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27 de janeiro de 2017 - 11:13Fórmula 1

#RIPManor

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Game Over: o pontinho conquistado por Pascal Wehrlein no GP da Áustria não deu em nada e a Manor, sem dinheiro, quebrou e está fora da Fórmula 1 em 2017 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

RIO DE JANEIRO - Fim da linha para a última das equipes pequenas que surgiram daquele estranho processo aberto pelo Max Mosley antes de deixar a presidência da FIA. A Manor, que já foi Virgin e também Marussia, não vai disputar o Mundial de Fórmula 1 em 2017.

Em resumo: a equipe quebrou. Não conseguiram alguém para botar a casa em ordem. O prazo venceu há uma semana e 212 empregados estão no olho da rua. Sem falar que havia gente boa por lá: Dave Ryan na chefia de operações e Nikolas Tombazis e Pat Fry na engenharia. O que faltava era dinheiro. E a perda do 10º lugar no Mundial de Construtores para a Sauber foi a pá de cal para o futuro da Manor. E assim, o grid do campeonato deste ano terá apenas 20 carros – com todas as vagas já preenchidas.

Pois é, e depois a gente se pergunta por que a Fórmula 1 não é mais para os pequenos. A HRT – que era uma piada – quebrou primeiro. O grupo Caterham bem que tentou, mas também fracassou. A Manor, fundada por John Booth (hoje no WEC), passou de mão em mão. Teve Richard Branson como investidor, depois foi chefiada pelo russo Nikolaj Fomenko e, mais recentemente, por Stephen Fitzpatrick antes de cessar definitivamente suas operações.

É uma pena, pois eu acho que em todo o esporte deve existir essa dicotomia entre time grande e time pequeno. Mas, assim como no futebol, que vem perdendo clubes de alguma tradição como Portuguesa e América, apequenados pelo distanciamento criado pela TV Globo e pela CBF, a Formula One Management (FOM) sob o comando de Bernie Ecclestone foi extremamente maléfica com os times pequenos da F1. E o regulamento técnico também. Os carros são praticamente inquebráveis. Que automobilismo é esse em que ninguém quebra?

A ironia do destino é que justamente o piloto que fez os pontos que salvaram a pátria da Sauber fica agora sem carro para a temporada 2017. Preterido em nome de Pascal Wehrlein – que veio logo da Manor – Felipe Nasr tinha ali sua única esperança de figurar no grid deste ano.

Tinha. Não tem mais.

7 comentários

  1. João Ferreira disse:

    Rodrigo, a Manor vai continuar com o programa de protótipos na WEC?

  2. Leandro disse:

    A Liberty Media precisa arrumar uma forma urgente de aumentar o grid da F-1, apenas 20 carros formam um grid muito pobre para o tamanho. Talvez a saída seja liberar o terceiro carro (custaria muito um terceiro carro? Permitir que ele corra com cores diferentes, como na F-Indy, na Nascar, poderia atrair mais patrocinadores?). Aliás, parece que Bernie está colocando planejando uma categoria paralela à F-1, ironicamente com um custo menor que o da F-1.

  3. Marchi disse:

    Motores híbridos caros demais, lacre no desenvolvimento, pouca alternativas para serem exploradas nas regras engessadas. Dar o pulo do gato é algo praticamente impossível nos últimos anos da F1. Ser pequeno na atual circunstância não é viável.

    Tem que fazer que nem a Haas. Por que ninguém fala da Haas? Acho que eles podem surpreender este ano.

    • luigi disse:

      Caro Marchi , a Haas tem uma história no automobilismo americano,não surgiu do nada , tem experiência em competições automobilísticas ,embora os americanos tenham outra visão sobre automobilismo (para eles é mais Show e diversão ,onde resultados as vezes são mais lotéricos do que técnico) mas mesmo assim eles tem ter carros e pilotos competitivos para poder ganharem as corridas que não sejam lotéricas, e a Haas sempre mostrou competência neste aspecto.E você por acaso sabe o que esta por traz no nome Haas, o que dá suporte a equipe de F 1 é a Haas Automation, que você deveria pesquisar e saber o que eles fazem e muito bem e se você ainda não sabe Gene Haas não é um completo estranho no ninho dos engenheiros aeronáuticos que trabalham na F 1 ,pois ele também tem graduação em engenharia,e quando muito jovem trabalhou na indústria aeroespacial ,precisamente na Lockheed que fabrica preferencialmente aviões militares de combate e só depois fundou sua empresa, que começou pequena e cresceu graças a sua capacidade criativa e gestora..
      Um bom domingo a todos e uma nova semana de conquistas ,paz e saúde.

      • Marchi disse:

        Eu conheço a Haas, Luigi. Só disse que eles souberam entrar na F1 (com suporte da Ferrari) e não apenas rodaram a roda da fortuna e torceram para ser premiados.

        E outra: história e competência não garantem bons frutos onde a competição tecnológica é selvagem.

  4. Victor disse:

    Quer equipe pequena mas os chama de piada? Calma lá que nem todos são uma Haas da vida que nada faz no próprio carro.

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