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4 de setembro de 2017 - 19:45World Series V8

O futuro está aqui (IV)

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Com nova pintura no “casco”, Pietro Fittipaldi retomou o caminho do início da temporada e “varreu” a etapa do México da World Series Fórmula V8

RIO DE JANEIRO - Fechando a leva de postagens sobre as esperanças – que ainda temos e espero que continuaremos tendo – dentro do automobilismo internacional, não podia faltar um representante cujo sobrenome tem um peso imenso: Pietro Fittipaldi.

Aos olhos do avô e bicampeão de Fórmula 1 e de 500 Milhas de Indianápolis, o garoto fez o que se esperava dele no fim de semana de World Series Fórmula V8 na Cidade do México. Conquistou duas pole positions – quebrou o recorde da categoria, que pertencia a Daniel Ricciardo chegando ao total de 10 largadas na primeira fila – e ganhou as duas provas no Autódromo Hermanos Rodriguez. Como efeito, chegou a seis triunfos na temporada e reconquistou a liderança do campeonato.

Pietro superou os períodos de altos e baixos para deslanchar no momento certo. Enquanto rivais erraram (Egor Orudzhev, por exemplo, bateu duas vezes) e outros não tinham chance de alcançar o brasileiro, como o russo Matevos Isaakyan, que chegou à esta rodada como líder, o piloto da Lotus fez tudo como manda o figurino e inclusive superou o seu ponto fraco na maioria das corridas, que eram as largadas. Muito treino nos simuladores e muito foco para garantir uma evolução em sua performance, no intervalo entre a rodada da Alemanha e este fim de semana no México.

O campeonato parece encaminhado: Fittipaldi tem 15 pontos de vantagem para Isaakyan, mas ainda precisa ser definido. São duas rodadas, quatro provas, 100 pontos em jogo e muita coisa pode mudar. Aí está o perigo para Pietro. A World Series V8, por mais que seja um campeonato atrativo por conta dos belos chassis Dallara, pelo ronco do motor Zytek – que é um tesão – e pelos pneus Michelin, que têm melhor performance global que os Pirelli que a Fórmula 2 usa, está no desvio. Por mais que a categoria ofereça um atrativo pacote, os carros são poucos e nessa etapa foram só onze. Nas demais, o grid foi de 12 e em nenhum momento houve perspectiva de melhora. Ou seja: um erro pode ser fatal em decorrência de um grid minguado. Não marcar pontos seria um pecado mortal.

Estou com isso minimizando o esforço do garoto em ser campeão? De forma alguma: apenas não vim aqui tapar o sol com a peneira. Aliás, em nenhum momento a gente iludiu o telespectador do Fox Sports em nossas transmissões. O que Pietro está fazendo e se propôs a fazer é isso. Liderar o campeonato, ganhar o máximo possível de corridas e correr para chegar na frente dos adversários. É a obrigação de quem entra num campeonato com chances de vencê-lo e é justamente esse o caso. E Pietro, não tenham dúvidas, está focado para chegar ao título.

Precisa manter o nível em Austin e no Bahrein para alcançar seus objetivos e acho que conseguirá.

O futuro está aqui. E a quarta geração da família Fittipaldi mostra que por muito tempo ainda falaremos deles. E isso vem desde o velho Barão. Afinal de contas, foi com o apaixonado e radialista Wilson que toda essa história começou.

3 comentários

  1. Fernando Silva disse:

    Sou bem sincero nesse ponto, Mattar. Vendo as escolhas dele, primeiro a Nascar, depois os monopostos, e vendo algumas atuações justamente na Fórmula V8, já não olho para o Pietro com a mesma empolgação que olho para o Leist ou o Sette Câmara, por exemplo. Eu disse até em outro post que ele tá mais para um Marco Andretti, para citar um exemplo que se escorou no sobrenome da familia, ou na equipe do pai, no caso do americano.
    Mas, caso ele se torne campeão ai na V8, sem dúvida será um passo muito importante para seguir adiante em seus objetivos, que creio, seja a F1.

  2. Claudio disse:

    Reduzir os erros nas largadas era fundamental, bacana as vitórias no México.
    Ir direto pra F1 me parece um erro é um exagero, acho que, se possível, o caminho natural seja a F2. Aí é ver como vai ser. Não acho ele bom o bastante, mas vai que…

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