewis Hamilton,  que testou positivo para Covid-19, está fora do GP de Sakhir do próximo domingo e, como ficará de quarentena, dificilmente estará à disposição da Mercedes-Benz para o GP de Abu Dhabi no dia 13.

E aí começam as especulações sobre quem vai ocupar o cockpit do heptacampeão mundial, que não alcançará pelo menos neste ano a marca recorde de uma centena de pole positions.

A Mercedes-Benz tem três opções pragmáticas: George Russell, que tem vínculo com os alemães e por conta disso está na Williams, com motores Mercedes; sem contar a dupla da Fórmula E formada por Stoffel Vandoorne, que esteve na F1 há alguns anos e o encapetado Nyck de Vries, campeão da Fórmula 2 ano passado.

No entanto, existe um quarto nome, o típico ‘pau pra toda obra’, que é o de Nico Hülkenberg. Mesmo sem vínculo com os germânicos, fala o mesmo idioma, andou três vezes de Racing Point – que tem motor Mercedes – e se for instruído para não atrapalhar Valtteri Bottas e chegar pelo menos no pódio, terá créditos para o futuro.

O problema que a Mercedes enfrenta é o da escolha. Porque imaginem se o piloto que sentar no carro e substituir Hamilton incomodar Bottas? Claro, a prioridade será o finlandês pelo menos neste fim de semana e ele precisa de atenção total para se manter à frente de Max Verstappen e levar o vice-campeonato.

E dependendo da performance do substituto, vamos ter a real dimensão se Hamilton, como ousam dizer os haters e detratores, só vence porque tem o melhor carro em mãos. Carlos Sainz, de forma incisiva demais até para quem divide pista com o inglês, assegurou que, na visão dele, 90% dos pilotos que estão no grid hoje, se estivessem na Mercedes-Benz, não seriam capazes de superar Lewis.

A Fórmula E vem fazendo testes de pré-temporada em Valência no circuito Ricardo Tormo. A ver se realmente a Mercedes, no mais tardar até amanhã, chama um de seus recrutas ou lança mão de um plano B que seria, no mínimo, interessante.

E vocês, leitoras e leitores, escolheriam quem e por que?

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

16 Comentários

  • Hülkenberg, o Super Sub dos tempos atuais.
    Teve contatos com o Motor Mercedes, foi colocado em uma fria daquelas(em todos os sentidos) em Nurburgring e ainda correspondeu a altura.

    Honestamente…se ele andar na frente do Bottas, nao vai ser tao surpreendente assim.

  • Por hierarquia, o Russell ou o Vandoorne. Por mérito o Hülkenbenrg.

    E o Bottas tá rezando pra ser o Gutierrez, pois qualquer um dos três anteriores, vai dar trabalho pra ele.

  • Fico dividido entre Russel, que acho merecedor de correr com um F1 de verdade e acredito faria bom papel, porém se ele puder, vai pisar no calo do Bottas. E ficaria feliz se Hulkemberg substituísse, embora penso ser menos provável, justamente por não ter ligação com a Mercedes, mas seria a chance do sonhado pódio.

    Agora pense, se Hulk for escolhido e tiver liderando… será que abriria mão de uma vitória, em uma possível última oportunidade na F1?

  • Nico Hülkenberg. Com certeza. Grande piloto. Estava em Interlagos naquele dia que ele conseguiu a pole com a Williams. Espero que faça uma grande atuação.

  • Interessante que para relés mortais o covid 19 demora cerca de 4 dias para manifestar sintomas. Hamilton estava bom domingo e doente com sintomas na segunda. Estranho. Muito estranho e ninguém comenta nada.

    • É João também achei estranho. Sei não, mas acho que o Hamilton vai pendurar o capacete. 7 vezes campeão, 98 poles, 95 vitórias, quer mais o quê? A porrada do Grosjean pode ter mexido com ele. O Fangio pendurou o capacete em 58, depois dos 5 campeonatos, 24 vitórias e um monte de pilotos mortos. Parar agora no auge é uma boa opção.

      Abraço,
      Barba.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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