Sabine Schmitz, 51

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RIO DE JANEIRO (Cedo demais!) – Olha… 2020 já foi osso e 2021 segue a mesma toada. Depois do Murray Walker, ontem soubemos que chegou a vez de Sabine Schmitz ir para o andar de cima. Um tumor levou a alemã de 51 anos. Cedo demais.

Sabine será para todo o sempre uma lenda. Uma Rainha, a eterna Rainha do Nürburgring. Com autoridade, venceu as 24h no Nordschleleife duas vezes e ganhou uma legião de súditos que se aparvalharam com seus feitos no mais desafiador circuito da história do automobilismo em qualquer tempo.

Guiando – e muito bem – de um tudo (mas um tudo, mesmo!), Sabine era endiabrada nos melhores dias e principalmente conhecia cada metro de pista, cada curva, salto, perigo, referência, enfim, a porra toda, como ninguém.

Esses vídeos abaixo são sensacionais. Em participação no programa Top Gear da BBC, ela aceitou o desafio de tentar fazer o Ring com uma Van Ford Transit em 10 minutos.

Essa mulher era genial ou não, pessoal?

E ainda tem uma macharada que se acha no direito de mandar mulher pilotar fogão e dizer que lugar do sexo feminino é fora da pista. Tristes são essas pessoas que não têm discernimento. Mulher pode ser o que ela quiser. Principalmente, ser um ponto fora da curva no esporte a motor.

Sabine Schmitz era um ponto fora da curva. Aceitem, que dói menos.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

1 Comentário

  • Essa volta com a Transit é assustadora. Rainha Sabine pilotava muito. E isso surgiu, se não me engano, em uma entrevista dela a Jeremy Clarkson, quando ele mostrou que fez a volta no Inferno verde em 9:59 em um Jaguar. Ela disse que faria esse tempo numa van, e quase conseguiu. Depois, pegou o mesmo Jaguar do Clarkson e fez em 9:12. O próprio Clarkson falou que era uma pilotagem muito mais do que impressionante. Vai deixar saudade.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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