24h de Le Mans: Toyota sua o macacão e leva o TL1

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RIO DE JANEIRO – Começou a 90ª edição das 24h de Le Mans e já tivemos o primeiro treino livre como preparação para a sessão classificatória – e as dificuldades para algumas trincas e equipes também já começaram. A Toyota, por exemplo, se viu obrigada a se esforçar mais do que o esperado: fez o melhor tempo da sessão inaugural com Brendon Hartley virando 3’29″441 a bordo do GR010 Hybrid #8, mas a que preço: durante a maior parte das três horas de pista aberta, a melhor volta foi dos Glickenhaus, que apareceram em 1-2.

No fim de tudo, Franck Mailleux levou o #709 – que não marca pontos pelo WEC – a ficar a 0″476 do Toyota líder, seguido por Pipo Derani no #708, com a melhor volta do brasileiro em 3’30″102.

Dois dos cinco Hypercars, justamente os dois carros com vitória no FIA WEC 2022 – o Toyota #7 e o Alpine, que enfrentou uma falha no sistema de direção – antes disto, André Negrão fez a melhor passagem do carro em 3’32″075 -, ficaram atrás do melhor entre os 27 LMP2 inscritos: o #23 da United Autosports.

No fim do treino, Alex Lynn cravou uma volta voadora em 3’30″238, menos de um segundo pior que o Hypercar líder da sessão. O britânico andou mais de um segundo abaixo da marca da Jota com o #38 guiado pelo português Antonio Félix da Costa. Robert Kubica fez o 3º melhor tempo para a Prema Orlen Team – 3’31″881.

Felipe Nasr foi o autor da melhor volta do #5 do Team Penske no retorno do time estadunidense à Sarthe após meio século ausente. O brasileiro virou em 3’33″213, 15º tempo geral e décimo na classe. Na Inter Europol Competition, de engenheiro novo no carro #43 após os problemas em Imola, Fabio Scherer estabeleceu a melhor volta do protótipo no TL1 em 3’34″292 – Pietro Fittipaldi completou 19 voltas, a mais rápida delas em 3’36″133.

Entre os LMP2 Pro-Am, a TDS Racing x Vaillante foi a mais rápida com o helvético Mathias Beche em 3’32″536, seguido dos dois carros da Algarve Pro Racing.

A Corvette fez 1-2 entre os LMGTE-PRO, numa sessão onde a Ferrari #51 que tem entre os inscritos o brasileiro Daniel Serra, praticamente andou. Com um insolúvel problema mecânico (que obrigou à troca do motor), o carro da AF Corse passou quase o tempo inteiro na garagem e sobre cavaletes. Mas a equipe colocou o carro na pista no finalzinho e James Calado deu quatro voltas, nenhuma abaixo de 4min.

Os rivais nada têm a ver com isso e Antonio Garcia fez o tempo de referência em 3’53″250, 0″120 abaixo do companheiro de equipe Tommy Milner. Gimmi Bruni fez a melhor volta dos Porsche oficiais de fábrica e a Riley Motorsports, do brasileiro Felipe Fraga, ficou em 6º com a marca de 3’54″601 estabelecida por Sam Bird. Fraga deu somente três voltas – Shane Van Gisbergen, que ainda precisa se adaptar mais à pista, foi o que mais andou no TL1 – 15 voltas.

Na LMGTE-AM, deu 1-2 de Porsches: Julien Andlauer pôs o #79 da Weathertech Racing no topo entre os 23 inscritos com a marca de 3’55″082, contra 3’55″941 do britânico Ben Barker, da GR Racing. Marco Sorensen levou a TF Sport ao 3º posto com 3’55″997.

O treino livre apresentou alguns incidentes, entre eles uma batida do #45 da Algarve Pro Racing com o novato estadunidense Steven Thomas a bordo, danificando a seção dianteira do protótipo ao colidir com as barreiras da chicane Ford. Também saíram da pista, mas sem gravidade, o Porsche #88 da Dempsey-Proton Racing e o #56 do Team Project 1, o #24 da Nielsen Racing com Rodrigo Sales e o #32 do Team WRT, com Rolf Ineichen. Outro carro com falha técnica foi o #10 da Vector Sport, que ficou parado nos Esses antes de Tertre Rouge.

Às 14h, os carros voltam à pista para a sessão classificatória com 1h de duração que definirá os 23 carros participantes da Hyperpole – 23 porque a Hypercar só tem cinco inscritos e nas demais divisões entram os seis mais velozes.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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