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1 de novembro de 2017 - 13:24Mundial de Endurance

Manor confirma presença na LMP1 em 2018/19

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O grito dos independentes: às vésperas das 6h de Xangai, a Manor confirma a presença na Super Season do WEC em 2018/19 com um chassis Ginetta LMP1; foi a segunda equipe a se garantir na divisão principal do Mundial de Endurance em 24 horas, junto à DragonSpeed

RIO DE JANEIRO - Num espaço de 24 horas, o Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) respira feliz e contente. A principal classe da competição conhece mais uma equipe que anuncia seus planos para a temporada 2018/19. Diante dos seus patrocinadores, a Manor confirmou que estará na LMP1 na chamada Super Season que engloba oito etapas e terá Spa-Francorchamps e Le Mans em dose dupla, afinando o calendário para, a partir de 2019/20, fechar todas as temporadas tendo Sarthe como a cereja do bolo.

Em janeiro deste ano, inclusive, este blog já alertava para a possibilidade da equipe de John Booth e Graeme Lowdon ingressar na turma de cima após dois campeonatos na classe LMP2. Com a parceria construída para este ano com os chineses da CEFC e com o grupo TRS (Talent Race Sports), não foi difícil para a Manor subir para a classe principal. E como também já se imaginava, o time vai alinhar os chassis da britânica Ginetta – que fechou um acordo com a Mecachrome para o fornecimento de motores V6 3,4 litros turbo – no entanto não confirmado pela equipe.

O projeto de Ewan Baldry, com assessoria de Paolo Catone (ex-Peugeot) e de ninguém menos que Adrian Reynard, já está pronto após praticamente um ano inteiro de desenvolvimento em túnel de vento e construção e deve seguir para as pistas ainda no fim de 2017 para os primeiros testes visando o próximo campeonato. A Ginetta garante, por sinal, que recebeu encomenda de três chassis – mas que nenhum desses carros era da Manor, que no entanto não confirmou quantos protótipos irá alinhar na divisão principal em 2018/19. Para quem vem trabalhando com dois chassis na LMP2, repetir a operação não será problema.

“Eu acho que a categoria LMP1 oferece um desafio fantástico para nós, mas podemos confiar em uma grande experiência adquirida ao longo dos anos, em particular com os gastos que tivemos na Fórmula 1, relacionados à gestão do design, processos de pesquisa, teste e desenvolvimento que são tão importantes para uma equipe bem sucedida da LMP1 “, comentou o diretor esportivo da Manor, Graeme Lowdon.

“As oportunidades para todos os envolvidos aqui são tremendas”, garante o presidente da Ginetta Cars, Lawrence Tomlinson. “Tanto para a Ginetta, quanto para a equipe e seus patrocinadores”, completa o dirigente. “Estou muito satisfeito que a TRS e a Manor Endurance Racing tenham escolhido os chassis Ginetta LMP1 para esse novo programa”, finalizou.

Assim, na pior das hipóteses, o WEC tem garantidos seis carros na classe LMP1 em 2018/19, considerando que a Toyota tenha dois bólidos e os times não-oficiais já confirmados e por confirmar (DragonSpeed, Manor, SMP Racing e ByKolles) tenham pelo menos um, cada. Afora esses dois chassis que a Ginetta garante ter vendido para um cliente não anunciado.

A LMP1 respira. E cala a boca dos “jênios” que a deram como morta e enterrada. Nesse caso, o recalque de quem disse que a categoria ‘não continuaria por muito tempo’ bateu e voltou, não é mesmo?

 

6 comentários

  1. Andre Lima disse:

    Ótima notícia, depender só de montadoras é sempre um risco. Claro que é legal ter grandes marcas em um campeonato mas quando elas atingem seus objetivos pulam fora sem dó, vide a Peugeot que anunciou sua saída do Dacar. Tá na hora dos times e fabricantes independentes ganharem mais força, senão esse negócio de automobilismo que a gente tanto gosta, vai pro vinagre…

    • Rodrigo Mattar disse:

      Concordo, Andre. E o Elton Julian da DragonSpeed lembrou bem que em 2005, quando ele correu em Le Mans pela equipe do Jan Lammers, havia uma meia dúzia de bons construtores não-oficiais e só a Audi tinha esquemas oficiais. E ninguém reclamava. Havia equilíbrio. Era uma época na qual o WEC tem que se mirar pra ter sucesso de novo.

  2. Daniel Ramos de Oliveira disse:

    Rodrigo, pode ser apenas uma suposição, mas existe alguma chance (ainda que remota) desses 2 chassis da Ginetta serem para a Penske?

  3. Rui de Castro disse:

    Rodrigo, não sei se ando distraído mas ainda não vi ninguém explicar como vai ser feito o equilíbrio entre a Toyota e os restantes. Vai ser imposto algum tipo de restrição para que haja competição ou pelo contrário vai ser dada maior potência aos não híbridos?

    • Rodrigo Mattar disse:

      Rui, a decisão vai sair em breve, mas é bem possível que a potência do híbrido da Toyota sofra algum tipo de redução. Pelo seguinte: essas unidades motrizes têm limite de 1000 HP. Poucos motores sem sistemas híbridos chegariam a tamanha potência. No máximo, a 800/850 cavalos. A FIA e o ACO é que decidirão como equalizar a competição para que os japoneses não ganhem tudo de cabo a rabo e os privados não se sintam preteridos.

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