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16 de janeiro de 2018 - 10:23Fórmula 1

Risco duplo

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Terceiro russo: aos 22 anos, Sergey Sirotkin alcança o posto de titular de uma equipe de Fórmula 1. Com o apoio do SMP Bank, ele vai para a Williams

RIO DE JANEIRO - Primeira coisa: o grid da Fórmula 1 está completo para a temporada 2018. Segunda coisa: não sei se todos os 20 pilotos vão chegar ao fim do campeonato deste ano.

Calma, não é mau agouro. É por conta da opção da Williams.

Venceu o dinheiro russo, cortesia do SMP Bank, do argentário Boris Rotemberg. É com esse patrocínio que Sergey Sirotkin, piloto reserva de Sauber e Renault noutras temporadas, chega finalmente ao posto de piloto titular na categoria máxima do automobilismo, aos 22 anos.

Quanto a ser a melhor escolha para a tradicional equipe britânica, isso eu deixo para os leitores. O que se sabe é que havia um acordo com Robert Kubica e as condições físicas do polonês – bem como sua performance – foram avaliadas em testes. Óbvio que as dificuldades por conta de um braço atrofiado pagaram a conta. O talento existe, está lá, mas cobra-se resultados. E a Williams deve ter se questionado se Kubica os traria.

Por isso, ofereceu a ele um emprego como piloto de testes e de desenvolvimento. Não é nada, não é nada, já é alguma coisa para quem não tinha perspectivas há alguns anos…

Sirotkin, além de ser jovem e impetuoso, tem o componente financeiro que a equipe buscava e pode fazer um bom papel dentro de suas possibilidades. O que também se questiona é se a equipe está preparada para encarar um campeonato com dois pilotos tão sem experiência na categoria, depois de perder o status quo de quarta força da Fórmula 1 atual para a Force India.

E a coisa só tende a piorar.

A McLaren tem a obrigação de voltar a ser minimamente competitiva com os motores Renault e a própria Régie, com Carlos Sainz e Nico Hülkenberg, se acertar a receita, não será um time que se possa desprezar. Há ainda a Haas e a Toro Rosso – e pode ser que até a Sauber incomode um pouco mais, porque tem em Charles Leclerc um talento crível. Então, do patamar atual, pode ser que a organização de Grove caia alguns parâmetros em 2018.

A aposta, antes mesmo do campeonato começar, é em qual dos dois pilotos a Williams não poderá contar até o fim do ano. Mas vai que Sirotkin, que despontou em 2012 com apenas 17 anos na AutoGP World Series, com duas vitórias, uma pole e nove pódios; que venceu três corridas da hoje Fórmula 2 em duas temporadas e nelas terminou em 3º lugar; e que também já tem disputa das 24h de Le Mans no currículo, quebra a cara dos detratores?

Vamos dar tempo ao tempo. Mas é um risco duplo para uma equipe de tanta tradição apostar em dois garotos que baixam a média de idade do time para 20,5 anos.

12 comentários

  1. Luca disse:

    A gente lembra de Piquet, Prost, Mansel e ainda pensa que a Williams é uma equipe de ponta.
    Não é mais. E a muito tempo.

    É uma equipe média graças ao Toto e a questão agora é se ela vai continuar como está ou vai virar uma equipe pequena. Porque ganhar, não vai ganhar nada.
    E com essa mentalidade, por um bom tempo.

  2. Celso disse:

    É o começo do fim, já era, bye bye Williams…………………

  3. Diogo disse:

    A dupla é ruim, mas, se tiver que apostar um pastel e uma Coca, o russo leva vantagem. Além de um curriculum mais farto, já passou dois anos dentro da Renault, tendo bom contato na estrutura de uma equipe de Fórmula 1. O Stroll (papai-compra-títulos) não faz feio, mas é um Ericsson com cheque mais gordo.

  4. Marcelo Ivo Melo Vanderlinde disse:

    Os resultados dele não são espetaculares, mas está longe de ser um Palmer, Chilton, Eriksson e outros pagantes recentes.

  5. Luciano disse:

    A Willians engata de novo a marcha a ré… Infelizmente a esquadra de tio Frank não é aquela dos anos 1980 e 1990 e se naquela época o dinheiro era fator preponderante para as ambições de uma equipe, hoje nem se fala, e como a Willians hoje é mera cliente e não equipe de fábrica de algum fabricante de motores, apela-se para a venda dos assentos para o piloto que tiver os bolsos mais recheados para ajudar fechar o orçamento da equipe. E se o abonado piloto-pagante é bom de braço é mero detalhe não considerado ante a quantos milhões que estão no cheque…
    Agora é ver que o russinho e o Stroll vão aprontar, pois se derem sorte do carro sair bem feito e mostrar ser competitivo de cara, um ou os dois vão pras cabeças mas se o carro precisar de muito desenvolvimento para chegar mais a frente ou se manter na ponta, os meninos terão cacife pra ajudar a equipe?? Kubica?? Na boa, é mais piloto que os moleques mas piloto de teste não tem a mesma pegada que o piloto que corre toda a temporada.
    E pela movimentação dos adversários, tá perigando seriamente a Willians ficar no Q3 quase a temporada toda. Até a Sauber (ou Ferrari B) tá com prognóstico mais otimista. A Haas creio que manterá a mesma tocada de 2017, a Renault e a Mclaren subirão de patamar e a Toro Rosso é interrogação por conta do motor Honda (que espero que seja melhor que nos últimos anos). Lá em cima, a briga de sempre: Ferrari vs. Mercedes, com a Red Bull de olho nos vacilos das duas para ganhar uma ou outra corrida e a Force India de franca atiradora…
    E aguardo a apresentação dos carros para 2018 para ver como as equipes se viraram com aquela proteção horrorosa nos cockpits, o Halo. Se ficar mais ou menos parecido com que fizeram em 2017 nos testes, não vou me dar o trabalho de ver todas as corridas… Vai ser duro ver tanto carro feio, parecendo chinelos motorizados… Vou preferir ver a F-Indy, que se não tão sofisticada tecnologicamente quanto a F-1, ao menos fez um carrinho decente e bonito para a temporada de 2018. Sem falar no WEC, NASCAR, IMSA, F-E… Ainda bem que tem (muita) vida automobilística além da boa e velha F-1…

  6. Danir disse:

    Aos poucos a F-1 está perdendo seus encantos. Muito dinheiro, pouco talento e regras feitas para qualquer ‘mariquinhas’ pegar um bólido com 600/800 hp e dirigí-los de forma politicamente correta. Na minha opinião a Willians não decola, e para registro eu considero que o Massa a despeito de sua idade, é melhor do que qualquer dos dois pilotos atuais, sob qualquer ponto de vista. Pessoalmente eu não aceitaria dirigir um carro com aquela excrecência chamada Halo. Devem existir formas melhores de solucionar o problema que a meu ver não existe. Bater a mais de 200 contra um trator mata com ou sem Halo; mas o risco da perda de perspectiva visual é muito maior com ele.

  7. caio murilo disse:

    treino é treino é treino, jogo é jogo, o menino foi bem no treino, mas em corrida o bicho pega,é um querendo engolir o outro,além do mais n conhece todos autodromos,,,é obvio que a williams vai ficar atras de ferrari, mercedes, rbr,maclarem e provavelmente forc india(perez e ocon n vai perder pra lance stroll e sirotkin!),sendo assim, teoricamente SETIMO nos construtores,, correndo serio risco de cair pra oitavo com o avanço da hass(motor ferrari ,dois pilotos experientes),,,o que n seria nada bom pra atrair grandes patrocinadores,,,,tava vendo que em 2016 a williams ganhou us$ 79 milhoes nos construtores e briga por um piloto que leva us$ 15 milhoes,avaliando nesse sentido, é muito mais inteligente pensar nos construtores do que em piloto pagante, o que adianta levar us$ 15 milhoes e perder uma fatia enorme do bolo,,a n ser q independe da colocaçao wil o valor n diminua,,,,ai eu retiro o que eu digo.

  8. ags disse:

    Fim da linha para uma Equipe que um tempo atrás era referencia……
    Nada vai mudar a imagem…Foi bye bye ..

  9. Levi disse:

    Frank Williams é um teimoso, assim como o céu é azul e o sol nasce a leste.

    Sejamos francos: a Williams era só mais uma equipe garagista (embora de sucesso na Fórmula 2) até o Frank atrair o investimento do grupo TAG do Mansour Ojjeh. Me parece que as temporadas disputadas sem propulsores de fábrica de lá pra cá (1988, 1998 e 1999) não ensinaram nada ao longevo chefe da equipe, que hoje se contenta apenas em estar no grid. Claire Williams, por mais competente que seja, não manterá o entusiasmo por muito mais tempo.

    A briga com a BMW definitivamente tornou amargo o velho Frank. Até porque quem tinha razão naquela história era a montadora alemã.

  10. Gabriel Medina, O outro disse:

    O mais incrível dessa historia toda são as pessoas escrevendo textões sobre como Kubica seria um antidoto a isso.

    Três fatos. Primeiro, é radicalmente claro que o polonês tem limitações e achar que isso não faria a diferença nos carros mais rápidos da historia da categoria é, desculpem a franqueza, a mais pura e irrestrita ignorância. Segundo, Kubica também levaria dinheiro, pode não ser um quantia tão alta como a que a SMP traz, mas, mesmo assim, pagaria pra correr. Terceiro, fontes da Williams são unanimes em apontar que Sirotkin varreu o ex piloto da BMW Sauber em ritmo de corrrida.

    Ademais, o russo não é mau piloto, de forma alguma, o ponto fraco da equipe continua sendo o Stroll, as vezes rápido, as vezes desastrado e as vezes simplesmente imbecil.

    Não acho o panorama tão negro assim, Force India e, principalmente, Renault são inalcansáveis já. Toro Rosso terá todo uma espinhosa adaptação a Honda e a McLaren, apesar do motor mais confiável, também vai ter que se adaptar e já não é mais equipe de fabrica.

    Se velocidade fosse o único fator a ser considerado para a vaga, todo mundo sabe que um cara como Wehrlein estaria agora tomando café na mesa do Tio Frank, mas a opção não é tão ruim assim.

    Agora, falando de coisa boa, seria excelente se o russo fizesse também a temporada quese completa do WEC pela SMP, acho que só existe um conflito de datas entre os dois mundiais.

  11. Bruno Serafim disse:

    Eu não sei se eu sou cego ou sou um dos poucos imparciais nesse meio. Stroll ficou a apenas 3 pontos do Massa no ano passado. Tudo bem, alguns dirão que Massa também teve um pouco de azar como o abandono em Baku, mas ele também errou muito e chegou até a classificar atrás do canadense em alguns momentos, então não sei até que ponto o Lance Stroll pode ser considerado uma aposta de risco após um ano completo na equipe. E tem o Sirotkin agora, que também não me parece ser tão fraco, na verdade até acho que ele tem um currículo respeitável. É lógico que a grana pesou, mas se formos levar tudo a ferro e fogo, até o Alonso é de certa forma um piloto pagante por ter patrocinadores de peso o apoiando em diversas temporadas. Não estou dizendo que a Williams tem uma dupla dos sonhos, mas também discordo veementemente da maioria brasileira dizendo que a equipe está cometendo um erro. Vamos ser realistas, quais opções reais a Williams tinha para essa vaga? O Kubica infelizmente por mais talentoso que seja, não tem condições de mostrar todo o seu potencial, se não me falha a memória os próprios tempos nos testes mostraram isso. O Massa também já não vinha fazendo grandes exibições, salvo algumas provas, posto isso pessoalmente acho melhor apostar em alguém jovem com algum potencial do que em alguém que já se sabe até onde pode ir (e que aliás não vai levar a equipe muito longe).

    • Gabriel Medina, O outro disse:

      Concordo, tem, inclusive site especializado, dizendo que com essa decisão, a Williams joga seu legado no lixo e a situação não é assim tão ruim.

      Stroll pode ser rápido, sim, e já provou isso, mas também precisa amadurecer, já o Sirotkin também não é nenhum Verstappen, mas não vai passar vergonha.

      Kubica é um piloto que sempre foi superestimado pela imprenssa brasileira, lá fora, o polonês não tem esse cacife todo, não.

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