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13 de setembro de 2017 - 16:13Fórmula Indy

Fechado com a Foyt

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RIO DE JANEIRO - Fora dos planos da Chip Ganassi Racing para a temporada 2018 da Fórmula Indy, Tony Kanaan garante a presença de pelo menos um piloto brasileiro no grid da categoria estadunidense de monopostos ao acertar seu ingresso na equipe de uma autêntica lenda viva do automobilismo mundial: o baiano de 42 anos será um dos contratados de Anthony Joseph (A.J.) Foyt para o próximo ano.

Tony assinou para todo o próximo campeonato com opção de renovação por mais um período. Será a 21ª temporada do piloto brasileiro na competição, defendendo ao longo de todo esse tempo os times Tasman Motorsports (1998), Forsythe (1999), Morris Nunn Racing (2000-2002), Andretti (2003-2010), KV Racing Technology (2011-2013) e, desde 2014, era contratado da Chip Ganassi Racing. O campeão da categoria em 2004 venceu uma única corrida pelo time atual, em Fontana, na Califórnia. Nesta temporada, o melhor resultado foi o 2º posto no oval do Texas.

Kanaan será o primeiro brasileiro em sete anos a guiar para a equipe do “Super Tex”. O primeiro talvez poucos se recordem: foi Marco Greco, nas 500 Milhas de Indianápolis de 1996. Depois, vieram Aírton Daré (que venceu uma corrida pela equipe, no oval do Kansas), Felipe Giaffone e Vítor Meira. Bruno Junqueira também serviu à Foyt para uma Indy 500, em 2011. Mas efetivamente, não competiu pela escuderia.

Apesar de toda sua tradição dentro da categoria, a A.J. Foyt não vive um bom momento. Não vence uma prova desde 2013 com Takuma Sato e neste ano, com Carlos Munoz e Conor Daly a bordo, o melhor resultado foi um 5º lugar com o filho de Derek Daly, no circuito de Gateway. No campeonato, o colombiano é o 16º colocado e o companheiro de equipe está em décimo-oitavo.

A Ganassi já tem praticamente tudo definido para o ano que vem: o substituto de Kanaan será Brendon Hartley, integrante do time oficial da Porsche no FIA World Endurance Championship que lidera o campeonato deste ano em parceria com Timo Bernhard e Earl Bamber. Com o fim do programa do construtor alemão no WEC, Hartley fechou um contrato para ser o novo colega de time do conterrâneo Scott Dixon – com a possibilidade (ainda incerta) de participação nas provas de Endurance defendendo o time que alinha o modelo Ford GT EcoBoost nas classes de Grã-Turismo.

A CGR reduz seu programa pela metade, pois serão apenas dois carros na próxima temporada e os outros pilotos, Max Chilton e Charlie Kimball, terão que procurar outras escuderias para continuar a correr.

20 comentários

  1. fernando disse:

    Pior equipe do grid, triste fim pra TK. Mas realmente deixou muito a desejar nessa temporada principalmente na Ganassi.

    Adeus Ford GT tb.

  2. Fernando Silva disse:

    Pelo que vinha apresentando nas últimas temporadas, eu particularmente era favorável para que ele – e não Hélio – trocasse a Indy pelo IMSA, pois tem uma vitória nas 24h de Daytona no currículo, pela própria Ganassi ainda com os antigos DP e se apresentou relativamente bem no atual programa de endurance da equipe, com o Ford GT em Daytona e em Le Mans e em outras oportunidades em que esteve por lá.
    Mas, depois do episódio da prova do Gateway, quando ele foi forçado a abandonar e ficou inconformado com o patrão Chip Ganassi, ficou evidente o desgaste entre as partes e, lendo comentários em redes sociais, fala-se que a Ganassi trabalha única e exclusivamente para o Dixon e mais ninguém.
    Apenas para concluir o que disse no início, acho que Tony já foi mais veloz, sobretudo em mistos e ovais curtos, o que é natural, pois uma hora, a idade chega, principalmente para quem guia monopostos…ainda é bem competitivo em pistas como Texas e Indianapolis, mas a própria Indy ainda precisa de um cara como ele e Hélio…as manifestações dos fãs americanos após a prova do Gateway foram sempre favorávei ao piloto e de reprovação ao Mr Ganassi.
    Sobre a nova equipe, uma expectativa porque ainda que não esteja numa boa fase, é muito (mas bota muito nisso…) mais piloto que Munõz e Daly…e numa equipe que realmente foque nele, quem sabe…

  3. Marcos Ferreira disse:

    Rodrigo, qual o destino do Helinho para 2018?

    • Rodrigo Mattar disse:

      A IMSA, ao que tudo indica. Ele só ficaria na Indy em caso de título e embora haja chances, elas são retóricas e remotas. A pontuação da última etapa é dobrada e aí ele se agarra nessa esperança de poder ficar na equipe. Mas tudo caminha para HCN na equipe Penske no segundo carro, já que o primeiro terá Montoya e Cameron.

    • fernando disse:

      Helio ficará na Indy.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Só se for campeão.

      • fernando disse:

        Ser campeão é o menor dos fatores pra permanência dele.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Errado. A condição é o título. A Penske vai reduzir pra três o seu total de carros na Indy. Justamente para atender a demanda da Nascar e da IMSA.

      • Fernando disse:

        Essa é a informação que voce tem, a que eu tenho é diferente. e são muitos mais fatores do que vc ja citou aqui, inclusive externos a Penske.

        O certo e errado a gente só vai saber mais pra frente.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Diferentemente da sua informação, eu tenho contato direto com quem faz a assessoria do HCN e o piloto não sai da Penske. E vai para onde o Roger quiser que vá. O cara tá lá vai fazer 18 anos. De lá ele não sai.

      • fernando disse:

        Eu falei que ele ia sair de la? falei que não é só uma questao de RP decidir, tem fatores externos a isso.

        I

      • Rodrigo Mattar disse:

        Se você sabe, abre o jogo então.

  4. Zé Maria disse:

    Complementando o que já foi dito, fim de feira total para o Tony.
    Se bem que já vinha ladeira abaixo desde um bom tempo.
    Não vai fazer nem figuração no ano que vem, vai ser o clone do Felipe “Bate-e-Amassa”, que na F1 também paga um mico atrás do outro.
    Nem consigo entender o porque dele insistir em continuar num esquema que todo mundo sabe que simplesmente não irá chegar a lugar algum.
    E o B. O. com o Chip deve ter sido bem grave, tanto é que nem uma vaguinha nos IMSA sobrou para ele, se bem que o Hartley tá de encomenda também para aquela categoria, só não sei se consegue fazer os 2 campeonatos conjuntamente.

    • Marcos Ferreira disse:

      Zé Maria, melhor uma equipe pequena do que ficar andando de carrinho de rolimã. E todo mundo que numa sorte, uma equipe pequena até pode ganhar uma corrida ou outra na Indy.

      Ao contrário da F1, onde para uma equipe média ou pequena ganhar uma corrida só com um franco atirador matando os pilotos das equipes grandes.

  5. Marcos Soares disse:

    Não entendo por que o torcedor brasileiro adora fala mal dos pilotos brasileiro,o cara foi campeão,venceu corridas, Indy 500,foi competitivo,engraçado é que os torcedores americano são todos loucos com os brasileiros,se ele ainda ta correndo eu acredito que ele deve ser no mínimo competitivo,lá não é fórmula 1 que os pilotos tem validade,basta lembra do Mario Andretti,Paul Tracy,Buddy Lazier que correram na categoria com mais de 40 anos

    • Ashpool disse:

      Nisso você tem razão.

    • Marcos Ferreira disse:

      Xará, isso é sindrome de vira lata do brasileiro. O brasileiro não sabe ver o que o cara já representou para o país, o que o cara ja conquistou. Pode ter sido um campeão a 3 anos atrás, se hoje ele não fizer uma temporada perfeita, o cara vira lixo.

    • ricardo disse:

      concordo plenamente, e acrescento : falam mal mas não fizeram um milésimo do que ele fez.

      brasileiro não olha mérito. não olha passado. gosta mesmo é de escolher um judas pra falar mal.

      cordialmente

      ricardo

  6. Gabriel Medina, O outro disse:

    O Chilton é um cara que muito provavelmente também vai para a IMSA. Ele já deixou bem claro que o negócio dele mesmo é o endurance e recentemente comprou o Zytec 07s com o qual ele e o irmão Tom participaram dos 1000km de Silverstone em 2007 para participar das corridas de clássicos LMS promovidas pelo Nicolas Minassian na europa.

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