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11 de novembro de 2014 - 10:20Automobilismo Nacional

Alguma dúvida?

RIO DE JANEIRO - Começamos a terça-feira com uma notícia nem um pouco surpreendente: a construção do substituto do Autódromo de Jacarepaguá, que deveria ser erguido em Deodoro como substituição às instalações extintas para que fosse erguido o Parque Olímpico para a Rio 2016, está suspensa por tempo indeterminado.

A promessa, previsão, seja lá o que for, é que tais instalações deveriam estar prontas em 2012. Agora, não há mais prazo. Depois, não reclamem quando Felipe Massa, que apadrinhou o Racing Festival, extinto após apenas duas temporadas, fala algumas verdades – como aconteceu ontem, num programa de televisão.

“Sabe como está o automobilismo brasileiro? Zero. Não tem categoria e não tem ajuda”.

Massa está coberto de razão.

E, sem autódromos, como ter automobilismo?

Pelo visto, a situação no Rio de Janeiro não vai mudar. O diretor jurídico da CBA, Felippe Zeraik, expõe os fatos.

‘O novo autódromo corre risco’

Felipe Zeraik
Diretor Jurídico da CBA

A CBA também entrou com uma petição na Justiça Federal para cassar a liminar, mas estamos em compasso de espera. Até porque a Justiça Federal não prima pela celeridade.

Mas  a verdade é que o novo autódromo corre risco de não sair do papel. Principalmente porque o prefeito do Rio (Eduardo Paes) não demonstra mais nenhum interesse em construí-lo.

Assim que conseguiu iniciar a destruição do Autódromo Internacional Nelson Piquet para erguer o Parque Olímpico, o Paes se afastou de todo o processo.

O prefeito poderia, por exemplo, apontar uma outra solução, como a mudança do local, apresentar um outro terreno.

A comunidade automobilística está revoltada porque ficou só na promessa. Se não tomar cuidado, viro alvo de pneus. Só que, infelizmente, resolver essa questão não depende de nós.

Cabe observar o seguinte: a CBA, quando teve que resolver alguma coisa – e me refiro à sobrevivência do Autódromo de Jacarepaguá – não resolveu. Mas nós sabemos também que o sr. Eduardo Paes não quer saber de construir uma nova pista e há quem diga que ele vai empurrar essa para o fim do seu mandato – em 2016 – e entregar a bomba ao seu sucessor.

Até lá, só nos resta lamentar.

Alguma dúvida de que Deodoro nunca sairá do papel?

14 comentários

  1. Xará, conversando uns anos atrás com um pessoal aí do Rio eles me contaram que não tem como construir nada em Deodoro devido a um incêndio que ocorreu em um paiol de armas no passado e que espalhou munição e explosivos por todo o terreno. Isso já teria até feito vítimas num treinamento do exército. Só a grana para a limpeza desse terreno impede qualquer coisa….
    Imagina fotografo andando pela pista e de repente KABUMMM

    • Rodrigo Mattar disse:

      Eu sei da história do paiol e da explosão, xará. Agora, é de uma desfaçatez incrível o Ministério do Esporte aceitar um terreno nessas condições, porque a “construção” de Deodoro começou com a esfera federal envolvida na história. Agora, todo mundo tira o seu da reta. Principalmente o alcaide do RJ.

      • Renato F1 disse:

        Prezados Rodrigos

        Ocorre que, no caso de Deodoro, fizeram de sacanagem, a meu ver. A área utilizada pelo Exército é de mata fechada. A construção de um autódromo ali necessariamente obrigaria a desmatar aquela área (seriam milhares de árvores derrubadas). O que iria ocorrer é que as escavadeiras e os tratores iriam voar a todo tempo naquela área (tirando o risco de ferir alguém, eu adoraria ver uma escavadeira dessas construtoras sem-vergonha acertar uma minha e voar).

        Mas, curioso é que existe, no outro lado da linha férrea, um terreno, de tamanho semelhante, mais próximo ainda da pista de pouso do Exército (que foi um dos argumentos para a escolha do local), já degradada (isto é, sem árvores a retirar), que poderia ser utilizado para a construção do autódromo. Aí eu pergunto a vocês: qual dos dois terrenos é mais fácil obter a licença ambiental para instalação: um terreno de mata fechada e cheio de bombas e minas, ou um terreno descampado e limpo?

        Tem caroço nesse angu! Mas muito caroço mesmo!!!

  2. Carlos Pereira disse:

    Muito bonitinha a exposição dos fatos juridicamente pela CBA.
    Por que eles não se mexem e constroem eles mesmos um autódromo.
    Tirar dinheiro do bolso dos contribuintes é bom né ?

  3. Alvaro Ferreira disse:

    E quem acredita em palavra de político?!?!? Ou espera alguma coisa desse pessoal da CBA?
    Nosso automobilismo, quem te viu e quem te vê… Fica até parecendo que a gente é daqueles saudosistas chatos, mas a comparação entre os cenários de 20, 30 e até 40 anos atrás com a realidade atual é de doer!

  4. Alexandre Soucha disse:

    Isso me deixa num ódio tão grande que se dependesse de mim,mandaria implodir o Maracanã só pra ter corrida no Rio num circuito de rua!!!

  5. Fernando Lima disse:

    Com exceção de alguns poucos, como o blogueiro aqui, grande parte não se manifestou na ocasião da destruição de Jacarepagua, inclusive os pilotos, até parece que não sabiam que o governo não estava nem ai para o automobilismo??

    • Como se manifestação de pilotos tivesse alguma relevância e importância a ponto de convencer governantes a voltar atrás em suas decisões. Manifestações são importantes, mas geralmente são levadas em consideração para causas mais nobres, que afetem a vida da sociedade como um todo, e não de uma parcela dela.

      Automobilismo é legal, mas, sejamos sinceros, ter um autódromo na cidade não traz benefícios diretos no curto ou médio prazos, ainda mais quando se sabe que a pista é, na maior parte do ano, usada apenas para eventos de pequeno porte.

  6. Marcos Sabino disse:

    Fala sério que vocês acreditam que algum dia vai sair algum autódromo em Deodoro ou em qualquer lugar no Rio. Tá na cara que a coisa já foi feita pra não ter autódromo algum, ou vocês acham que não sabiam da impossibilidade de se fazer qualquer coisa naquele terreno quando o escolheram?

  7. É sério que até hoje comentam sobre isso? Digo, ainda há quem acredite que um dia o Rio de Janeiro voltará a ter um autódromo? Acordem, pessoal! Foi lamentável o que houve com Jacarepaguá, mas alimentar essa ilusão só serve para aumentar a ansiedade de quem ainda acredita nessa lorota. O automobilismo no Brasil está morto. No Rio, já está enterrado.

  8. Marcelo Cerqueira disse:

    Em Sochi , na Russia, o autódromo faz parte do parque olímpico. Porque voltar para Jacarepagua?

    • Robertom disse:

      Não existirá parque olímpico, depois do evento toda aquela área será transformada em condomínios residenciais, o maior conluio que já vi acontecer na maior cara dura, onde políticos cartolas e construtores associados simplesmente roubaram Jacarepaguá.

  9. Minha coluna de automobilismo desta semana também é sobre esse assunto. Podem conferir em http://www.pista-e-box.blogspot.com.br. O Brasil realmente não é um país sério…

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