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4 de abril de 2016 - 14:30WTCC

Tudo como dantes…

AUTO - WTCC PAUL RICARD 2016

O bicampeão Pechito López começou com tudo: pior para os adversários…

RIO DE JANEIRO - Mudam carros, pilotos e equipes. Mas não o piloto a ser batido no Mundial de Carros de Turismo, o WTCC: o argentino José María López já sai da rodada dupla de Paul Ricard com a liderança debaixo do braço. O atual bicampeão da categoria começa muito forte em busca do tri, no último ano de envolvimento da Citroën como fabricante na competição.

Nem mesmo os 80 kg adicionais ao C-Elysée oficial de fábrica por conta do título de 2015 foram capazes de impedir mais um triunfo do piloto, o 22º num total de 51 provas que disputou no certame. López saiu da pole position na “Main Race” do fim de semana e teve trabalho com o português Tiago Monteiro, que meteu um sufoco danado no “hermano”: a diferença na quadriculada foi de apenas 0″284. Norbert Michelisz chegou ao fim da disputa em terceiro, com Yvan Muller em quarto e Nicky Catsburg em quinto.

Uma amostra de que a Honda, após dois anos como coadjuvante, vem para a briga, foi a vitória – a primeira em dois anos – do britânico Rob Huff em sua estreia oficial pelo construtor japonês. O piloto de 36 anos ganhou com autoridade e fez a volta mais rápida da corrida #1 – e ele só não se saiu melhor na prova #2 porque rodou em consequência de um toque do francês Hugo Valente, da Lada. Os resultados deixam Huff em 3º na tabela, a cinco pontos de López e quatro de Monteiro. Michelisz foi o único a conquistar dois pódios na rodada de Paul Ricard, escudando o Citroën não-oficial do marroquino Mehdi Bennani, que teve boa atuação.

Na estreia do seu modelo S60 inscrito pela Polestar Cyan Racing, a Volvo conseguiu pontuar: chegou em 7º na primeira prova com Thed Björk vindo da última posição do grid após a exclusão sofrida por irregularidades verificadas na vistoria técnica. Frëdrik Ëkblom faturou o pontinho do 10º posto na corrida de fundo.

A próxima etapa, na Eslováquia, já deve contar com mais carros, uma vez que o grid em Paul Ricard teve somente 16 pilotos: a Nika Racing, que trocou de equipamento de última hora (passou da Honda para a Chevrolet) não pôde competir e estreará na pista do Slovakia Ring com John Bryant-Meisner. A Zengö Motorsport, da Hungria, também não participou da rodada inaugural e seus pilotos Férenc Ficza e Daniel Nagy deverão finalmente fazer sua primeira aparição na próxima etapa do campeonato.

Resultado da prova #1:

1 – Rob Huff (Honda Civic) – Honda JAS – 16 voltas em 24’26″764
2 – Mehdi Bennani (Citroen C-Elysée) – Loeb – 2″184
3 – Norbert Michelisz (Honda Civic) – Honda JAS – 6″737
4 – Tiago Monteiro (Honda Civic) – Honda JAS – 7″911
5 – Hugo Valente (Lada Vesta) – Lada – 12″554
6 – José María López (Citroen C-Elysée) – Citroen – 12″955
7 – Thed Björk (Volvo S60) – Polestar – 22″162
8 – Nicky Catsburg (Lada Vesta) – Lada – 23″708
9 – Tom Coronel (Chevrolet Cruze) – ROAL – 24″892
10 – Grégoire Demoustier (Citroen C-Elysée) – Citroen – 25″738

Resultado da prova #2:

1 – Jose Maria Lopez (Citroen C-Elysée) – Citroen – 17 voltas em 25’53″030
2 – Tiago Monteiro (Honda Civic) – Honda JAS – 0″284
3 – Norbert Michelisz (Honda Civic) – Honda JAS – 3″111
4 – Yvan Muller (Citroen C-Elysée) – Citroen – 8″652
5 – Nicky Catsburg (Lada Vesta) – Lada – 9″814
6 – Rob Huff (Honda Civic) – Honda JAS – 19″934
7 – Hugo Valente (Lada Vesta) – Lada – 21″792
8 – Mehdi Bennani (Citroen C-Elysée) – Loeb – 22″130
9 – Tom Chilton (Citroen C-Elysée) – Loeb – 22″389
10 – Frëdrik Ëkblom (Volvo S60) – Polestar – 27″554

Classificação do campeonato após a primeira rodada:

1. José María López – 38 pontos
2. Tiago Monteiro – 34
3. Rob Huff – 33
4. Norbert Michelisz – 30
5. Mehdi Bennani – 22
6. Hugo Valente – 16
7. Yvan Muller e Nicky Catsburg – 15
9. Thed Björk – 6
10. Tom Coronel – 4
11. Tom Chilton – 2
12. Grégoire Demoustier e Frëdrik Ëkblom – 1

6 comentários

  1. Fernando Kesnault disse:

    O cara pilota muito e ainda tem uma cabeça boa….

  2. Marcelo Ivo Melo Vanderlinde disse:

    Qual o próximo passo na carreira do José María López?
    O WTCC me parece um campeonato de segunda linha e decadente.

  3. Fernando Silva disse:

    Com certeza uma boa parcela deste domínio do hermano se deve ao bom automobilismo nacional na Argentina, que aparenta ser muito, mas muito melhor gerido que o nosso…e creio também que o WTCC já esteja pequeno para ele até o fim desta temporada…imagina o “Pexito” guiando um LMGTE do WEC…

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