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26 de agosto de 2018 - 22:16Intercontinental GT Challenge

10h de Suzuka: domínio e vitória da GruppeM Racing

888h

Foi fácil – até demais: liderando 90% da disputa, a GruppeM Racing triunfou nas 10h de Suzuka em sua edição inaugural, disputadas sob forte calor no Japão

RIO DE JANEIRO - A Mercedes-Benz deitou e rolou na primeira edição das 10h de Suzuka, terceira prova do Intercontinental GT Challenge em 2018. Disputada sob um calor abrasador – 35 graus – para os padrões japoneses, a corrida apresentou um domínio quase que absoluto da GruppeM Racing: a equipe de Hong Kong tinha um dos melhores (senão o melhor) carros na pista e um trio excelente de pilotos.

Com Maro Engel, Raffaele Marciello e Tristan Vautier se revezando no cockpit do carro #888, ficou fácil levar a corrida que teve um total de 276 voltas percorridas pelos 5,864 km do traçado – mais precisamente 1.618,464 km ao fim da disputa, a uma média de 160,13 km/h. A trinca só não liderou a primeira hora, porque a HubAuto, pole position com o trio formado por Nick Foster/David Perel/Hiroki Yoshida, manteve firme o primeiro lugar no início da disputa – mas o carro #28 acabou penalizado porque um dos mecânicos estava no grid já quando não deveria haver mais ninguém.

A fácil vitória do “Gundam” foi escudada pela Strakka Racing, em excelente prova do trio Lewis Williamson/Maxi Götz/Álvaro Parente, que superou por apenas 1″266 o Audi R8 LMS da equipe Audi Sport Team Absolute Racing – que contou com a presença de três pilotos de fábrica quatrargólicos – o sul-africano Kelvin Van der Linde e os alemães Christian Haase e Markus Winkelhock.

O Team WRT salvou a quarta posição com a trinca Dries Vanthoor/Fréderic Vervisch/Christopher Mies, enquanto a melhor equipe da casa foi mesmo a Goodsmile Racing de Ukyo Katayama: com suporte da AMG, o time do anime Hatsunemiku abocanhou o 5º lugar, contando com o “Mito” Kamui Kobayashi junto a Nobuteru Taniguchi e Tatsuya Kataoka.

Numa corrida de excelente índice técnico, apesar do calor, apenas sete dos 35 carros não viram a quadriculada final. Entre eles, o #42 da Strakka Racing, vítima de uma falha insolúvel de câmbio. Felipe Fraga, único brasileiro inscrito na corrida, nem chegou a andar no carro, que quebrou antes de seu turno de pilotagem.

Outros abandonos a se destacar foram do McLaren 650S GT3 da Garage 59, que sofreu o acidente mais forte da disputa com Côme Ledogar, provocando inclusive o único período de Safety Car na pista; a quebra dos dois Nissan GT3-R Nismo da KCMG Racing, o primeiro com Edo Liberati/Richard Bradley/Oliver Jarvis e o segundo, que poderia ter ido ao pódio, com Katsumasa Chiyo/Tsugio Matsuda/Alexandre Imperatori, além do Bentley de Jordan Pepper/Steven Kane/Jules Gounon que, embora classificado, deixou a disputa após 217 voltas.

75g

Vitoriosa na Pro-Am, a SunEnergy1 Racing só ficou em 10º na geral porque um erro num pit stop custou à equipe um drive through. E Kenny Habul levou por antecipação o título dos pilotos de graduação bronze no IGTC

Nas demais classes, a SunEnergy1 Racing se destacou com o triunfo na Pro-Am e o 10º lugar geral da trinca Kenny Habul/Mikael Grenier/Luca Stolz a bordo de – adivinhem só? – uma Mercedes-AMG GT3. A bem da verdade, a equipe de bandeira australiana tinha condições inclusive de brigar pelo pódio na geral e teve carro pra isso. Mas um erro num dos pit stops custou à equipe um drive through. Menos mal que Kenny Habul também foi o mais bem colocado entre os pilotos de graduação bronze, levando inclusive por antecipação um dos títulos disputados em paralelo no IGTC.

A HubAuto salvou o 2º posto da divisão com o trio do carro #28 que partiu da pole e o #87 da JLOC ficou em terceiro com o trio Motojima/Iida/Takahashi, a bordo de um de seus Lamborghini Gallardo.

Restando apenas as 8h da Califórnia, no fim de outubro, no circuito de Laguna Seca, Raffaele Marciello e Tristan Vautier são os novos líderes do Intercontinental GT Challenge entre os pilotos, somando 58 pontos contra 37 de Dries Vanthoor e Fréderic Vervisch, além do antigo comandante da classificação – o holandês Robin Frijns, ausente em Suzuka por conta dos compromissos com a Audi no DTM.

Entre os construtores, com os resultados dos dois melhores carros de cada marca computados, a Mercedes também superou a Audi e assumiu a liderança da competição com 105 pontos, enquanto a casa de Ingolstadt soma 95.

A realçar também o péssimo serviço de transmissão das 10h de Suzuka para o público da internet. Quem acompanhou a corrida pelo streaming certamente torceu o nariz e sentiu muita falta de John Hindnaugh, Jake Nicholls, John Watson e Bob Varsha, que trabalharam com grande competência nas 12h de Bathurst e nas 24h de Spa-Francorchamps. Que em Laguna Seca o streaming esteja sob o comando de quem sabe das coisas e não quem caiu de paraquedas.

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