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13 de junho de 2017 - 19:10Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (371)

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RIO DE JANEIRO - A imagem acima é um momento histórico em que dois craques do automobilismo dos EUA estouram com o maior prazer do mundo uma garrafa de Moët & Chandon na comemoração de uma vitória: são nada mais nada menos que Daniel Sexton “Dan” Gurney e Anthony Joseph “A.J.” Foyt, celebrando o triunfo da dupla nas 24 Horas de Le Mans em 1967 – o segundo de quatro conquistados pelos lendários modelos Ford que desaguaram no mítico GT40,

A história nos mostra que a dupla estadunidense, escalada no Ford Mk IV #1 de cor vermelha, não era de longe a eleita da Shelby American Inc. para a vitória: havia o amarelo #2 para Bruce McLaren/Mark Donohue e outros dois bólidos inscritos via Holman & Moody para Lucien Bianchi/Mario Andretti e Denny Hulme/Bruce McLaren. Outros Ford, só que do modelo Mk II de 1966, também foram inscritos mas não tinham tanta chance.

A missão da Ford era a mesma do ano anterior: trucidar a Ferrari. Ordem de Henri Ford II quando a turma de Detroit recebeu um “va fan culo” de Enzo Ferrari e outros epítetos quando os ianques tentaram assumir o Reparto Corse do construtor italiano. História mais ou menos contada aqui.

Os italianos tinham o seguinte time: Günther Klass/Peter Sutcliffe no carro #19; o vencedor de 1966 Chris Amon junto a Nino Vaccarella no #20 e Lodovico Scarfiotti/Mike Parkes no #21. Todos a bordo das lindíssimas 330 P4 ou P3/4, com seus motores de 12 cilindros e 4 litros de capacidade cúbica.

Dan-Gurney-AJ-Foyt-Le-Mans-GT40-MarkIV-1967

O #1 fez a pole position no treino classificatório (média de 237,082 km/h na época) e com o status de “coelho”, o carro de Foyt/Gurney largou claramente para provocar a quebra dos rivais. E não é que deu certo? Amon/Vaccarella desistiram. Klass/Sutcliffe também quebraram. O carro de Scarfiotti/Parkes se atrasou e perdeu quatro voltas. Mas o Ford amarelo de Donohue/McLaren também teve problemas. O caminho então ficou aberto para o Ford “coelho” conquistar uma vitória histórica.

Foyt/Gurney fecharam a prova em Sarthe com 388 voltas percorridas no total de 5.232,900 km (recorde batido em 1971 por Helmut Marko/Gijs Van Lennep), a uma média horária de 218,038 km/h.

Há 50 anos, direto do túnel do tempo.

5 comentários

  1. Leandro 440 Magnum disse:

    Se o povo acha impressionante a tal triplice coroa(monaco/indy500/Le Mans 24), imagina o que o Super Tex conseguiu (Daytona 500/Daytona 24/indy500/Le Mans 24)

  2. Julio Cesar Gaudioso disse:

    Vale destacar que ali também começou a tradição da champanhe no pódio.

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