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28 de janeiro de 2016 - 16:58Fórmula 1

Deu ruim

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RIO DE JANEIRO - Deu na Autosport britânica: os dias do venezuelano Pastor Maldonado na Fórmula 1 podem estar contados. A Renault, que absorveu a estrutura da Lotus para a temporada deste ano, não teria entrado em acordo com a PDVSA, patrocinadora do tresloucado piloto.

Assim, o caminho estaria aberto para Kevin Magnussen, dispensado pela McLaren – e que treinou com um protótipo Porsche 919 Hybrid LMP1 do WEC, no fim do ano passado – substituir Pastor na Régie em 2016 e formar a dupla com Jolyon Palmer – que não está ameaçado de perder sua vaga. O anúncio seria feito no próximo dia 3, quando a Renault divulga seu estafe e os planos de trabalho para o campeonato deste ano.

Maldonado, que venceu uma corrida na categoria (GP da Espanha, em 2012), disputou 95 GPs por Williams e Lotus. Além de ganhar a pecha de piloto trapalhão  - também pudera, se envolveu em 13 acidentes nas 32 provas que abandonou, tem a antipatia de muita gente pelos milhões de dólares despejados pela PDVSA, que pagou sua carreira desde que o piloto despontou na antiga World Series by Renault. Em suma: um pay driver, aquele que paga para correr. E isso rendeu até um debate nas redes sociais, hoje.

Mas em tempos bicudos, infelizmente os pay drivers são hoje um mal necessário para o automobilismo. Muitos deles sustentam equipes inteiras e até há subdivisões de categorias em que os pilotos menos graduados têm chance de competir. E esse negócio de piloto pagante existe desde que o mundo é mundo. Claro que em tempos idos, o esporte era bem mais barato e por qualquer US$ 10 mil um bom piloto alugava um carro de Fórmula 1 e tinha a oportunidade de guiar um bólido da categoria máxima. Longe de mim defender o venezuelano, mas Maldonado – principalmente no Brasil – paga o pato porque existe uma rejeição à filosofia chavista de governo, que não só incentivou Pastor como também a uma dezena de outros nomes do país, hoje sem chances no esporte justamente porque a fonte teria secado.

Dinheiro não compra talento mas, às vezes, talento vem acompanhado de alguma graninha. Não se iludam: Nelson Piquet, no início de carreira na Brabham, foi pay driver. Só assinou seu primeiro contrato, ganhando bem, em 1981. E até Michael Schumacher teve sua vaga para guiar na Jordan comprada – por US$ 300 mil, dizem – pela Mercedes-Benz, marca que o alemão defendia no World Sportscar Championship.

Ah… e alguém reclamou quando Satoru Nakajima levou os motores Honda para Ayrton Senna correr com eles na Lotus?

10 comentários

  1. Gabriel Medina, O outro disse:

    Uma ótima notícia para o esporte, uma péssima notícia para os fornecedores de fibra de carbono!

  2. Sugiro levantar as estatísticas para o duelo DeCésaris x Maldonado

    ehehhehehehe

    Nos custos dá Maldonado disparado pois o DeCésaris usava alumínio e fibra de vidro na maior estilo Fórmula Ford que ainda andam muito aqui no RS, com o nome de Fórmula RS inclusive com as 1.8 do RJ ou de SP, além da Fórmula Junior… Felizmente não temos DeCésaris nem Maldonados por aqui… ainda… hehehehehehehehhe

    • Rodrigo Mattar disse:

      De Crasheris bateu 39 vezes em 208 corridas que disputou.

    • Pedro Araújo disse:

      Bem lembrado! Venho (re)vendo corridas do início dos anos 80, e o De Cesaris era bem trapalhão mesmo.

      O Piquet já até citou o cara falando sobre como é ruim largar no pelotão de trás: “aí você olha pro lado e é o De Césaris largado junto com você…”

  3. Leonardo Silva Conrado disse:

    Esse pastor, deveria estar longe da F1, faz tempo, péssimo piloto, e sendo padronizado pelo dinheiro da estatal venezuelana PDVSA, dinheiro que deveria estar sendo investido na população Venezuela, que sofre com essa ditadura ridícula criada por Hugo Chávez e agora sendo conduzida pelo Maduro. Acho que a F1, deveria escolher pilotos pagantes que tenham algum histórico de vitórias e títulos em alguma categoria de acesso a F1, não ficar escolhendo qualquer um que apresente uma grande quantia de dinheiro, mas que não apresente uma boa qualidade como piloto.

    • alexandre disse:

      Ai temos q decidir, pois o Maldondo foi campeao da GP2 e sempre nos anos anteriores na GP2 e na 3.5 by Renault, apesar das birutices dele sempre teve vitorias, Na GP2 os proprios pilotos diziam que era dificil bater ele

  4. hélio cavalcanti disse:

    Caro Rodrigo: finalmente alguém fala a verdade….piloto pago na F1 existe desde o seu início oficial em 1950….até antes….Essa conversa fiada que muita gente engabela de que é coisa nova sempre me revoltou. Vencer no automobilismo não é fácil e para os pilotos brasileiros mais difícil ainda. Tem-se sempre muitas histórias de injustiças, é verdade, mas é um esporte caro e aquele que é talentoso e rico sofre tb….exemplo clássico foi o Peter Revlon (Revson), só para iniciar….Principe Bira, F. Cevert, pode-se citar muitos pilotos ricos e talentosos.

    Por isso que hj vejo o automobilismo até mais democrático….existem realmente pilotos de quase todas as regiões do planeta….pior era antigamente que se chamava campeonato mundial e só tinha piloto europeu!!!!!!!

  5. Douglas disse:

    O pior é que fará falta, é muito bom acompanhar o Maldonado nas corridas, sempre uma emoção a mais. Mesmo com os acidentes, não dá para dizer que o piloto não é arrojado.

  6. Ari disse:

    olha ele não é um novo shumacher, mas também não é tão ruim como dizem, infelizmente um sul-americano a menos na f1,

  7. Marchi disse:

    Na minha opinião – uma pena. Ruim? Não mesmo! Atrapalho? Bastante! Ele venceu uma corrida com um carro improvável o que me leva a crer que nunca faltou velocidade, apenas juízo para manter o carro na posição possível para aquele equipamento.

    O Venezuelano é um piloto fora do trilho do trenzinho da F1 como poucos. Magnussen vai ser apenas mais um vagão alinhado no pelotão intermediário. Quando pedem por um piloto com aquele velho discurso diplomático “o objetivo é somar pontos”, não reclamem que a categoria é chata.

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