Queda dupla

Q
Nada de Melbourne e nem Phillip Island: tanto a prova de Fórmula 1 quanto a de MotoGP não acontecerão em território australiano neste ano

RIO DE JANEIRO – Madrugada de segunda para terça-feira, mas devido ao fuso horário acaba de chegar uma notícia não muito boa para os fãs de Fórmula 1 e MotoGP: acaba de ser anunciado o cancelamento do GP da Austrália em ambas as competições.

A AGPC (Australian Grand Prix Corporation), que por contrato com a Dorna Sports e a Formula 1, representada por FOM e Liberty Media, organiza as duas provas em Melbourne e Phillip Island, deliberou em conjunto com todos os citados, mais o governo do estado de Victoria e decidiu-se pela saída do país dos calendários de F1 e Motovelocidade por conta das restrições e dos desafios de logística que dificilmente seriam cumpridos por conta dos protocolos do Covid-19.

Na Fórmula 1, o GP da Austrália deixa de ser realizado pelo segundo ano consecutivo – ano passado, foi o primeiro evento efetivamente cancelado por conta de um surto de Covid e a temporada 2020 demorou quatro meses depois daquela situação para finalmente se iniciar.

Para o público local, perder a MotoGP foi um baque. As campanhas de Jack Miller na categoria principal e de Remy Gardner na Moto2 certamente iriam empolgar os torcedores a comparecer em excelente número à seletiva pista de Phillip Island.

Como efeito da saída australiana do campeonato, a Motovelocidade realizará no Algarve mais um evento e também foi adiantada a data da Malásia em uma semana.

Resta saber o que farão FOM e Liberty Media, uma vez que a tendência é que outros países em breve tenham seus eventos cancelados. O Canadá já caiu, Singapura também está fora e agora, a Austrália. Curioso notar que a Turquia também teria tido sua corrida cancelada, mas com a mudança de data para 3 de outubro será possível fazer o evento em Istambul.

A pergunta de 1 milhão de dólares é: quem substituirár o GP da Austrália? Ou será ‘entubado’ um calendário de menos que os 23 eventos anteriormente previstos – o que pode atrapalhar Lewis Hamilton mais para a frente.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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