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14 de janeiro de 2013 - 21:19Motovelocidade, Rali Dakar

Jean-Claude Olivier (1945-2013)

JeanClaudeOlivierWebRIO DE JANEIRO – O motociclismo mundial está de luto. Morreu na manhã do último domingo o francês Jean-Claude Olivier, aos 67 anos de idade. Ele foi vítima de um acidente de trânsito na Autoroute A1, que liga Lille a Paris. Sua filha, que estava a bordo da Mercedes do pai, escapou com vida sem ferimentos graves.

Jean-Claude é uma das personagens mais emblemáticas da história do esporte a motor sobre duas rodas, tanto no Rali Dakar quanto no Mundial de Motovelocidade. Ícone das motocicletas, uma espécie de Henri Pescarolo da modalidade, JCO trabalhou na Yamaha França por 44 anos initerruptos, até sua aposentadoria em 2010, quando cedeu o posto para Eric de Seynes.

Como piloto, Olivier disputou o Rali Dakar várias vezes. Ele foi um dos “loucos” que acreditou em Thierry Sabine e desbravou o deserto na primeira edição do então Paris-Dakar em 1979. Seis anos depois, foi vice-campeão atrás do belga Gaston Rahier, que guiava uma BMW.

JCO passou para o outro lado do balcão, trabalhando com ninguém menos que Stéphane Peterhansel. Sob seu comando, o piloto fez história no Dakar e conquistou seis títulos da prova antes de passar aos carros. Ele foi fundamental, também, no regresso da marca dos três diapasões à prova, através de David Fretigné em 2004.

No Mundial de Motovelocidade, Jean-Claude foi o dínamo de uma lenda do esporte: a equipe Sonauto Yamaha, com suas motocicletas azuis e o patrocínio dos cigarros Gauloises. Por lá, passaram nomes como os irmãos Christian e Dominique Sarron, Patrick Pons, Marc Fontan e muitos outros.

A dica da lamentável perda para o motociclismo veio do amigo e leitor do blog Dú Cardim. Valeu, camarada!

1 comentário

  1. André Buriti disse:

    Esse cara criou um dos maiores monstros de duas rodas que já participou de um Dakar, a FZR750, simplesmente um protótipo usando o 4 cilindros da FZ750 montado em um quadro adaptado da Teneré, um verdadeiro GrupoB das motos, era a única que conseguia rivalizar em velocidade final com as temíveis BMW´s do Gaston Rahier (um cara tão baixinho que tiveram que colocar partida elétrica na BMW dele se não ele caí da moto quanto tentava ligá-la) e Hubert Auriol (um gigante que ligava o boxer com uma única patada, conta a lenda que numa etapa do Dakar, em pleno deserto, ele perdeu tempo numa mudança de rota e, furioso, acelerou até o talo para recuperar o tempo perdido, vistos do helicóptero, os rastros dele eram perfeitamente retos tamanha a velocidade que imprimia na moto).

    Olivier era uma daquelas lendas do esporte a motor, apaixonado como poucos, um sujeito que pdoeria ter ficado no seu belo escritório tocando os negócios, mas a paixão pelas máquinas o levou ao deserto e a mais magnífica das aventuras, pena perdemos ele numa cidente besta de transito.

    Descanse em paz

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