Porsche já tem primeiros times clientes no WEC e IMSA

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RIO DE JANEIRO – Vinte e quatro horas após o anúncio formal da equipe Porsche-Penske Motorsport com o novo protótipo 963 construído para o regulamento LMDh e que estará na série IMSA dos EUA e no WEC – logicamente, também nas 24h de Le Mans – a casa de Weissach já confirmou dois times clientes para 2023 – um em cada campeonato.

Descartada pela Cadillac, a JDC-Miller já negociou o leasing de um protótipo para se juntar à Penske na batalha contra os times concorrentes que vão de Acura, BMW e Cadillac no próximo ano. Contudo, a operação pode não começar já na abertura do campeonato em janeiro, com as 24h de Daytona, marcadas para 28 e 29 daquele mês.

O CEO da Porsche North America Volker Holzmeyer disse que é uma questão de ‘prioridades’. Logicamente os carros oficiais ficarão prontos primeiro e o protótipo ainda está em desenvolvimento – aliás, estreia nas 8h do Bahrein válidas pelo WEC este ano, como ‘hors-concours’, sem direito a pontos.

Se a homologação atrasar, é claro que a JDC-Miller pagará um preço. Afora o custo alto do leasing dos equipamentos – US$ 2,9 milhões (R$ 15,2 milhões).

Para a segunda equipe cliente anunciada durante o Goodwood Festival of Speed, a maré será melhor porque o WEC deve ter início em março: a Jota Sport de Simon Dolan, Sam Highnett e David Clarke foi escolhida como um dos times clientes no Mundial de Endurance.

O running será feito em parceria com a Singer Group e o principal patrocinador será a Hertz, a famosa companhia de aluguel de automóveis. O português Antonio Félix da Costa, que compete pela escuderia na LMP2 – e venceu este ano as 24h de Le Mans na divisão junto a Will Stevens e Roberto González – é um potencial candidato a um dos assentos, já que na Hypercar, em princípio, só podem ser inscritos pilotos ouro ou platina.

Quanto aos outros dois 963 que serão entregues a times privados – sendo mais um na IMSA e outro no WEC – aguardemos…

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

4 Comentários

  • Oi Rodrigo. Tudo bem?
    Você se importa de me tirar uma dúvida (se puder)?

    Por que os pilotos estão sempre se “virando do avesso” para correr na Formula 1?

    Muitas vezes, nós vemos pilotos que esperam anos a sonhada vaga na F1, levam caminhões de dinheiro para ter UMA oportunidade de correr na F1, e depois ficam anos correndo em equipes que nunca o tornarão um campeão.

    Veja o Pierre Gasly, por exemplo:
    Um piloto muito talentoso, que faz milagres na Alpha Tauri, mas não tem chances de correr numa equipe de ponta.

    Por que ele prefere a Formula 1 ao invés de ir para o endurance, o DTM, NASCAR, ou qualquer outra categoria em que tenha mais chances de Vitória?

    O caso de Gasly é o mesmo de vários pilotos que passam anos em equipes menores da F1, ao invés de tentar o sucesso em outra categoria.

    Você sabe por que os pilotos querem tanto a Formula 1 (mesmo que seja pra perder)?

    • Porque a Fórmula 1 é o topo.

      Apesar de a gente saber quem normalmente vence, é a categoria de maior visiblidade do motorsport. Isso é muito óbvio. É o topo. Eu sei e você sabe que existe vida fora dela, mas quando a oportunidade surge para o piloto, ele vai desperdiçar?

      O Gasly, na sua opinião, não tem chances de correr numa equipe de ponta. Mas nunca se sabe da vida daqui pra frente, não é mesmo?

      Olha o Ricciardo a decepção que ele vem sendo… e ele correu em equipe de ponta e venceu. E aí?

  • WEC e IMSA em 2023 prometem.
    Nos 50 anos da participação de José Carlos Pace a Ferrari poderia ter Daniel Serra.
    A Império poderia patrocinar a transmissão do WEC e/ou IMSA com Rodrigo Mattar nos comentários e Jefferson Kern na transmissão.

    • Acho difícil que o Daniel Serra venha para o programa Hypercar. Já tem 38 anos. Nem foi cogitado para testar o LMP2 e ser avaliado. É mais provável que a marca o segure para os programas GT Competizioni – porque precisará muito dele em 2023.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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